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]]>Phrasal verbs parecem ser o terror de quem estuda inglês. O famoso lexicógrafo Samuel Johnson – também conhecido pela frase “Quem está cansado de Londres está cansado da vida” – escreveu já em 1755 a respeito deles:
There is another kind of composition more frequent in our language than perhaps in any other, from which arises to foreigners the greatest difficulty. We modify the signification of many words by a particle subjoined…”
Samuel Johnson, Dictionary of the English Language
Tradução: Há um outro tipo de estrutura mais frequente em nossa língua do que talvez em qualquer outra que causa uma enorme dificuldade para estrangeiros. Nós modificamos o significado de várias palavras acrescentando uma partícula.

Funciona assim: pega-se um verbo com um determinado significado (por exemplo “look” que no dicionário tem o significado de “olhar”), acrescenta-se uma preposição ou advérbio (ou ambos) também com um determinado significado (por exemplo “after” que significa “após”) e tem-se um termo com um significado completamente diferente da soma dos dois significados.
No exemplo, o termo “Look after” não quer dizer “olhar após”, mas “cuidar” ou “tomar conta”.
Look (“olhar”) + after (“após”) = look after (“cuidar”, “tomar conta”)

Segundo o Cambridge Advanced Learner’s Dictionary & Thesaurus, Phrasal Verb é
Um termo que consiste de um verbo com uma preposição, advérbio ou ambos, cujo significado é diferente do significado de suas partes.
Os phrasal verbs são muito usados em inglês, tanto no americano quanto no britânico (e outros mais também), especialmente em situações informais.
Em geral, existe na língua inglesa um verbo simples de significado semelhante, que normalmente é usado na língua formal.
No caso de “look after”, temos alguns verbos que podem ser usados com o mesmo significado, de acordo com o contexto: take care, mind, tend, watch, babysit, etc.
Além da dificuldade de se adivinhar o significado dos verbos frasais – que muitas vezes é bastante arbitrário – existe também o problema de serem polissêmicos, ou seja, não raro um phrasal verb tem diversos significados.
E, para piorar ainda mais a situação, eles podem ser usados metaforicamente. Um exemplo:
Break in (to) significa “invadir” e tanto pode ser usado no sentido literal (invadir uma casa), ou no sentido metafórico (“invadir” a palavra de alguém). Fonte dos exemplos.
Leia também: guia completo para o sotaque britânico
Não pretendo aqui fazer uma lista dos phrasal verbs comuns usados na Inglaterra, aqueles que você encontra em qualquer livro de inglês como língua estrangeira.
Minha lista neste artigo é dos phrasal verbs usados na Inglaterra que você não encontra em nenhum livro de inglês básico, mas que será super útil para quem quer entender a linguagem como falada no dia a dia pelos nativos.
Alguns dos phrasal verbs listados são também usados nos Estados Unidos, ou outros locais de língua inglesa, como Austrália e Canadá.
Vamos lá? Para ouvir a pronúncia, aperta o play.
Querer fazer alguma coisa, estar a fim de algo, estar disposto a
Usado para fazer alguém calar a boca.
Paquerar, dar em cima de alguém
Fazer alguém rir muito.

Começar ou continuar a fazer algo com mais determinação, especialmente depois de uma pausa.
Cansar, deixar alguém exausto ou “morto” no sentido figurado. Pode também significar matar ou arruinar.
Conheça essas e outras expressões do inglês britânicos assistindo às séries passadas na Inglaterra. Clique aqui para conhecer nossa seleção de melhores séries inglesas .
Passar o tempo sem fazer muita coisa útil.
Procrastinar ou perder tempo fazendo várias coisas sem importância, quando deveria estar fazendo algo útil.
Ficar falando sobre algo ou alguém durante um longo tempo, de forma que os outros achem cansativo ou desagradável.
Usar algo muito rapidamente, especialmente em termos de comida ou dinheiro.
Enganar alguém, normalmente em uma brincadeira. Curtir com a cara de alguém.
Irritar alguém, deixar alguém muito bravo ou furioso. É uma expressão considerada vulgar, deve ser usada com cautela.
Pode ser usado também como “Be pissed off with someone” – estar “p. da vida” com alguém.

É bom saber que o verbo “piss” quer dizer “urinar”, por isso não deve ser usado em ambientes formais. A expressão “piss off” por exemplo, é uma forma nada delicada de mandar alguém sumir da sua frente.
Leia aqui sobre outros significado de “piss” e outras gírias e expressões do inglês britânico.
Sair de casa por um curto período de tempo.
Enganar alguém, especialmente fazendo com que pague por algo um valor maior que o devido. Extorquir, roubar, “enfiar a faca”.
Faltar aula ou trabalho sem motivo. Matar/cabular aula.
Leia também nosso guia de pronúncia britânica de alguns locais de Londres – você vai se surpreender!
E você, ouviu algum phrasal verb novo e não sabe o significado? Conta pra gente nos comentários!
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]]>Principais características da pronúncia britânica padrão
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]]>O inglês britânico é a variante do inglês falado nos países do Reino Unido: Inglaterra (England), País de Gales (Wales), Escócia (Scotland) e Irlanda do Norte (Northern Island).
Ele se contrasta com outras variantes do inglês: o americano, o australiano, o sul-africano, o canadense, e outras tantas faladas nos diversos países cujos habitantes têm o inglês como língua nativa.

Da mesma maneira, o português brasileiro é a variante do português falada no Brasil e se contrasta com outras variantes usadas em Portugal, Angola, Moçambique e outras ex-colônias portuguesas.
Mas assim como não podemos afirmar que existe somente um sotaque brasileiro, também o inglês britânico se apresenta com diversas variações regionais e sociais.
Para nós, falantes nativos do português brasileiro, é fácil distinguir entre o sotaque de um gaúcho, daquele de um mineiro, do paulista, do “caipira”, do pernambucano, e assim por diante. Isso em linguística é um fenômeno muito comum, chamado de variação regional da linguagem.
No Reino Unido, os falantes nativos também reconhecem a origem de uma pessoa pelo seu sotaque: um escocês fala de um jeito próprio e que é diferente de um galês, que também é diferente de alguém de Liverpool, de Birmingham, de Londres ou do sudoeste da Inglaterra. Cada um com características próprias, que na maioria das vezes não chegam a dificultar a comunicação entre eles.
Também sabemos que algumas variantes da linguagem têm um valor social ou prestígio maior que outras. Assim, a pronúncia em português do som de lh, em palavras como “mulher” ou “colher“, como “muié” e “cuié” tem menos prestígio que a pronúncia com o som padrão de lh e r.
Com o inglês acontece exatamente o mesmo. O “sotaque britânico” na verdade é uma pluralidade de falares, com diferenças regionais e sociais.
O sotaque de maior prestígio, falado pela Rainha e por muitos considerado como sendo “o” sotaque britânico, é a chamada Received Pronunciation, ou RP. Esta variante do inglês britânico, no entanto, é falada por menos de 10% da população britânica.
É por isso que você pode ter a sensação de, mesmo tendo estudado “inglês britânico” por muitos anos no Brasil, ao chegar na Inglaterra ter dificuldade para entender a língua falada localmente.
Received Pronunciation (RP), que é traduzido como pronúncia “aceita” ou “aprovada”, é um sotaque do inglês que também é chamado de:
Os falantes da Received Pronunciation usam o inglês padrão, evitando construções gramaticais que se distanciam do gramaticalmente correto, contrações em excesso e palavras do vocabulário mais típico de dialetos regionais.
Outra característica deste sotaque britânico em particular é que ele é neutro e não se limita a nenhuma região específica do Reino Unido, embora seja mais comum no sul da Inglaterra. Assim, quando um falante usa a RP, não é possível perceber de onde ele é geograficamente somente pelo seu sotaque.
O que o sotaque revela é sua origem social ou educacional, já que o RP é o inglês falado originalmente pela aristocracia, e atualmente é ligado ao ensino de colégios particulares muito exclusivos.
Este sotaque era até o início deste século – e de certa forma ainda é – o de mais prestígio no país e quem o usa é considerado parte da elite social ou cultural. Essas pessoas em geral têm mais portas abertas que as falantes de outros sotaques estigmatizados, como os do norte da Inglaterra.
Received Pronunciation é assim a linguagem “posh“: chique, elegante, fina. Veja um exemplo da pronúncia RP neste sketch, em que Stephen Fry conversa com o Príncipe William. Ambos usam a RP.
As mudanças econômicas e sociais ocorridas na Inglaterra desde o pós-guerra, no entanto, trouxeram alterações também neste ponto: com a ascensão da classe trabalhadora, seus sotaques foram sendo mais valorizados e a Received Pronunciation tem sido re-significada.
Dessa forma, o sotaque de mais prestígio também pode ser percebido como linguagem de gente arrogante e pretensiosa, além de ser considerado um pouco sem graça, boring mesmo, pela população jovem e multicultural das cidades.
Para se afastar destes preconceitos que a Received Pronunciation carrega (positivos e negativos), muitos têm chamado a nova e moderna RP de “Standard Southern British English” (SSBE), ou “General British English“.
Em geral, este é o sotaque britânico ensinado nos cursos de inglês e também é o que aparece em transcrições fonéticas dos dicionários britânicos.
Leia também: phrasal verbs muito usados no inglês britânico
O sotaque da Rainha Elizabeth II é o mais característico exemplo de Received Pronunciation tradicional, mas note-se que quase ninguém além dela usa esta variante de maneira tão “pura”.
Atualmente, até mesmo os membros mais jovens da família real usam o RP de uma forma mais relaxada e menos afetada que a falada pela Rainha e por outras gerações. É este sotaque que os Príncipes William e Harry, por exemplo, têm.
Entre os atores famosos que usam o sotaque RP, podemos citar Emma Watson (a Hermione de Harry Potter), Hugh Grant (no filme Um lugar chamado Notting Hill e em outros filmes também), Benedict Cumberbatch (da série de TV Sherlock) e Alan Rickman, como o Professor Snape em Harry Potter.
A “parte de cima” do palacete de Downton Abbey fala com um sotaque conservador e bem antiquado e obviamente a série The Crown também conta com muitos falantes de RP tradicional.
Leia aqui nossa seleção de melhores séries de TV inglesas
Se você gosta de shows de culinária, a apresentadora Nigella Lawson tem um lindo sotaque britânico RP. Já o chef Jamie Oliver apresenta uma fala mais popular e bem típica de Londres, acrescentando aqui e ali uma característica do sotaque cockney.
Grande parte dos políticos membros do Partido Conservador, entre eles o Primeiro Ministro Boris Johnson e os ex Primeiros Ministros David Cameron e Teresa May também falam com o sotaque da Received Pronunciation.
Já para ouvir o Standard Southern British English com algumas características regionais de Londres, o prefeito da cidade – Sadiq Khan – é um bom exemplo.
Vamos comparar algumas características do sotaque padrão do inglês britânico, representado pela voz da Rainha no vídeo acima e a do ator britânico Stephen Fry lendo trechos do livro Harry Potter e a Pedra Filosofal, com o sotaque Cockney, tradicional de Londres, representado pelo motorista de táxi e serial-killer interpretado por Jeff Hope nesta cena do primeiro episódio da série de TV britânica Sherlock:
Quando o som de /r/ aparece no final de uma sílaba, ele não é pronunciado no sotaque britânico.
Em palavras como hor-se, war, par-ty, em que o r aparece em uma sílaba tônica (acentuada), o /r/ é silencioso e a vogal anterior é alongada. Assim, a pronúncia de war é algo como wóó, sem nenhum som de r, como pode ser visto no discurso da rainha mostrado acima. Da mesma forma, horse seria pronunciado com róo-os e party como páa-ti.
Já quando o r aparece em “er” ou “or“, especialmente no final de palavras como tea-cher, num-ber, doc-tor, ac-tor, ele é pronunciado como um ã bem leve, representado foneticamente por /ə/ (veja aqui a tabela fonética). Teacher é pronunciado como tí-tchã e doctor como dók-tã. Neste caso, o mesmo acontece com a pronúncia Cockney.
Note, no entanto, que se a palavra seguinte começar com som de vogal, então o /r/ será pronunciado: Doctor Evans, number eleven, Mister and Mrs Dursley.
Repare, no trecho abaixo, como Stephen Fry pronuncia “Mister and Mrs Dursley”, “number four” “perfectly” e “normal” na famosa primeira sentença de Harry Potter e a Pedral Filosofal.
Diferente do inglês americano, que pronuncia o /t/ em várias palavras como se fosse um /r/ suave, no sotaque britânico o /t/ é sempre pronunciado claramente e bem aspirado.
Palavras como wa-ter, be-tter, got it, são pronunciadas em inglês americano como wárer, bérer, górit. Isso não acontece no inglês britânico.
Já em alguns dialetos do inglês britânico, o “t” é substituído por um som chamado de “oclusivo glotal” /ʔ/ , que corresponde a uma breve pausa entre as sílabas. A palavra “water” seria pronunciada como wa-ʔ-er.
Em RP este som /ʔ/ é usado somente em final de sílabas, em palavras como Scot-land e wit-ness. O Príncipe William no vídeo acima fala “It’s a bit of a nightmare” usando este som glotal.
No vídeo de Sherlock acima, o motorista de táxi usa o som /ʔ/ quando fala “I’ll tell you what else” e “I’ll sit quiet and they can take me down“. O t de what e sit é pronunciado com esta breve pausa na oclusão, um pequeno “soluço”.
Veja no trecho abaixo, como Stephen Fry pronuncia “wanted”, “secret“, “greatest” “it” e “found out about the Potters”, com o /t/ característico da pronúncia padrão.
No sotaque padrão britânico (RP ou SSBE), th é pronunciado com a ponta da língua entre os dentes. Representada foneticamente como /θ/ ou /ð/, esta é a pronúncia de palavras como thanks, bath, south (/θ/), ou brother, that, northern (/ð/).
Em outros dialetos do inglês britânico, no entanto, o th pode ser pronunciado como /f /ou /v/, como acontece no Cockney, ou no dialeto dos jovens londrinos, o chamado Multicultural London English (MLE).
Assim, thanks é pronunciado como fanks, e brother como bró-va nesses sotaques não padrão. No vídeo de Sherlock acima, o motorista de táxi tem o sotaque Cockney e pronuncia “thing” em “I promise you one thing” claramente como “fing“.
Não é o caso de Stephen Fry, que pronuncia o th da maneira padrão do sotaque britânico. Repare como ele pronuncia “think”, “another” e “that” no trecho abaixo:
Em palavras em que o som do u segue consoantes como /t/, /d/, e /n/ principalmente, o sotaque RP tende a colocar um som de /i/ bem fraco entre a consonante e a vogal.
Assim, a palavra tune é pronunciada como “tiu-ne“, dune como “diu-ne“, new como “niu“.
Em outras variantes do inglês, este /i / não aparece e assim temos somente tu-ne ou du-ne, nu. Outra variante que tem se tornado muito comum é quando o som é pronunciado como tchune, ou djune.
No áudio a seguir, Stephen Fry pronuncia “Tues-day” da forma mais tradicional.
O h de palavras como hello, ahead, heart normalmente é pronunciado como um r fraco (como em rato, rua, rio) na pronúncia britânica padrão.
Em diversos outros sotaques do inglês britânico, como o Cockney, MLE, do sudoeste da Inglaterra, este h não é pronunciado. Assim, se diz é-lôu e não re-lou (hello), áat e não ráat (heart).
Repare a forma como o taxista Cockney fala Mr. Holmes para Sherlock Holmes (“I didn’t kill those four people, Mr Holmes“). Ele diz Mr Ôumz e não Mr Roumz, como seria na pronúncia padrão.
Compare com a pronúncia de Stephen Fry das palavras iniciadas por h na sentença abaixo: hummed, his, happily, high:
Um som que distingue bem o sotaque britânico padrão é o som de a em palavras como bath, fast, half. O som padrão é produzido com a língua na frente da boca e a boca aberta (mas não tão aberta quanto na nossa pronúncia de a em português): aaa.
É assim que Stephen Fry pronuncia o a em “half past eight” no áudio a seguir:
No inglês americano e outros sotaques do norte da Inglaterra e da Escócia este a é pronunciado de forma mais breve e/ou com a boca menos aberta, mais próximo de um é.
A pronúncia deste som apresenta bastante variação entre os diversos sotaques da Inglaterra. Na verdade o o é pronunciado como dois sons (ditongo) /oʊ/:
A forma com que este primeiro som do ditongo, o de /o/, é pronunciado é que varia entre os diversos dialetos.
A Rainha tem uma forma toda especial de pronunciar este som, o o é pronunciado bem na frente da boca, quase um “êu”, representado foneticamente por /ɛʊ/. Repare no discurso mostrado acima, como ela fala “ago“, em “exactly 75 years ago” bem nos primeiros minutos do vídeo.
Já na pronúncia padrão do inglês britânico, o som é pronunciado no meio da boca, mais ou menos “âu”, ou /əʊ/ foneticamente. É assim que Stephen Fry pronuncia, como vemos em drove, road e no no trecho abaixo
Clique aqui para conhecer algumas gírias do inglês britânico
Essas características são mais ou menos adotadas pelos falantes nativos do inglês britânico que usam o sotaque padrão.
Os mais velhos, especialmente em situações formais, se aproximam mais da RP tradicional, já os mais jovens podem incluir na sua fala características de outros falares dependendo da situação e do interlocutor.
Na verdade, os falantes de qualquer língua têm um repertório de pronúncias, que aumenta quanto mais a pessoa estuda e/ou tem contato com falantes de outras culturas linguísticas. Na hora de falar, podemos escolher o sotaque que mais nos parece adequado para a situação, dentre o nosso repertório.
Assim, o primeiro ministro Boris Johnson, por exemplo, que nasceu em uma família de classe alta e estudou em Eton e Oxford, fala com sotaque bem RP em um pronunciamento oficial, mas certamente usa uma forma menos tradicional quando está em casa, com a família, ou em um encontro com amigos.
Da mesma forma, um jovem de classe média de Londres usa uma pronúncia mais padrão em uma entrevista de emprego, por exemplo, mas outro dialeto quando está no pub com os amigos.
A BBC tem uma ótima oficina de pronúncia com diversos vídeos rápidos e objetivos, Tim’s Pronunciation Workshop, veja aqui.
No Youtube, há vários professores de inglês britânico nativos, que ensinam também pronúncia. Veja aqui, aqui, aqui.
Outra boa forma de melhorar a pronúncia é ouvir audiolivros gravados em inglês britânico. Para ouvir gratuitamente a leitura completa de Harry Potter and the Philosopher’s Stone clique aqui. Para ouvir diferentes atores lendo o mesmo livro, incluindo Daniel Radcliffe, Olivia Colman e outros, clique aqui.
Uma excelente maneira de comparar diferentes sotaques é com o dicionário de pronúncia Forvo. É um dicionário online colaborativo em que pessoas diversas gravam sua forma de falar cada palavra. O site é totalmente gratuito (o aplicativo é pago) e conta em seu banco de dados com uma quantidade imensa de palavras e de sotaques. Vale conferir!
Leia aqui sobre algumas características dos ingleses
Sobre a autora: Eneida é mestre e doutora em linguística, foi pesquisadora e professora universitária da matéria e fala inglês fluentemente (no sotaque brito-mineiro ?).
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]]>Como pronunciar o nome de alguns lugares de Londres
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]]>A forma com que os nomes de algumas atrações, ruas e estações de metrô são pronunciadas pelos londrinos confunde muita gente, especialmente os turistas que estão mais acostumados à pronúncia americana, caso de grande parte dos brasileiros.
Para ajudar você a se sentir um local, fizemos uma listinha com as 10 top pronúncias inesperadas e que fogem à toda lógica das regras de pronunciação!
Leia aqui nosso guia completo sobre o sotaque britânico
Você certamente passará pela famosa praça, onde ocorrem os pré-lançamentos de filmes e/ou pela estação de metrô, que é bem central.
Leicester é o nome de uma cidade da região central da Inglaterra que tem um time de futebol Leicester City FC que foi campeão da Premier League há poucos anos.
O nome Leicester tem o sufixo –cester, que é muito comum em nomes de cidades britânicas (Gloucester, Worcester, Bicester, etc.) e que tem a pronúncia quase sempre reduzida para –ste.
A primeira sílaba da palavra Leicester também não é pronunciada como se esperaria (lai), mas como lé.
Assim, os londrinos pronunciam o nome como LÉS-TA, com duas sílabas, e não como seria o óbvio (lai-ces-ter). Em alfabeto fonético a representação é /ˈlestə ˈskweə/.

Leia também nossas melhores dicas para quem quer conhecer Londres sem falar inglês
Nome de um simpático bairro, onde se encontra a Baker Street e o museu de cera Madame Tussauds, bem como a estação ferroviária de mesmo nome.
Por isso, é bem útil aprender a pronúncia local do nome!
Dizem que a origem do nome é Mary-le-bone, mas a pronúncia não tem Mary, que vira simplesmente MÁ (com um a aberto e bem longo). Assim, a palavra é pronunciada como MA-LE-BOUN /ˈmɑːləbəʊn/
Leia também nossa seleção de gírias e expressões do inglês britânico
Estando em Malebon, você pode querer ir ao museu de cera Madame Tussauds. Vem da França, certo? Mais ou menos, se você caprichar no sotaque francês, provavelmente não será entendido.
Madame vira Médam e o Tussauds também ganha um toque inglês e é pronunciado como TWO-SÓDZ /ˈmædəm tuˈsɔːdz/.
Greenwich é um bairro de Londres, famoso por abrigar o Observatório Real e a linha imaginária que separa nosso planeta em leste e oeste, o famoso Meridiano de Greenwich.
No nome Greenwich também temos dois “problemas”: o primeiro refere-se à primeira parte da palavra – Green – que não é pronunciada como a cor “verde”, mas como grén.
A segunda parte contém um sufixo –wich – que, como o sufixo -cester acima, é muito comum em nomes de cidades e distritos britânicos (Droitwich, Norwich, Woolwich) e também tem sua pronúncia reduzida para itch.
Dessa forma, a pronúncia britânica de Greenwich é GRÉN-ITCH /ˈgrenɪtʃ/ .
Leia nosso artigo sobre Greenwich

Próximo ao British Museum, Holborn é uma área no centro de Londres que tem também uma estação de metrô. A pronúncia britânica mais uma vez foge à lógica, não tem RÓL nem BORN, mas você ouvirá ROU-BÃN, /həʊlˈbɔːn/.
Sabe quando a gente aprende que o TH é pronunciado com a língua entre os dentes, como em thank-you? Pois é, esquece!
O rio que cruza Londres é chamado simplesmente de TÉMZ, / ˈtemz/, com som de t mesmo, sem a língua entre os dentes. Pelo menos facilita para os turistas, não é?
Leia também: phrasal verbs muito usados no inglês britânico
Na margem sul do Témz, Southwark é uma região interessante, entre Waterloo e London Bridge. Você poderá descer nesta estação para ir à galeria Tate Modern e ao teatro Shakespeare Globe.
Na hora de pronunciar a palavra, esqueça novamente as regras da pronunciação e nem pense em dizer south-wark.
Para sua surpresa, você não será entendido, já que os locais chamam a região de SÔ-DÃK (o “d” na verdade é aquele “th” com a língua entre os dentes, como em “that”), /ˈsʌðək/.

Mesmo que você não vá a esta rua para comprar eletrônicos, você certamente passará pela estação de metrô, que fica nas linhas Northern e Central.
Tottenham é também o nome de um time de futebol de Londres, Tottenham Hotspur.
Você não ouvirá o HAM do final da palavra (que neste caso não significa PRESUNTO, mas é outro sufixo saxão para vila ou cidade), que é pronunciado quase como uma vogal neutra. A pronúncia britânica da palavra é algo como TÓT-NÃM, /ˈtɒʔnəm ˈkɔːʔ ˈrəʊd/
Assim como Tottenham acima, o palácio também não está relacionado a presunto (ham). Os britânicos pronunciam o nome da residência da rainha como BÂ-KI-NHÃM, /ˈbʌkɪŋəm ˈpælɪs/.
Você tem várias razões para ir a Islington, bairro descolado do norte de Londres com uma excelente vida noturna.
No entanto, se usar a lógica e associar o nome à palavra island (“ilha” em inglês que é pronunciado como ai-land) não vai acertar. Esqueça a ilha, a pronúncia local é mesmo ÍZ-LIN-TON, /ˈɪzlɪŋtən/.
A representação fonética do nome London é /ˈlʌndən/ indicando que os dois “o”s da palavra são pronunciados de forma diferente.
O primeiro “o” de London, em fonética representado como /ʌ/, é um som curto e fechado, semelhante a  em português, como em âncora. É o mesmo som que aparece em “some”, “cup”, “son”, “love” e muitas outras palavras.
Já o segundo “o” de London é representado pelo /ə/, o som de vogal mais comum da língua inglesa. É uma vogal breve e neutra que nunca aparece em sílabas tônicas. Está presente em 1 em cada 3 palavras da língua inglesa, como: about, submit, photography, machine, entre outras.
E você, se surpreendeu com a pronúncia britânica em Londres?
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]]>Conheça o falar local
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]]>Se você, como eu, estudou inglês americano e/ou já fez algumas viagens aos Estados Unidos antes de se aventurar pelas terras da rainha, poderá ficar confuso por algum tempo com o sotaque e as gírias e expressões típicas dos britânicos.
Para ajudar, fizemos uma listinha com alguns termos e gírias inglesas que você possivelmente ouvirá quando estiver passeando por Londres.
E se você não fala inglês e está indo para a Inglaterra, veja nossas dicas de como aproveitar Londres sem falar inglês.
A lista de gírias da Inglaterra está em ordem alfabética e, obviamente, não é exaustiva. São somente algumas palavras cujo uso achamos divertido, ou muito típico do falar local.
Para ouvir como se fala, aperte o play no áudio.
Quer dizer louco, doido, maluco. “You have to be barmy not to try English Ale!” (“Só se for maluco você não experimentará a cerveja ale!”). Os fãs de cricket que viajam para o exterior para torcer pelo time da Inglaterra são chamados de “Barmy Army” (exército de doidos).
Essa palavra é das mais úteis e é usada para enfatizar qualquer coisa: “Bloody good!” (“Muito bom”); “The food is bloody awful!” (“A comida está muito ruim”); “This is bloody unbelivable!” (“Isso é inacreditável”); “I bloody told you!” (Eu bem que te disse!).

É também usada como expressão de surpresa, choque, descontentamento ou raiva: “Bloody Hell!” (“Bloody hell! It took me two hours to get home today!” “Que horror! Levei duas horas para chegar em casa hoje!”).
É como os britânicos fazem a famosa “gambiarra” (“bodge job“), mas me parece com um sentido um pouco mais positivo. É o improviso a partir dos recursos disponíveis.
“He didn’t fix it, he bodged it” (“Ele não consertou, fez uma gambiarra”)
“The kettle broke so I bodged it” (“A chaleira estragou então eu fiz uma gambiarra”)
Literalmente “testículos”, mas a palavra é usada para designar alguma coisa que não faz sentido, como o americano “bullshit” (“That’s a load of bollocks!” “Isso é conversa fiada/não faz sentido”), ou como expressão de raiva, irritação ou descontentamento (“Bollocks! I forgot to call my wife, now she’ll kill me!” “M**a! Esqueci de ligar para minha mulher, agora ela vai querer me matar!”).
Mas o mais impressionante é que a palavra pode ter o sentido oposto, significando muito bom, como em “This beer is top bollocks!” (“Esta cerveja é excelente!”), ou “He thinks he’s the dog’s bollocks” (“Ele se acha o máximo”).
Diminutivo de umbrella, ou seja, jeito íntimo de se referir ao guarda-chuva ou sombrinha.
Damn! I forgot my brolly and it’s pouring with rain (Diabo! Esqueci meu guarda-chuva e está chovendo muito)
Além de ser usado para brindes, no sentido de Saúde!, a palavra também é muito usada com o sentido de Até logo! e Obrigada/o!
No pub ou em lojas, você certamente ouvirá as pessoas agradecendo com “Cheers!“. A resposta é igualmente “Cheers!“.
Algo que é ou está “dodgy“, não é muito confiável por não estar bem, por ser ilegal, perigoso, estar estragado, estruturalmente comprometido, etc.

Qualifica várias coisas, como “dodgy food” (não coma), “dodgy person” (melhor evitar), “dodgy place” (passe longe), “dodgy car” (pode ter sido roubado).
Leia também nosso guia de pronúncia britânica de alguns locais de Londres – você vai se surpreender!
Quando alguém se diz “gobsmacked” devido a alguma coisa, está chocado, muito surpreso, pasmo, perplexo, estupefado até.
People from other countries are gobsmacked by the food that British children eat. (Pessoas de outros países ficam chocadas com a comida que as crianças britânicas comem)
Forma popular de se referir à comida, como em português boia, rango, etc. A comida servida nos pubs geralmente é chamada de “Pub Grub“. Entre elas, estão os populares “fish and chips“, “bangers and mash“, diversas tortas (“pies“) e Scotch Eggs.
Em sentido literal, to gut quer dizer tirar as vísceras (de um animal para cozinhar, por exemplo). To be gutted em sentido figurado quer dizer estar arrasado, ou muito decepcionado.
The supporters will be absolutely gutted if that player leaves the club. (Os torcedores vão ficar arrasados se aquele jogador sair do time).
He was gutted from his divorce (Ele ficou arrasado com o divórcio).
Quando você está exausto, depois de um longo dia de trabalho, por exemplo, você está “knackered“.
I am absolutely knackered, so I’m going straight to bed (Estou exausta, vou direto para a cama).
She’s too knackered to join us (Ela não vai nos acompanhar porque está cansada demais).
Note que o “k” do início da palavra não é pronunciado, como acontece em knife, knight, ou know.
Leia também: phrasal verbs muito usados no inglês britânico
Forma popular de se referir ao banheiro.
“Where’s the loo?” (Onde é o banheiro?)
“I need to go to the loo.” (Preciso ir ao banheiro)
Leia aqui sobre os banheiros de Londres

Amigo (principalmente homem), “cara”. Serve tanto para os amigos e/ou colegas (“I was at the pub with my mate” “Estava no pub com meu amigo”), como para os desconhecidos, sendo forma de tratamento.
O Steve sempre “conversa” com motoristas de outros carros, dizendo: “What the hell are you doing, mate?” (O que você pensa que está fazendo, cara?”). Se for mulher, ele diz “matete“.
Significa cafona, fora de moda, o que não é nada “cool”, por exemplo “This song is so naff” (“Esta música é tão cafona”).
É também usado como substituto de f**k em contexto mais educado: “Naff off!” (Some! Desaparece!, etc.).
Chique, aristocrático, rico. “A posh restaurant” (restaurante chique); “She must be posh to afford that” (“Ela deve ser muito rica/da classe A para poder comprar aquilo”).
Leia aqui sobre o sotaque inglês mais posh de todos: a Received Pronunciation, ou Inglês da Rainha
É muito comum ouvir os ingleses dizerem “quid” [kwid] para se referirem ao dinheiro do país). “How much is the ticket? 4 quid” (“Quanto custa o ingresso? 4 libras”). Note que não se flexiona a palavra no plural: 1 quid, 20 quid.
Leia aqui tudo sobre a libra e o dinheiro na Inglaterra
Algo muito fácil. Abreviação de “Easy Peasy Lemon Squeezy” que, segundo consta, era a fala de uma propaganda de um detergente.
“Run a marathon? Easy peasy!” (Correr uma maratona? Facílimo!).

Se alguém diz que algo não é “sua xícara de chá”, quer dizer que não é o tipo de coisa que a pessoa gosta, não é a praia dela, ela não é chegada.
“Knitting is really not my cup of tea” (“Fazer tricô não é uma coisa que eu goste”).
Esta é uma expressão antiga do inglês. Esses três nomes (Tom, Dick e Harry) eram muito comuns no final do século XVIII e tipificam o homem comum, qualquer um e ao mesmo tempo todos.
Usados como expressão, indicam “todo mundo”, a galera, a torcida do … (insira o time popular da sua cidade).
It was supposed to be a small party but you invited every Tom, Dick and Harry
(“Era para ser uma festa íntima, mas você convidou a galera toda”).
Na peça Henrique IV, Shakespeare usa Tom, Dick and Francis com o mesmo significado.
Molehill é um montinho de terra que aparece na superfície quando há toupeiras escavando por baixo da terra.
A tradução literal da expressão seria mais ou menos “fazer de um montinho uma montanha”.
Isso quer dizer: exagerar, fazer uma tempestade em copo d’água.
“It’s not a big deal! You’re making a mountain out of a molehill” (Não é grandes coisas! Você está fazendo tempestade em copo d’água!)

Expressão de origem incerta, tem um significado bem inusitado. Nada a ver com o tio de ninguém.
Bob’s your uncle é usado normalmente no final de uma lista de instruções e indica que “é isso”, “pronto”, “resolvido”.
Insert the plug, press the switch and Bob’s your uncle. (“Insira o plugue, aperte o interruptor e é isso“).
Alguns sinônimos: “voilá”, “ta-da”, “hey presto”.
Se alguém diz que está “taking the piss” indica que está tirando sarro, tirando onda, ridicularizarizando, zombando, de brincadeira.
He told me I had a fantastic singing voice but I think he was taking the piss! (Ele me disse que eu tinha uma voz excelente, mas acho que ele estava de brincadeira)
Uma outra forma de dizer a mesma coisa é usar a expressão “take the Mickey“. É bastante usado como eufemismo, já que “take the piss” em outros contextos significa “urinar”.

Essa expressão é usada para indicar que algo deu errado, fracassou, foi por água abaixo, deu ruim.
Everything was going really well until the last week of the course, when it all went pear-shaped and I failed an assignment (“Tudo estava indo muito bem até a última semana do curso, quando foi tudo por água abaixo e eu me dei mal em um trabalho”)
Dizem que a expressão pode se referir a uma bola, por exemplo, que quando furada adquire a forma de pera (pear-shaped).
Para nós, o barato tem preço de banana, para os ingleses, “cheap as chips”. Ou seja, a expressão designa algo super barato, uma pechincha, preço de banana.
I bought this jacket at a street market. It was cheap as chips. (Comprei esta jaqueta em um mercado de rua. Foi uma pechincha)
Expressão muito utilizada para se referir a pequenas tarefas, coisinhas, trecos, ou algo assim.
I just have a few bits and bobos to do around the house before I go. (“Só tenho umas coisinhas para fazer em casa antes de sair”)
A versão “bits and bobs” é bem britânica, enquanto “bits and pieces” (que tem o mesmo significado) é usada também em outros países de língua inglesa.
E você, ouviu alguma expressão interessante? Conte pra gente na caixa de comentários!
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A palavra bespoke, particípio do verbo bespeak no significado de “dar ordem para ser feito”, tem, na moda masculina, sentido semelhante ao que é chamado alta costura para a roupa feminina: algo feito sob medida, personalizado.
Um homem que queira seus ternos e camisas bespoke com a qualidade que só um alfaiate inglês oferece, vai a dois endereços em Londres: Savile Row e Jermyn Street.

Savile Row é uma rua em Mayfair paralela à Regent St. Construída no início do século XVIII, abriga há quase 200 anos os melhores alfaiates da Inglaterra. De Churchill a James Bond, é lá que os homens elegantes encomendam seus ternos.
Curiosidade: foi na Savile Row, especificamente na cobertura do edifício do número 3, que os Beatles fizeram sua última apresentação ao vivo, em 30 de janeiro de 1969.
Já a Jermyn Street, próxima ao Piccadilly Circus, é famosa pelos ateliês onde são feitas camisas sob medida. A rua é sinônimo de camisas de qualidade, desde os tecidos mais elegantes, o corte preciso, a perfeição do acabamento, não existem no mundo camisas mais bem talhadas que as da Jermyn Street.
Na rua se encontra também tudo mais que um homem fino possa precisar: sapatos e botas, chapéus, gravatas, charutos e acessórios de todos os tipos.
A rua, com apenas 4 quarteirões, é também o endereço de galerias de arte, um teatro e outras lojas super bacanas, como a Fortnum & Mason (especialistas em comidas finas, entrada principal pela Piccadilly) e a Paxton & Whitfield, loja de queijos mais antiga de Londres.
Para se hospedar no local, o hotel Cavendish, localizado na 81 Jermyn St. oferece luxo e elegância.

Bates – 73 Jermyn Street – chapeleiros há mais de 100 anos!
Na entrada da Piccadilly Arcade, uma galeria coberta que liga a Av Piccadilly à Jermyn Street, você encontra uma estátua de um homem muito elegante.
Este homem é conhecido como Beau Brummell e credita-se a ele uma verdadeira revolução na moda masculina e por que não dizer nos costumes do início do século XIX.
Brummell foi um homem sem raízes aristocráticas que quebrou as barreiras e se tornou amigo pessoal do Príncipe Regente que se tornaria o Rei George IV. Com um padrão de vida muito superior ao que suas finanças poderiam suportar, era um “dândi”, um homem com um estilo e comportamento excêntricos.
Adotou um padrão de roupas que se veio a se tornar um clássico: o terno. No lugar das calças que iam até os joelhos acompanhadas de meias e botas, Brummell usava calças longas com jaquetas ou casacos combinados. Aí nasceu o estilo masculino que perdura até hoje.
Como era um homem que gastava muito, assumiu dívidas enormes. Para não ser preso, fugiu para a França, onde veio a morrer com 61 anos.
Para quem estiver passeando pela região, mesmo os adeptos ao prêt-à-porter, vale a pena dar uma passada nessas duas ruas, que traduzem tão bem uma tradição e arte britânica.
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