Warning: Cannot modify header information - headers already sent by (output started at /home/londre5/public_html/index.php:1) in /home/londre5/public_html/wp-includes/feed-rss2.php on line 8 Museus e Galerias de Arte Archives | Londres para principiantes
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3232Museu da Ciência em Londres
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Wed, 06 Mar 2019 20:01:13 +0000https://www.londresparaprincipiantes.com/?p=33883Você já imaginou quantas invenções estão presentes no seu dia a dia? Se você está lendo esse artigo agora é porque alguém criou o computador (ou o celular), que só funciona graças à energia elétrica, e que por sua vez, só acessa a internet por causa da evolução dos meios de comunicação. O acesso ao […]
]]>Você já imaginou quantas invenções estão presentes no seu dia a dia? Se você está lendo esse artigo agora é porque alguém criou o computador (ou o celular), que só funciona graças à energia elétrica, e que por sua vez, só acessa a internet por causa da evolução dos meios de comunicação.
O acesso ao museu é gratuito, mas é necessário reservar seu horário com antecedência no website do museu. Clique aqui para fazer sua reserva. Você pode optar por doar uma quantia para apoiar o museu (entre £5 e £10), ou reservar o ingresso “free“, sem custo.
Museu da Ciência em Londres
O Museu da Ciência em Londres (Science Museum) é o endereço perfeito para curiosos de todas as idades. Por meio de simuladores, vídeos, jogos, réplicas e itens originais, o museu conta a história da humanidade através de suas criações e descobertas.
É um programa obrigatório para quem está em Londres com crianças.
Lá você pode saber mais sobre a história dos meios de transporte, dos meios de comunicação, descobrir como astronautas sobrevivem no espaço, como funcionam eletrodomésticos (e como eram as versões mais antigas deles) e até mesmo chegar pertinho de um pedaço da Lua. Vamos lá?
Tudo começou com uma exposição no Hyde Park, em 1851. O sucesso foi tão grande que decidiram que ela merecia ser usada de forma permanente, e assim o South Kensington Museum ganhou seu primeiro endereço, na região central de Londres.
Com o passar do tempo, o museu recebeu tantos itens que foi dividido em dois: o Victoria and Albert Museum abrigaria as coleções de arte e o Science Museum seria dedicado a itens científicos. E tem sido assim até hoje.
O que ver no Museu da Ciência em Londres
Andar Térreo
Logo na entrada do museu, você encontra o Energy Hall que conta a história da evolução da energia. Viaje no tempo e visite a área de trabalho de James Watt (cujas invenções foram essenciais para a Revolução Industrial) com itens originais que ficavam no sótão de sua casa, onde ele trabalhava em suas invenções.
Essa área do museu também abriga o mais antigo motor atmosférico que existe (sem nenhuma modificação), motores rotativos construídos por James Watt, motores de alta pressão de Richard Trevithick, e uma turbina a vapor projetada e construída por Charles Parsons.
Programas em Londres com crianças –Leia aqui nosso post completo sobre Londres com crianças: o que fazer, onde comer e dicas para aproveitar melhor a cidade com crianças
A galeria Making the Modern World mapeia 250 anos de ciência e tecnologia e exibe alguns dos itens que moldaram nossa sociedade. É aqui que ficam alguns dos itens mais icônicos do museu, como a cabine de comando do Apollo 10, a máquina diferencial de Charles Babbage, o modelo de DNA de Crick e Watson e o primeiro computador da Apple.
Quão longe podemos ir? Podemos viver em outros planetas? A galeria Exploring Space te convida a explorar o universo através de satélites, foguetes e até mesmo uma réplica tamanho real na nave Eagle, que levou os astronautas Armstrong e Aldrin à Lua em 1969. Aqui você também encontra respostas às dúvidas mais comuns sobre como os astronautas tomam banho, comem e vão ao banheiro.
As crianças aprendem muito na galeira Pattern Pod que explora os diversos tipos de padrões que encontramos no mundo a nossa volta. É uma área interativa e multissensorial pensada especialmente para que os pequenos aprendam brincando, e despertem o interesse pela ciência.
É no nível térreo do museu que está a sala de cinema IMAX uma das maiores do Reino Unido, que apresenta filmes 3D. Ingresso pago.
No andar térreo do museu também estão a fantástica loja de souvenir, o Energy Café, um pequeno auditório e o restaurante The Diner, restaurante para o almoço com opções de hambúrgueres, saladas e sobremesas para toda a família.
Subsolo
Não deixe de visitar o subsolo e conhecer a galeria The Secret Life of the Home. Essa área é destinada a revelar os segredos que existem em nossas casas.
Se você já se questionou como funcionam a privada, o microondas, a máquina de lavar roupa, o aspirador de pó, e tantos outros itens que utilizamos diariamente, essa é uma parada obrigatória.
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A galeria também mostra os predecessores dos itens que conhecemos hoje e suas propagandas de época. Adultos e crianças são convidados a adivinhar a função de vários objetos curiosos através jogos interativos, e até mesmo podem se divertir com o primeiro vídeo-game doméstico do mundo.
Para os pequenos entre 3 e 6 anos, o museu da Ciência tem um espaço reservado neste andar: The Garden, um espaço altamente interativo para que as crianças descubram a ciência pela brincadeira. Os pais são bem-vindos e o espaço conta com instrutores que estão lá para ajudarem a garotada.
Outro sucesso do Museu é a galeria interativa Power up onde as crianças podem experimentar os melhores videogames e consoles dos últimos 50 anos. De Pong a Pacman e de Minecraft a Mario, há algo para todos os gostos de jogadores. Ingresso pago.
No subsolo, há também uma área de piquenique e o café Basement.
Primeiro andar
Um destaque do primeiro andar do museu é a galeria Who am I? (quem sou eu?) que nos convida a explorar a ciência de quem somos através de objetos, obras de arte e experiências interativas.
As galerias Medicine: the Wellcome Galleries abrigam a coleção relacionada à medicina mais importante do mundo. Esta parte do museu foi inaugurada recentemente e abriga, além da coleção original de Henry Wellcome, peças do próprio museu da Ciência.
A coleção explora nossa relação com a medicina e a saúde por mais de 500 anos e inclui o primeiro aparelho de Ressonância Magnética do mundo, uma farmácia vitoriana além de outros milhares de objetos.
Segundo andar
Já dizia Pitágoras: “Todas as coisas são números”. A galeria Mathematics: The Winton Gallery mostra como os cálculos estão presentes na arquitetura, engenharia, navegações, meios de transporte, meios de comunicação, transações bancárias, etc.
Alguns dos itens mais interessantes dessa coleção são a máquina de Shizuo Ishiguro (que monitorava alterações climáticas e salvou milhares vidas durante os anos 50), os armários do Royal Mint (que possui medidas de pesos de diversos lugares do mundo e definiu o padrão usado no comércio do início do século XIX) e a máquina nazista de codificação Enigma, tema do filme O Jogo da Imitação.
A galeria Information Age é dividida em 6 partes: Cable, Broadcast, Exchange, Constellation, Web e Cell. Mergulhe em momentos marcantes da história, narrados pelos olhos daqueles que inventaram, operaram ou foram afetados pela nova onda de tecnologia, desde a primeira transmissão de rádio da BBC em 1922 até os primórdios da TV digital.
Conheça o sistema de cabeamento que permitiu as primeiras comunicações entre os continentes europeu e americano, e sua evolução que permitiu a popularização do telefone.
Nessa área está exposto o computador que foi utilizado por Tim Berners-Lee, na criação da World Wide Web (a rede mundial de computadores) que popularizou o uso da internet.
É no Museu da Ciência em Londres que você encontra a coleção de relógios mais antiga do mundo. A galeria The Clockmakers’ Museum mostra a importância do controle do tempo nas navegações, conquistas de novos territórios, colheitas, etc.
Seus mais de 1000 relógios de bolso e pulso, 80 relógios de mesa e parede, 25 cronômetros marinhos e uma série de relógios de sol, mapeiam a história da inovação em relógios e relojoarias, de 1600 até os dias atuais. Entre os destaques dessa coleção está o 5º cronômetro original construído por John Harrison (inventor do cronômetro marinho).
O segundo andar do Museu da Ciência também abriga a exposição Science City: 1550 – 1800 que mostra como Londres se desenvolveu neste período e se tornou um polo de investigação científica.
Neste andar também ocorrem algumas exposições temporárias.
O café Gallery se encontra neste nível do museu.
Terceiro andar
Desde sempre, o homem sonhou em voar. A galeria Flight mostra como a humanidade conquistou os céus através de invenções incríveis como balões, dirigíveis e aviões.
Nessa área estão expostos aviões de guerra, o monoplano Antoinette (construído em 1909), o hidroavião de corrida britânico Supermarine S6B, o avião experimental Hawker P1127 (que precedeu a criação do Hawker Siddeley Harrier, o primeiro caça-bombardeiro vertical e/ou curto de decolagem e pouso), uma parte genuína de um Boeing 747, e muito mais!
Wonderlab: The Equinor Galleryé uma galeria permanente paga do museu. Nela as crianças são convidadas a interagir com mais de 50 fenômenos científicos. Espalhada em 7 zonas diferentes, você pode ver e participar de experimentos na área de química, ver raios em funcionamento, e até viajar no espaço.
Neste andar, há também um área de piquenique, loja da galeria Wonderlab e o Shake Bar.
Baixe aqui um mapa do museu da Ciência em Londres.
Comer, beber e comprar no Museu da Ciência em Londres
Além de sua coleção permanente, o Science Museum possui facilidades como restaurantes e cafés em seus diversos andares, onde são servidos pratos quentes, saladas, sanduíches e bebidas quentes e frias.
Ao lado da galeria Wonderlab está o Shake Bar, onde você poderá experimentar deliciosos Milk Shakes ou sorvetes.
O museu conta também com duas áreas para piquenique: no subsolo e no nível 3, próximo ao Shake Bar. Você pode trazer seu lanche de casa para ser degustado nessas áreas.
No andar térreo funciona uma loja com uma grande quantidade de artigos para os amantes da ciência. É um ótimo local para comprar presentes e lembranças diferentes.
Exposições temporárias
Veja a seguir as principais exposições temporárias do Museu da Ciência em 2020.
Ao contrário da coleção permanente do museu, que tem visitação gratuita e sem necessidade de ingresso, as exposições temporárias são normalmente cobradas, ou requerem reserva antecipada.
Clique aqui para ver a programação das mostras no Museu da Ciência na época da sua visita.
O museu também conta com uma sala de cinema IMAX. Veja programação aqui. Para essa atividade, o ingresso é pago.
Ficou curioso? Então anote o endereço do Science Museum e conte pra gente como foi sua visita!
Museu da Ciência (Science Museum)
Entrada gratuita para a coleção permanente, mas é necessário reservar seu horário com antecedência. Faça sua reserva aqui.
Os ingressos para o IMAX, Wonderlab: The Equinor Gallery, Power Up e outros eventos são pagos.
Endereço e como chegar
Exhibition Road, South Kensington, London, SW7 2DD
Estações de metrô mais próximas: South Kensington (linhas Circle, Piccadilly e District), 400m – há uma passagem subterrânea conectando a estação de metrô ao museu; Knightsbridge (linha Piccadilly), 950m
Horário de funcionamento:
Em 2020, aberto de quarta a domingo entre 10h00 e 18h00
Fechado nos dias 24, 25 e 26 de dezembro
A última quarta-feira do mês (exceto dezembro) é dia de Lates no Museu da Ciência: uma programação especial para adultos entre 18h45 e 22h00. Veja a programação do Lates aqui.
O Museu da Ciência é uma atração muito popular entre as crianças. Durante as férias escolares britânicas e feriados, o museu recebe muitos visitantes e você poderá encontrar filas maiores que o normal. Nessas datas, o horário de visitação pode ser alterado.
]]>Mostra do vestido de noiva de Meghan Markle em Windsor
https://www.londresparaprincipiantes.com/vestido-de-noiva-de-meghan-markle/
Wed, 29 Aug 2018 12:12:22 +0000https://www.londresparaprincipiantes.com/?p=31587Mostra do vestido de noiva de Meghan Markle no Castelo de Windsor
]]>O Royal Collection confirmou hoje que os trajes usados por Meghan Markle e pelo Príncipe Harry no seu casamento serão parte de uma mostra especial “A Royal Wedding: The Duke and Duchess of Sussex“.
A mostra acontecerá no período entre 26 de outubro de 2018 e 17 de fevereiro de 2019 no Castelo de Windsor e entre 14 de junho e 6 de outubro de 2019 no Palácio de Holyroodhouse em Edimburgo.
O vestido de noiva de Meghan Markle, conhecida atualmente como Duquesa de Sussex, foi criado pela designer britânica Clare Waight Keller, diretora artística da maison francesa Givenchy.
O vestido é feito de seda especialmente desenvolvida pela designer na Europa e embora aparente simplicidade tem uma estrutura que foi meticulosamente construída. Uma das principais características do vestido é o decote canoa.
O véu feito de tule de seda tem cinco metros e apresenta uma barra bordada com exemplares da flora de 53 países membros da Commonwealth, uma referência ao trabalho de Harry e Meghan como Embaixadores Jovens da Commonwealth. Meghan fez questão de incluir ainda duas de suas flores favoritas: uma comum nos jardins do Palácio de Kensington e uma típica da Califórnia, local de nascimento da duquesa.
Foram mais de 100 horas de trabalho de uma equipe de bordadeiras, que lavavam as mãos a cada 30 minutos para que o tecido e as linhas se mantivessem impecáveis.
A mostra não estaria completa sem a espetacular tiara de diamantes e platina que completava o traje e que é parte da coleção da Rainha Elizabeth. A tiara, que será apresentada ao público pela primeira vez, foi feita em 1932 para a Rainha Mary, avó da Rainha Elizabeth.
Também parte da mostra, uma cópia idêntica do modelo militar usado por Harry, feito especialmente para a ocasião pelos alfaiates Dege & Skinner da famosa Savile Row.
]]>Tate Modern em Londres
https://www.londresparaprincipiantes.com/tate-modern-londres/
https://www.londresparaprincipiantes.com/tate-modern-londres/#commentsFri, 16 Feb 2018 15:34:56 +0000http://www.stephenlatham.co.uk/london/?p=66Tate Modern
Museu de arte moderna e contemporânea gratuito com vistas lindas da cidade
]]>Se você está procurando um passeio cultural inesquecível e gratuito, você tem razões de sobra para visitar a galeria Tate Modern em Londres.
Esta galeria é dedicada à arte moderna e contemporânea e conta com obras de artistas de renome de várias partes do mundo em sua coleção.
Tate Modern
Inaugurada na virada do milênio, a Tate Modern faz parte da organização Tate – juntamente com a Tate Britain (que também fica em Londres), Tate Liverpool e Tate St. Ives.
O prédio principal, que já foi uma usina elétrica, é voltado para o Rio Tâmisa e atualmente é chamado de Natalie Bell Building. A grande chaminé da antiga usina é uma característica do museu, que se tornou um dos símbolos de Londres.
O acesso à Tate Modern continua gratuito, mas é preciso reservar seu horário com antecedência no website. Clique aqui para fazer sua reserva. Você pode optar por doar uma quantia para apoiar o museu (entre £5 e £20), ou reservar o ingresso “free“, sem custo.
Atrás do prédio da usina foi inaugurada em 2016 uma torre, o Blavatnik Building, com arquitetura arrojada vencedora de vários prêmios. É uma extensão do espaço de exibição da galeria.
A Tate Modern já foi cenário de filmes e seriados – entre eles, Missão impossível – Fallout, com Tom Cruise e o Diário de Bridget Jones.
A ponte de pedestres Millenium Bridge, que assim como a Tate Modern foi inaugurada por ocasião do início do milênio, liga a galeria na margem sul do Tâmisa à margem norte próximo à Catedral de São Paulo (St Paul’s Cathedral).
Ponte do Milênio
Confira uma lista com 8 razões para incluir este passeio em seu roteiro:
1 – Aprecie pessoalmente obras de artistas renomados
A Tate Modern possui obras de artistas famosos em sua coleção, como Pablo Picasso, Roy Lichtenstein, Salvador Dalí, Claude Monet, René Magritte, Piet Mondrian, Edgar Degas, Marcel Duchamp, Andy Warhol, entre muitos outros.
O museu é a residência fixa de obras como The Weeping Woman, de Pablo Picasso, Marilyn Diptych, de Andy Warhol e Mountain Lake, de Salvador Dalí.
A coleção permanente conta com mais de 60 mil obras que são exibidas em rodízio e organizadas por tema e em ordem cronológica nos níveis 2 e 4 do Natalie Bell Building (o prédio da antiga usina) e nos níveis 0, 2, 3 e 4 do prédio mais novo, Blavatnik Building.
Assim como em todos os grandes museus, a Tate Modern disponibiliza áudio-guias, que são perfeitos para saber mais sobre os artistas, e entender as obras e o contexto em que foram criadas.
O valor para alugar o aparelho é £4.50 e ele possui opções em diversos idiomas – inclusive em Português.
Se você quiser se aprofundar sobre temas ou coleções específicas é possível participar de tours gratuitos, oferecidos pelo museu. Clique aqui e saiba mais.
2 – Aproveite a vista da cidade – de graça!
Enquanto um ingresso para apreciar a vista do famoso The View from The Shard, o prédio mais alto da Europa Central, custa £30 por adulto, a Tate Modern oferece acesso gratuito ao seu andar mais alto – o Level 10 da torre Blavatnik.
Do terraço você pode curtir uma visão 360º do centro de Londres que inclui pontos importantes da cidade como a Catedral de Saint Paul, rio Tâmisa, o próprio The Shard, o Walkie Talkie, Gherkin, e até mesmo o estádio de Wembley.
E o melhor: não é necessário agendar! Ao chegar no museu, vá até o Blavatnik Building (uma de suas duas torres) e pegue o elevador até o 10º andar. Você pode até tomar um drink enquanto aprecia a vista, pois há um bar neste nível.
O prédio da usina, que fica nas margens do Tâmisa, também oferece belas vistas do rio, da ponte do Milênio e da margem norte. Basta ir ao restaurante que funciona no sexto andar ou nas varandas abertas do terceiro andar.
3 – Interaja com as obras
Esqueça aquele estereótipo de que museus são monótonos! Além de pinturas tradicionais, a Tate Modern tem em exibição instalações gigantescas, esculturas, fotografias, vídeos e áudios.
Mais do que um museu, a Tate Modern Londres é praticamente um grande espaço cultural que desperta seus sentidos e te convida a interagir com suas obras.
Além das áreas de exposições e cinema, o museu possui um espaço enorme, chamado The Tanks, reservado somente para performances.
A Turbine Hall, ou sala da Turbina, ocupa grande parte do andar térreo da galeria, e abriga esculturas de grande escala e instalações feitas especialmente para o local. A cada ano, um novo artista é convidado a exibir uma obra neste espaço.
4 – Confira programas especiais para famílias com crianças
Seja em passeios em família ou excursões escolares, é muito comum crianças e adolescentes visitarem museus no Reino Unido – e a Tate Modern possui uma programação especial para este público.
Ao chegar no museu, você pode comprar um mapa especialmente feito para famílias com crianças por apenas £1. Este mapa indica as obras e atividades com maior interatividade – perfeitas para manter os pequenos entretidos.
Além de sua programação usual, no terceiro sábado do mês o museu também oferece um workshop gratuito para crianças de 8 à 14 anos.
O museu está equipado com trocador e área para guardar carrinhos de bebê.
Se você tiver alguma dúvida de como aproveitar melhor o seu passeio com crianças, é só procurar por funcionários vestindo camisetas amarelas com a mensagem “Hello Families”, que estão no museu aos finais de semana e feriados escolares, prontos para oferecer todo o suporte que você precisa.
Quem pode visitar a Tate Modern? TODOS. Jovens, idosos, grupos, famílias com crianças, pessoas com necessidades especiais. O museu possui acessibilidade para cadeirantes – inclusive você pode reservar cadeiras de rodas, sem custo nenhum, e/ou estacionar gratuitamente em uma de suas 12 vagas reservadas (necessário agendamento). Clique aqui e saiba mais.
O museu também oferece suporte para pessoas com deficiência visual, auditiva ou do espectro do autismo.
6 – Facilidades
É normal que você demore horas apreciando todas as obras e instalações do museu, por isso a Tate Modern possui todas as facilidades que vão deixar sua visita muito mais confortável.
Lá você encontra opções de restaurantes, café e bar com preços acessíveis – o preço médio de um café ou chá é de £2, uma pint de cerveja custa £5 e uma refeição custa em média £15.
Caso você não queira carregar mochilas e casacos, o museu oferece serviço de chapelaria (£4) e armário (você deposita uma moeda de £1 e recebe ela de volta quando retirar seus itens).
No entanto, não é permitida a entrada com malas grandes (maiores do que 55cm x 40cm x 20cm), instrumentos musicais ou caixas. Existe um serviço de armazenamento desses itens na Waterloo Station. Clique aqui e saiba mais.
Até mesmo banquinhos dobráveis são disponibilizados gratuitamente, já que é difícil encontrar lugares para sentar nas áreas de exposições.
E claro, você também encontrará lojinhas de souvenirs, com camisetas, livros, canecas, cartões-postais, etc.
7 – Eventos e exposições temporárias
Cada visita à Tate Modern é única. A galeria está sempre trazendo novas exibições temporárias (gratuitas e pagas) e possui uma agenda mensal com filmes, cursos e workshops. Clique aqui e confira a programação.
8 – Fácil acesso
Localizada nas margens do Rio Tâmisa, na região central de Londres, é fácil chegar a este museu de arte moderna de Londres por ônibus, metrô, trem, bicicleta, ou até mesmo barco.
O charmoso barco Tate Boat faz o percurso entre os museus Tate Modern e Tate Britain (localizada em Pimlico, mais próximo de Westminster) a cada 30 minutos. A passagem custa £8.60 por adulto e crianças com menos de 5 anos não pagam. Clique aqui e saiba mais.
Além disso, a Tate é vizinha de outras atrações incríveis como a Catedral de São Paulo, Tower Bridge, Shakespeare Globe Theatre, Borough Market e Tower of London. Com alguns minutos de caminhada, você pode conhecer todos estes pontos em um só dia. Veja aqui nosso guia para conhecer esta região.
Já se convenceu? Então anote o endereço e o horário de funcionamento da Tate Modern em Londres e conte pra gente como foi sua visita!
Fotos: Beatriz Grasso
Galeria Tate Modern
Endereço e como chegar
Bankside, London SE1 9TG
Estações de metrô mais próximas: Southwark (linha Jubilee), 600 m; Blackfriars (linhas District e Circle Line), 800 m; St Paul’s (linha Central), 1.100 m
Entrada gratuita para a coleção permanente
Horário de funcionamento
Galeria Tate Modern em Londres
Domingo à quinta-feira – das 10:00 às 18:00
Sextas e sábados – das 10:00 às 22:00
O museu permanece fechado nos dias 24, 25 e 26 de dezembro. Nos outros dias, está aberto normalmente – inclusive nos feriados.
Facilite seu planejamento da sua viagem com o Guia Londres - Roteiros e Dicas. São 5 roteiros com mapas interativos e todas as informações. Tudo o que você precisa para planejar sua viagem a Londres! Brinde exclusivo: Planner de Viagem para Londres - informações, planilhas e checklists para um planejamento perfeito de viagem.Clique aqui para conhecer!
]]>https://www.londresparaprincipiantes.com/tate-modern-londres/feed/8O Museu do Design em Kensington
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Mon, 13 Feb 2017 18:50:17 +0000https://www.londresparaprincipiantes.com/?p=27445A nova casa do Museu do Design em Kensington foi inaugurada em novembro de 2016 e nós fomos lá conferir. O museu ocupa um edifício construído na década de 1960 para abrigar o chamado Commonwealth Institute. O prédio sofreu uma enorme reforma que custou muitos milhões de libras (83 segundo dados oficiais) e a mudança de Shad Thames para […]
]]>A nova casa do Museu do Design em Kensington foi inaugurada em novembro de 2016 e nós fomos lá conferir.
O museu ocupa um edifício construído na década de 1960 para abrigar o chamado Commonwealth Institute. O prédio sofreu uma enorme reforma que custou muitos milhões de libras (83 segundo dados oficiais) e a mudança de Shad Thames para o novo local levou cerca de dez anos para ser concretizada.
Com arquitetura arrojada, muito vidro e um teto de cobre, o Design Museum se destaca dos prédios vizinhos na Kensington High Street, já na entrada para o Holland Park. O interior tem design minimalista, com um enorme átrio em madeira clara e concreto. No centro do átrio uma escadaria larga com bancos que nos convidam a sentar e apreciar o entorno.
O andar superior abriga a exposição permanente do museu – Designer, Maker, User – que celebra o design contemporâneo na perspectiva do designer, do fabricante e do usuário final.
Na mostra estão mais de 1000 itens que abrangem desde arquitetura e engenharia até moda, mundo digital e artes gráficas. Tem computadores da Apple (desde os primeiros que agora parecem tão antigos), uma Vespa, sapatos de grife, tocha olímpica e muito mais.
Um dos destaques da mostra é um mural de designs emblemáticos. Quase 500 pessoas escolheram os itens que consideravam mais importantes para serem exibidos na entrada da mostra.
O mural exibe uma seleção bem variada de objetos que, segundo os curadores, “demonstram as relações íntimas que temos com objetos cotidianos que moldam nossas vidas”. Entre os itens, calças jeans, chinelos de borracha, uma nota de £5, uma bicicleta e o famoso símbolo do metrô londrino.
Além dessa mostra permanente, há sempre exposições temporárias no Design Museum. Para quem se interessa pelo assunto, o museu oferece regularmente palestras, tours guiados e outros eventos.
O Design Museum conta também com uma biblioteca no primeiro andar, um arquivo dos trabalhos do designer Robin Day e um espaço educacional patrocinado pela Fundação Swarovski.
No subsolo, há um auditório e no térreo um café e lojinha com diversos livros de design, alguns produtos icônicos e presentes. No andar superior funcionam um restaurante e um bar, com vista para o Holland Park de um lado e para o átrio de outro.
Saindo do museu, você pode aproveitar o Holland Park (se o clima estiver agradável), passear na Kensington High Street, que conta com muitas lojas, restaurantes e cafés, ou caminhar até o simpático bairro de Notting Hill que fica a cerca de 20 minutos.
]]>Exposição celebra os 90 anos de estilo da Rainha Elizabeth
https://www.londresparaprincipiantes.com/exposicao-celebra-os-90-anos-de-estilo-da-rainha-elizabeth/
https://www.londresparaprincipiantes.com/exposicao-celebra-os-90-anos-de-estilo-da-rainha-elizabeth/#commentsFri, 12 Aug 2016 15:36:33 +0000https://www.londresparaprincipiantes.com/?p=25463A Stefany Hackbarth, brasileira Consultora de Moda e Personal Shopper em Londres que está escrevendo no Londres para Principiantes sobre moda e beleza, visitou a exposição “Fashioning a Reign: 90 Years of Style from the Queen’s Wardrobe“, que aconteceu no Palácio de Buckingham em 2016. Ela nos conta o que viu no artigo abaixo e deixa […]
]]>A Stefany Hackbarth, brasileira Consultora de Moda e Personal Shopper em Londres que está escrevendo no Londres para Principiantes sobre moda e beleza, visitou a exposição “Fashioning a Reign: 90 Years of Style from the Queen’s Wardrobe“, que aconteceu no Palácio de Buckingham em 2016. Ela nos conta o que viu no artigo abaixo e deixa um recado para nossas leitoras apaixonadas por moda: é imperdível!
***
Exposição celebra os 90 anos de estilo da Rainha Elizabeth
Para comemorar o aniversário de 90 anos da Rainha, está sendo exibida (2016) no Palácio de Buckingham uma exposição que reúne 150 looks usados pela majestade nas mais importantes ocasiões de sua vida.
A exposição é dividida em 3 salas e é possível acompanhá-la munido de um guia digital (com tradução para o português), contando a história da Rainha, seu vestuário, estilistas e um pouco da arquitetura e construção do Palácio.
Dentre os modelos expostos está o mandrião usado pelo príncipe George, filho de William e Kate, que é a réplica do modelo usado no batismo da própria Rainha. O original foi encomendado pela Rainha Victoria para o batismo do seu primeiro filho em 1841 e foi usado por mais de 60 bebês reais. Com o passar do tempo a peça tornou-se frágil e foi substituída por outra, confeccionada pelas costureiras do próprio Palácio.
O modelo new look, que foi um marco na história da moda e causou uma revolução no estilo das mulheres de todo mundo nos anos 40, não podia ficar de fora. Esse estilo foi lançado pelo estilista Christian Dion, apresentado no seu primeiro desfile e em pouco tempo tornou-se tendência na alta costura. O sucesso deve-se ao seu tom ousado, adotando silhuetas marcantes e bustos à mostra.
A rainha, que costumava causar com seus chapéus e vestidos bastante singulares na época, foi uma das adeptas desse novo estilo e parou o mundo com o seu modelo preto de veludo, desenhado por seu estilista preferido, Norman Hartnell.
O vestido usado pela Rainha para a sua atuação com James Bond no curta exibido na cerimônia de abertura das Olimpíadas de Londres em 2012 (clique aqui para assistir) também está exposto. O modelo todo de renda com as costas bordadas em cristal cor pêssego foi confeccionado em duas versões pelas costureiras do Palácio, com a colaboração de Danny Boyle, diretor da cerimônia. Porém, ninguém sabia para qual ocasião ele seria usado e muito menos o motivo de serem confeccionados dois modelos exatamente iguais.
O vestido de noiva, também desenhado por Hartnell, é um dos modelos mais surpreendentes pela sua riqueza de detalhes. Ele é todo bordado com pérolas, fios de prata e cristais. O designer diz ter se inspirado no quadro “Primavera” de Botticelli.
Vestido de noiva da então Princesa Elizabeth, 1947, Norman Hartnell – Royal Collection Trust / Her Majesty Queen Elizabeth II 2016.
Também há várias outras peças interessantes, como os vestidos usados em visitas oficias a outros países, seus uniformes do serviço territorial auxiliar, onde servia antes do casamento, croquis de peças desenvolvidas especialmente para a Rainha, os trajes de sua coroação e também os últimos modelos escolhidos para as comemorações do seu aniversário de 90 anos.
Entre eles, o surpreendente vestido verde-limão desenhado por Stewart Parvin com chapéu criado por Rachel Trevor-Morgan usado pela Rainha na comemoração oficial de seu aniversário de 90 anos na cerimônia Trooping the Colour, em junho de 2016.
A exposição é um belíssimo resgate a história da moda e a cultura britânica. Particularmente, mesmo eu sendo uma entusiasta de história e fascinada por moda, a exposição me deu outra dimensão como se, de alguma forma, tivesse feito uma viajem ao tempo. Simplesmente incrível.
A mostra Fashioning a Reign: 90 Years of Style from The Queen’s Wardrobeé parte das atrações incluídas na visita aos Salões de Estado do Palácio de Buckingham que acontece no período de 23 de julho a 2 de outubro de 2016. Leia aqui sobre a visita ao Palácio de Buckingham e como adquirir ingressos.
É proibido fotografar a mostra e o interior do Palácio. As fotos acima foram disponibilizadas pela Royal Collection Trust.
***
Stefany Hackbarth é Consultora de Moda e Personal Shopper em Londres. Estudou Visual Merchandising e Consultoria de Imagem pela EnModa e Personal Styling pela LCF. Catarinense, Stefany vem das lindas praias de Balneário Camboriú e mora atualmente em Londres com o marido e o filho. Para conhecer mais sobre o trabalho dela, envie um e-mail para lookthat0.0@gmail.com.
]]>https://www.londresparaprincipiantes.com/exposicao-celebra-os-90-anos-de-estilo-da-rainha-elizabeth/feed/4Galeria Tate Britain
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Fri, 03 Jun 2016 18:37:01 +0000https://www.londresparaprincipiantes.com/?p=24756No final do século XIX, Henry Tate, um britânico que fez fortuna com refino de açúcar, ofereceu à nação sua coleção de arte de artistas britânicos. Como não havia espaço suficiente para o acervo na National Gallery, decidiu-se criar uma nova galeria para abrigar não somente a coleção de Tate, mas também outras obras de […]
]]>No final do século XIX, Henry Tate, um britânico que fez fortuna com refino de açúcar, ofereceu à nação sua coleção de arte de artistas britânicos.
Como não havia espaço suficiente para o acervo na National Gallery, decidiu-se criar uma nova galeria para abrigar não somente a coleção de Tate, mas também outras obras de artistas locais.
Galeria Tate Britain
O local escolhido para a nova galeria foi Millbank, na margem norte do Tâmisa, onde antes havia uma penitenciária. O prédio foi construído e, em 1897 a galeria foi inaugurada com 245 obras de artistas britânicos remontando a 1790.
À medida que o tempo passou, o acervo cresceu e incorporou também obras de artistas internacionais.
A partir de 1980 a então chamada Tate Gallery abriu filiais em Liverpool e em St. Ives, na província de Cornwall, e no início do novo milênio foi criada em Londres a Tate Modern, que exibe exclusivamente obras de arte contemporânea.
Com isso, o prédio de Millbank pode voltar às origens e novamente passou a guardar de forma exclusiva exemplares da arte britânica.
Embora conhecida por Tate Gallery desde seu início, o nome só foi oficialmente adotado em 1932. Quando da abertura da Tate Modern em 2000, a galeria de Millbank passou a ser chamada de Tate Britain.
Na Galeria Tate Britain as obras são dispostas em ordem cronológica, em salas dedicadas a determinadas décadas. As obras mais antigas datam de 1540 e há representantes de todos os séculos até a contemporaneidade.
É muito interessante ver, ao avançar pelas salas, as mudanças na temática e no estilo que foram acontecendo com o passar do tempo.
Carnation, Lily, Lily, Rose – de John Singer Sargent, um dos quadros mais famosos da Galeria
Dois artistas britânicos são especialmente celebrados na galeria: o pintor J.M.W. Turner e o escultor Henry Moore.
J.M.W. Turner na Tate Britain
A Tate Britain abriga a maior coleção do mundo da obra de Turner, já que é guardiã do Turner Bequest, legado deixado pelo artista à nação que consiste de 300 quadros a óleo e milhares de sketches e aquarelas.
O legado, incluindo todas as obras deixadas no estúdio de Turner quando da sua morte em 1851, forma grande parte da coleção de obras de Turner na Tate.
Turner Collection
Conheça a importância da obra de Turner, assistindo a este vídeo da Patrícia de Camargo:
Henry Moore na Tate Britain
Há duas salas dedicadas ao escultor Henry Moore (1898–1986), um dos artistas britânicos mais importantes de sua geração. Nelas podemos ver mais de 30 trabalhos do artista, que foi curador da galeria nas décadas de 1940 e 50.
A Tate possui em seu acervo obras do período de 1921 a 1984, incluindo, além das famosas esculturas em madeira, pedra e metal, desenhos e gravuras. Se as esculturas parecerem familiares é porque você pode também encontrá-las em diversos locais públicos em Londres.
Obras de Henry Moore
Outros artistas britânicos com obras em destaque na galeria incluem Hogarth, Gainsborough, Constable (com três salas dedicadas a ele) e Sargent.
Muitas obras de artistas mais contemporâneos foram para a Tate Modern, mas ainda podemos apreciar na Tate Britain trabalhos de Stanley Spencer, Lucian Freud e Francis Bacon.
Acho que nem mesmo na National Gallery, a arte britânica é tão bem representada.
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]]>Museu da Infância
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Mon, 23 May 2016 19:38:22 +0000https://www.londresparaprincipiantes.com/?p=24591O Museu da Infância é a parte do museu Victoria & Albert que trata especificamente dos temas ligados à infância. Com um acervo amplo e interessante, o museu tem sede própria em Bethnal Green, no leste de Londres. Embora possua a maior coleção de bonecas do Reino Unido, o V&A Childhood Museum apresenta a infância em seus diversos aspectos, […]
]]>O Museu da Infância é a parte do museu Victoria & Albert que trata especificamente dos temas ligados à infância. Com um acervo amplo e interessante, o museu tem sede própria em Bethnal Green, no leste de Londres. Embora possua a maior coleção de bonecas do Reino Unido, o V&A Childhood Museum apresenta a infância em seus diversos aspectos, bem além de brinquedos, jogos e bonecas. No museu estão em exposição objetos relacionados à moradia, vestuário, aprendizagem e brincadeiras, desde o século XVII até os dias de hoje.
O museu tem um layout bem tradicional e constitui-se de um enorme galpão retangular com duas galerias laterais em cada um dos dois andares. Na parte central, um café, um centro de informações e uma lojinha.
Os objetos ficam expostos em vitrines de vidro e, aqui e ali, as filas de vitrines são interrompidas por uma seção mais interativa, em que os pequenos visitantes podem tocar e brincar com os objetos. Afinal, muitos visitantes estão ali para isso mesmo: brincar! Quando estive no museu, havia pelo menos dois grupos de crianças bem pequenas com suas professoras e outras várias trazidas pelas mães.
No andar térreo encontramos uma galeria dedicada a todo tipo de brinquedos móveis, desde cavalinhos de balanço, brinquedos com mecanismos simples de corda, até um enorme trem elétrico e os brinquedos que contam com a tecnologia do século XXI. Neste andar, há também a Creativity Gallery, que explora as formas com que as crianças usam a criatividade em suas brincadeiras e no mundo do faz-de-conta.
No primeiro andar, outros aspectos da infância são explorados. Há uma mostra de roupas infantis usadas nos últimos 250 anos, em que podemos ver as diversas alterações que sofreram em termos de estilo, tecidos e cores. Nesta galeria são também mostrados objetos relacionados ao cuidado com os bebês, como carrinhos, berços, mamadeiras, chocalhos e coisas do tipo.
A história da casa é vista através das miniaturas: as casinhas (algumas nem tão pequenas) de bonecas. São várias em exibição, incluindo um exemplar de 1673 e vários dos séculos seguintes. Dá para passar horas observando os detalhes e a perfeição com que são feitas!
O Museu da Infância organiza também exposições temporárias. Até o dia 12 de junho de 2016 está em exibição a mostra On Their Own: Britain’s Child Migrantsque aborda um tema muito triste do passado recente do Reino Unido: a história verdadeira de cerca de 100 mil crianças que foram enviadas para o Canadá, Austrália e outros países da Commonwealth com promessas de serem adotadas para terem uma vida melhor.
Esses programas de adoção tinham o incentivo do governo, de organizações de caridade ou da igreja, mas hoje em dia são tidos como um enorme erro. Algumas das crianças migrantes, filhos de mãe solteiras ou de famílias muito pobres, nunca mais tiveram contato com suas famílias de origem. A mostra é muito tocante e tenta resgatar o sofrimento dessas famílias. Eu me lembrei do filme Filomena, que narra uma história semelhante.
Passei umas duas horas no V&A Museum of Childhood e fiquei bem feliz de ter ido. É claro que não se compara ao V&A, British Museum e outros grandes museus da cidade, já que é um museu pequeno e temático. Mas se você já foi a esses todos, ou quer fazer um programa diferente quando estiver no leste de Londres, vá conferir! A entrada é gratuita.
]]>Clink Prison, um museu diferente
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Fri, 19 Jun 2015 18:34:25 +0000http://www.londresparaprincipiantes.com/?p=21807O ano era 1144. Nascia na margem sul do Tâmisa uma prisão que iria perdurar por mais de 600 anos naquele local, matando muita gente e deixando muita história pra ser contada nos dias de hoje. A Clink Prison não era apenas uma prisão. Como a placa que está em frente a ela diz, ela […]
]]>O ano era 1144. Nascia na margem sul do Tâmisa uma prisão que iria perdurar por mais de 600 anos naquele local, matando muita gente e deixando muita história pra ser contada nos dias de hoje. A Clink Prison não era apenas uma prisão. Como a placa que está em frente a ela diz, ela é a mais famosa prisão medieval.
Uma prisão de tortura.
Basicamente era mandado pra prisão quem ia contra os princípios e ideais da Igreja e quem causava problemas em pubs, teatros e hospedarias da redondeza. Ela era de propriedade do Bispo de Winchester (e ficava ao lado do Palácio de Winchester).
O nome “clink” não tem um significado específico na língua inglesa. Ele vem justamente do som das algemas fechadas nos pulsos e tornozelos dos prisioneiros. Outros dizem que o som vem de uma das formas de tortura que era bater um martelo de ferro numa barra de ferro, o dia todo. Imagina o som? CLINK – CLINK – CLINK.
No passeio de pubs sempre passamos na frente dela e uma imagem chama atenção: um esqueleto pendurado logo acima da cabeça dos passantes. Aquela era na verdade uma das formas de tortura da Clink Prison: colocar a pessoa viva em uma gaiola, pendurada num local inalcançável e exposto a todos. Era deixada ali até morrer de fome ou de frio. E ficava num local público já pra servir de aviso a todos. Algo como “não facilita porque o próximo pode ser tu”.
Alguns ficavam presos no nível da rua e tinham que implorar por dinheiro ou até roupas aos passantes. Algumas mulheres eram autorizadas a se prostituir. Isso tudo era para poderem arranjar dinheiro e comprar sua própria comida dentro da prisão ou até colocar algemas menos pesadas atadas ao tornozelo. Tudo tinha um custo.
Outra forma muito temida de tortura era o chamado “the hole”, o buraco. A pessoa era colocada viva em um buraco profundo no chão da prisão onde só cabia ela. Era obrigada a ficar de pé, nem tinha como deitar. Lá embaixo podia morrer de fome ou frio, ou então vir a água do Tâmisa (que é ao lado da prisão) e afogar o prisioneiro, ou ainda pegar alguma doença ou até descascar a pele de tanto que a água ficou em contato. Não à toa era o mais temido.
A prisão foi incendiada em 1780 durante protestos e nunca mais foi reconstruída. Hoje existe no local o Clink Prison Museum. Um museu contando desde o surgimento da prisão, passando por casos reais e expondo vários e vários objetos de tortura. O museu é muito interativo e dá até pra pegar e analisar os objetos minuciosamente. Não se preocupe que não é muito pesado, até crianças são bem-vindas inclusive. Em menos de uma hora é possível conhecer todo o museu e ainda levar uma lembrancinha (calma, é só uma caneca ou camiseta mesmo).
Essa e muitas outras histórias são contadas semanalmente no nosso pub crawl histórico, um passeio de quatro horas que mistura boas cervejas e boas histórias. E tudo em português.
]]>800 anos da Magna Carta
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Mon, 15 Jun 2015 19:48:41 +0000http://www.londresparaprincipiantes.com/?p=21743No dia 15 de junho de 2015 comemorou-se os 800 anos desde que a Magna Carta, documento considerado como a pedra fundamental do sistema judiciário e da constituição do Reino Unido, recebeu o selo do rei John. O documento de 1215 lançou pela primeira vez a ideia de que o monarca não está acima da lei e que […]
]]>No dia 15 de junho de 2015 comemorou-se os 800 anos desde que a Magna Carta, documento considerado como a pedra fundamental do sistema judiciário e da constituição do Reino Unido, recebeu o selo do rei John. O documento de 1215 lançou pela primeira vez a ideia de que o monarca não está acima da lei e que todas as pessoas têm direito a um julgamento justo.
Homenagem no google.co.uk
Não se sabe ao certo quantas transcrições do texto foram produzidas em 1215, mas é certo que foram várias, já que o documento foi enviado pelo rei a diversas partes da Inglaterra.
Atualmente, 4 cópias da Magna Carta sobrevivem: duas estão na British Library em Londres, uma na Catedral de Salisbury e uma na Catedral de Lincoln.
Breve história da Magna Carta
O Rei John (1199-1216) tinha uma longa história de abuso de poder, fracassos militares e políticos, além de ter impingido aos súditos substanciais aumentos de impostos.
Em 1215, um grupo de aristocratas ingleses (denominados “os Barões”) se revoltou e decidiu montar acampamento em Runnymede, um lugarejo nas margens do Tâmisa próximo ao Castelo de Windsor.
O objetivo era forçar o Rei a selar um acordo que limitasse seus poderes arbitrários e que definisse claramente os direitos dos Barões e de todos os “homens livres” da Inglaterra.
Na verdade, segundo os historiadores, o intuito era proteger os direitos da aristocracia inglesa. O Rei, acuado, não teve outra opção a não ser apor seu selo no documento que ficou conhecido como Magna Carta, no dia 15 de junho de 1215.
Embora não tenha sido redigida como uma declaração universal de direitos humanos, já que não protegia os direitos dos camponeses e trabalhadores, a Magna Carta foi revolucionária não só por ter limitado os poderes do Rei, mas também por estabelecer pela primeira vez o conceito de governo pela lei e pela liberdade, que hoje é garantido na constituição de diversos países modernos.
A Magna Carta foi redigida em latim e tem 63 cláusulas, das quais apenas 3 continuam válidas: uma que defende as liberdades e os direitos da Igreja Anglicana, uma que confirma as liberdades e os costumes de Londres e outras cidades, e uma que garante que todo cidadão tem direito à justiça e a um julgamento justo.
No free man shall be taken or imprisoned or dispossessed, or outlawed or exiled, or in any way destroyed, nor will we go upon him, nor will we send against him except by the lawful judgement of his peers or by the law of the land.
―Magna Carta, cláusula 39
Exposição comemorativa dos 800 anos da Magna Carta na Biblioteca Britânica
A British Library preparou uma grande mostra para celebrar os 800 anos do documento. Magna Carta: Law, Liberty, Legacy está em exibição na Bibliotea até o dia 01 de setembro de 2015.
Além dos dois exemplares da Magna Carta que a biblioteca guarda, a exposição também apresenta um manuscrito da Declaração de Independência dos Estados Unidos de Thomas Jefferson, uma das cópias originais da Declaração de Direitos (Bill of Rights) dos cidadãos americanos, além de diversos documentos, pinturas, esculturas e outras relíquias.
Magna Carta: Law, Liberty, Legacy
PACCAR Gallery, The British Library, 96 Euston Road, NW1 2DB
Ingressos: £12 (adultos) podem ser adquiridos no website da British Library
]]>Sir John Soane’s Museum – a casa de um colecionador
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Fri, 07 Nov 2014 12:59:15 +0000http://www.londresparaprincipiantes.com/?p=19762A casa do arquiteto e colecionador John Soane (1753-1837), construída por ele no número 13 da Lincoln’s Inn Fields, é aberta ao público como um museu desde sua morte no século XIX. Nomeado como professor da Royal Academy em 1806, Soane começou a organizar seus livros, quadros, esculturas, maquetes e modelos de prédios clássicos e muitas outras peças, […]
]]>A casa do arquiteto e colecionador John Soane (1753-1837), construída por ele no número 13 da Lincoln’s Inn Fields, é aberta ao público como um museu desde sua morte no século XIX.
Nomeado como professor da Royal Academy em 1806, Soane começou a organizar seus livros, quadros, esculturas, maquetes e modelos de prédios clássicos e muitas outras peças, e abriu sua casa, uma verdadeira Academia da Arquitetura, aos alunos.
Alguns anos antes de morrer, o arquiteto negociou com Parlamento uma lei para que fossem preservadas a coleção e a casa, que se transformou em museu para benefício de “estudantes e amadores” da arquitetura, pintura e escultura.
Sir Jonh Soane’s Museum
John Soane era um arquiteto especialista no estilo neo-clássico e seu projeto mais famoso é o do prédio do Bank of England, localizado não muito longe do museu.
Sua paixão pela antiguidade clássica se vê nas peças da coleção, com 5888 objetos egípcios, gregos e romanos. A peça mais valiosa do museu é sem dúvida um sarcófago de alabastro do faraó Seti I, que foi comprado por Soane em 1825.
Apesar de não ser arquiteta, sempre tive curiosidade de conhecer este pequeno museu, pois achava muito bizarra esta história de alguém ter em sua casa um sarcófago egípcio.
Quando entrei na casa e vi o restante da coleção, as centenas de objetos expostos em todos os cantos e paredes da casa, vi como Soane era um homem excêntrico e muito apaixonado pela arquitetura e pelas artes clássicas.
A coleção é tão grande, que é difícil andar pelo museu e somente um número restrito de visitantes pode entrar na casa ao mesmo tempo.
Achei muito interessante visitar este pequeno museu e para quem já conhece o acervo do British Museum e se interessa pelo tema, certamente recomendaria.