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]]>A Inglaterra é um dos quatro países que compõem o Reino Unido. Localizada na ilha da Grã-Bretanha, faz fronteira com a Escócia ao norte e com o País de Gales à oeste.
Com apenas 130 mil km2, é um país pequeno. Em comparação com os estados brasileiros, a Inglaterra é pouco menor que o Ceará ou que o Amapá.
São apenas 550 km em linha reta da fronteira com a Escócia até a costa sul, em Portsmouth, cerca de 650 km pelas rodovias.
Para cruzar o país de leste a oeste, são menos de 300 km em linha reta da fronteira do País de Gales até Ipswich, Suffolk. Pelas estradas, você vai de um a outro em menos de 5 horas, pois são cerca de 370 km.
Na verdade, você nunca está a mais de 120 km do mar, em qualquer lugar que você esteja na Inglaterra!

Note que não incluímos informações sobre Londres, a capital do país, porque temos vários outros artigos sobre a cidade. Clique aqui para saber o que fazer em Londres.
Selecionamos neste artigo sobre o que fazer na Inglaterra, locais que, na nossa opinião, se destacam, quer seja pelo significado histórico, pela beleza natural, por ser pitoresco ou muito representativo da cultura e costume local.
Você vai ver que existe muito o que fazer na Inglaterra além de Londres, que por si só, já vale a visita ao país.
Para saber mais sobre cada região (além do que fazer), leia este artigo sobre as regiões da Inglaterra.
No final do artigo, você encontra o mapa com todos os locais citados.
Começando nossa viagem pela ponta nordeste da Inglaterra (canto superior direito no mapa)

Ainda no norte do país, muitos brasileiros vão a esta região da Inglaterra para conhecer Liverpool, berço dos Beatles.
Mas a região tem beleza natural, cidades históricas e também a cidade de Manchester, que surpreende a quem visita.

Lake District – declarado patrimônio mundial em 2016, Lake District é um dos Parques Nacionais mais populares da Inglaterra. Com lagos e montanhas, além de vilarejos pitorescos e conexões com a literatura, há muito o que ver e fazer nesta área do condado de Cumbria. Informações aqui.
Liverpool – Além da óbvia conexão com os Beatles (que já vale a visita), Liverpool é uma cidade vibrante e que agrada a quem se interessa por arte, arquitetura, história, esportes e música. Leia aqui todas as informações para uma visita a Liverpool.
Chester – Linda cidade histórica, cercada por muralhas, com um anfiteatro romano, uma catedral de mais de 1000 anos, um hipódromo e ruas com arquitetura medieval. Informações aqui.
Manchester – não só os amantes de futebol vão gostar de Manchester, uma cidade cosmopolita, berço da Revolução Industrial, que é também ligada à música (Oasis e The Smiths são locais) e à cultura. Com vida noturna animada, Manchester conta ainda com uma região LGBT+ (Canal Street) com bares e casas noturnas. Informações aqui.
Voltando à costa leste da Inglaterra, Yorkshire é uma linda região. Os fãs da série Downton Abbey vão se lembrar que é aí que a série é passada (embora tenha sido filmada no sul da Inglaterra).

York – uma cidade encantadora que me surpreendeu de diversas formas, York tem mais de 2000 anos de história. Falei da minha visita a York (e por que você tem que conhecer) aqui.
Robin Hoods Bay – pequena vila de pescadores muito pitoresca, é impossível não se apaixonar por este local. O Robin Hood do nome parece não ser o mesmo famoso que viveu mais ao sul do país, mas a vila tem um passado tumultuoso interessante, como centro contrabando de whisky e outros bens há séculos atrás. Informações aqui.
Yorkshire Dales
Castle Howard – um palacete privado aberto para visitação que, entre outros, foi Clyvedon Castle, residência do Duque de Hastings na série Bridgerton. A grandiosidade do palácio, tanto o exterior quanto o interior, e a maravilha dos jardins extremamente bem cuidados nos deixam de queixo caído! Informações aqui.
Fountains Abbey e Studley Royal Water Garden – ruinas de uma abadia medieval e jardins maravilhosos formam este local próximo da cidade de Ripon, que é patrimônio da humanidade. Veja informações aqui.
Saltaire – outro patrimônio mundial é esta vila vitoriana muito preservada que fica perto de Bradford, West Yorkshire. Criada pelo dono de uma fábrica têxtil (que pode ser visitada), Sir Titus Salt, a cidade foi construída para abrigar os empregados, e contava com escola, hospital e outras facilidades. Uma inovação para a época. Informações aqui.
Abadia gótica de Whitby – este é o local que inspirou Bram Stoker a criar o personagem Drácula. Whitby é uma cidade litorânea de North Yorkshire e a abadia (em ruínas) está localizada no alto de uma colina. Não pense que por estar em ruínas não é maravilhosa, pelo contrário!. Informações aqui.
Chegando ao meio do país, esta região é onde fica Birmingham, o segundo maior centro urbano da Inglaterra.
Foi nestas paragens que a Revolução Industrial inglesa começou e deixou marcas que são guardadas até hoje.

Birmingham –
Ironbridge Gorge – patrimônio da humanidade e berço da Revolução Industrial, o chamado desfiladeiro de Ironbridge era a área mais tecnologicamente avançada do mundo no século XVIII. Museus, monumentos e a famosa Iron Bridge, primeira ponte de ferro do mundo construída em 1779, podem ser visitados. Informações aqui.
Stratford-upon-Avon – a cidade natal de Shakespeare fica em Warwickshire e atrai milhões de visitantes a cada ano. Não é surpresa, além dos laços com o dramturgo, é também uma cidadezinha adorável. Leia aqui sobre Stratford
Warwick Castle – programa bom para fazer com crianças, o Warwick Castle é um castelo construído no século 12. Atualmente o Castelo é administrado pela Merlin Entertainment, empresa que administra mais de 100 atrações, incluindo a London Eye e o museu Madame Tussauds em Londres. Assim, espere encontrar atores vestidos a caráter, labirinto, trilhas e muita diversão para crianças. Informações aqui.

Vale do Derwent – local de nascimento da indústria têxtil no século XVIII. Informações aqui.
Parque Nacional de Peak District – Parque Nacional mais antigo do Reino Unido,
Vila de Bakewell – maior vila do Peak District em Derbyshire, Bakewell é uma típica vila inglesa, com casas de pedra,
Catedral de Lincoln
Chatsworth House Informações aqui.
Cambridge
Southend-on-Sea
Norwich
Costa de Norfolk – Sandringham

Catedral de Canterbury
Rye
Brighton
Blenheim Palace unesco
Castelo de Windsor
Oxford
Catedral de Winchester
Bletchley Park

Costa Jurássica – unesco
Vilas de Cotswolds Bibury, Castle Combe, Painswich, Tetbury
Bath – unesco
Stonehenge
Lacock –
Bristol
Eden Project
St Ives Port Isaac Cornwall
St Michael’s Mount
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]]>The post Morte e funeral da Rainha Elizabeth II appeared first on Londres.
]]>Nos próximos dias, a nação britânica se despedirá da monarca que reinou por 70 anos e que certamente foi uma mulher extraordinária.

Os planos para esta triste ocasião foram planejados há muitos anos e estão em um documento chamado operação London Bridge.
Como a Rainha morreu na Escócia, o funeral neste país também tem seus detalhes delineados em um outro documento chamado operação Unicorn.
As datas e os detalhes foram confirmadas no dia 10/09, quando este artigo foi atualizado.
Domingo, 11/09 – O caixão com o corpo da Rainha deixará o castelo de Balmoral às 10h00 (horário local) e irá para a residência oficial do monarca britânico na Escócia, o Palácio de Holyroodhouse em Edimburgo.
Este percurso de cerca de 280 km será feito em cerca de 6 horas. No Palácio de Holyroodhouse, o caixão ficará na sala do trono até o dia seguinte.

Segunda-feira, 12/09 – O caixão seguirá em procissão pela chamada Royal Mile em Edimburgo de Holyroodhouse até a Catedral de St Giles. A procissão sairá às 14h35 com o Rei Charles III e outros membros da família real caminhando atrás do carro fúnebre.
Às 14h55, o caixão entrará na Catedral St Giles com a Coroa da Escócia, símbolo da nação escocesa que é guardada no Castelo de Edimburgo.
Haverá uma cerimônia religiosa e, nas 24 horas seguintes a partir de 17h00, o público terá acesso ao velório. Espera-se que milhares de pessoas virão mostrar seu respeito à Rainha.
À noite, o Rei e outros membros da família real farão uma Vigília na catedral de St Gile.
Terça-feira, 13/09 – A princesa Anne, única filha da Rainha, acompanhará o corpo da mãe em uma viagem de avião de Edimburgo até o aeroporto militar Northolt, no oeste de Londres.
O caixão com o corpo da monarca deixará a Catedral às 17h00 e irá para o aeroporto, com chegada prevista para as 18h00. O voo até Londres tem duração de 55 minutos e será feito em uma aeronave da Força Aérea Britânica.
Do aeroporto, o caixão será levado para o Palácio de Buckingham, onde será recebido pelo Rei e pela Rainha Consorte. Ele ficará no Salão chamado Bow Room do Palácio de forma que os funcionários do palácio possam prestar suas últimas homenagens.
Durante o dia, o novo casal real terá visitado a Irlanda do Norte.
Quarta-feira, 14/09 – O caixão será levado do Palácio de Buckingham pontualmente às 14h22 com destino ao Palácio de Westminster (sede do parlamento britânico), chegando às 15h00.
O caixão será acompanhado por uma parada militar assim como membros da realeza. O Rei seguirá na procissão atrás do carro que levará o corpo de sua mãe.
Neste dia, o público poderá acompanhar a procissão que passará por: The Mall, Horse Guards e Horse Guards Arch, Whitehall, Parliament Street, Praça do Parlamento até o Palácio de Westminster.
O velório aberto ao público começará às 17h00 de quarta-feira no Palácio de Westminster.
Quinta-feira, 15/09 a domingo 18/09– A Rainha será então velada no Westminster Hall, que é o salão mais antigo do Palácio do Parlamento Britânico durante 4 dias, das 17h00 da quarta-feira às 6h30 da manhã de segunda-feira, 19/09.
Durante este período, o Salão de Westminster permanecerá aberto durante 24 horas para que o público possa se despedir da Rainha.
O caixão fechado ficará em uma plataforma elevada e será coberto com o estandarte real, a Coroa Imperial, o cetro e o orbe do soberano.
O arcebispo de Canterbury conduzirá uma cerimônia breve da qual participará o Rei e outros membros da família real, antes que o público tenha acesso ao local.
Espera-se que centenas de milhares de pessoas irão se despedir da Rainha dessa forma. Assim, haverá longas filas e a espera poderá ser de muitas horas. Na manhã do dia 12/09, a fila já tinha começado a se formar.
Para entrar no Palácio de Westminster haverá uma revista de segurança, como feito em aeroportos. Além disso, será permitido entrar apenas com uma pequena bolsa com uma só abertura ou zíper, e há restrição do que pode ser levado. Não será permitido fotografar ou filmar. Veja mais detalhes aqui.
Na sexta-feira, 16/09, o Rei visita o País de Gales.
Domingo, 18/09 – às 20h00 haverá um minuto de silêncio no país, em um Momento Nacional de Reflexão, em respeito à morte e em celebração da vida da Rainha.

Segunda-feira 19/09, feriado nacional – às 9h00 da manhã, o Big Ben será tocado e o corpo da Rainha será levado do Westminster Hall para a Abadia de Westminster, em um breve percurso de poucas centenas de metros.
A cerimônia oficial será realizada na Abadia de Westminster às 11h00 com a presença de chefes de estados de diversos países, além de membros da família real europeia, políticos e convidados. Esta cerimônia será televisionada.
Foi na Abadia de Westminster que a Rainha se casou com o Príncipe Philip em 1947 e onde foi coroada em 1953.
Da Abadia o caixão seguirá em uma grande procissão com participação das forças armadas até o Wellington Arch, próximo ao Hyde Park. Neste local, será levado de carro até Windsor.
Em Windsor, acontecerá outra procissão, que acompanhará o corpo da Rainha na Long Walk até a Capela de São George.
Leia aqui tudo sobre a Rainha Elizabeth
A Rainha será enterrada no Memorial do Rei George VI na Capela de St. George no Castelo de Windsor no dia 19/09.
A Capela de St George já foi palco do casamento do Príncipe Harry com Meghan Markle em 2018 e é lá também que o corpo do Príncipe Philip, marido da Rainha, foi enterrado em 2021. Seus pais também estão enterrados no local.
Sim, o dia 19/09/22, dia do enterro da Rainha, será um feriado nacional.
Pelo que sabemos até o momento (atualizado em 12/09), estão fechados sem data marcada para reabertura:
Se você comprou um ingresso para a data, poderá pedir o reembolso.

Outras atrações:
O que está aberto, com possibilidade de fechar somente no dia do funeral (19/09/22)
Grande parte do comércio fechará no dia do feriado.
As seguintes redes de lojas ou supermercados já confirmaram que estarão fechadas:
Como estas informações podem ser alteradas, é recomendado visitar o website da atração para conferir o horário de funcionamento na data da sua visita.

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Em 2022, a Rainha Elizabeth completará sete décadas de trabalho à nação. Ela será o primeiro monarca britânico a celebrar o Jubileu de Platina.
A Rainha subiu ao trono no dia 6 de fevereiro de 1952 quando tinha apenas 25 anos. Assim, aos 95 anos celebrará 70 anos do seu reinado.
Como aconteceu nos jubileus de ouro (50 anos) e diamante (60 anos), as celebrações acontecerão especialmente no primeiro final de semana de junho de 2022.
Comemore com a gente em um passeio guiado no dia 5 de junho. No passeio, você vai aprender:
Clique no calendário abaixo para fazer sua inscrição e ver mais detalhes:
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Durante todo o ano de 2022, a Rainha e demais membros da família real participarão de uma série de eventos comemorativos no país. Os detalhes desses eventos ainda não foram divulgados.
As celebrações culminarão com o Fim de Samana do Jubileu de Platina em junho de 2022. Um feriado longo – de quinta, 2/06 a domingo, 05/05 – dará oportunidade para que os britânicos celebrem o marco histórico.
Segue abaixo a programação que foi divulgada até o momento:
A cerimônia oficial de celebração de aniversário de Sua Majestade, chamada Trooping the Colour, que normalmente acontece no segundo sábado de junho, será adiantada para esta data.
Uma outra tradição britânica, que envolve acender faróis e lanternas (beacons) para celebrar casamentos e jubileus reais, também acontecerá no dia 2 de junho. Eles serão acesos em todo o Reino Unido, Ilhas do Canal, Isle of Man e territórios ultramarinos.
Uma missa em ação de graças pelo reinado de Elizabeth II será realizada na Catedral de São Paulo.
Conheça os salões de estado do Palácio de Buckingham no período de 22 de julho a 2 de outubro de 2022. Leia as informações aqui.
A Rainha e outros membros da Família Real assistirão a uma corrida de cavalos em Epsom Downs.
Nesta data acontecerá também a Festa do Jubileu no Palácio de Buckingham. A BBC será responsável pela produção de um grande show, com artistas de renome, para celebrar os melhores momentos das sete décadas de reinado.
Este show será transmitido ao vivo para todo o país. 22.000 pessoas poderão assistir o evento ao vivo. Dentre eles, 10.000 ingressos foram alocados por sorteio e o restante é destinado a convidados.
Lanches comunitários
Uma forma bem britânica de celebração são os lanches comunitários, organizados por vizinhos ou membros da mesma comunidade. Chamados de Big Lunch, eles acontecem em forma de festas de rua, piqueniques, churrasco no jardim, ou qualquer outra forma de compartilhar uma refeição festiva.
Desfile do Jubileu de Platina
E para finalizar as celebrações, acontecerá o Desfile do Jubileu de Platina (Platinum Jubilee Pageant) que terá a participação de mais de 5000 pessoas de todo o Reino Unido e países da Commonwealth.
O desfile, que será no entorno do Palácio de Buckingham, contará a história dos 70 anos de reinado de Elizabeth II. Começando com uma parada militar, o evento continua com uma mostra da vida no Reino Unido desde 1952. Cada década será mostrada através de suas músicas, estilos de dança, moda, cultura, e até carros.
O desfile culminará com o hino nacional, God Save the Queen, tocado pela banda dos Royal Marines.
A carruagem real Gold State Carriage, uma carruagem usada primeiramente pelo rei George III em 1762, também fará parte deste desfile. Essa carruagem é usada em todas as cerimônias de coroação desde então e também nos jubileus de Prata e Ouro.
O desfile será transmitido pela BBC ao vivo.
Leia aqui outros eventos culturais que acontecerão para celebrar o jubileu em outros pontos de Londres.
Conheça a nova linha de metrô de Londres, a Elizabeth Line, que será inaugurada para as celebrações do jubileu.
Fonte das informações: website da família real
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]]>Charles Philip Arthur George

Segundo dados oficiais, Charles nasceu no Palácio de Buckingham exatamente às 21h14 de 14 de novembro de 1948. Ele completou 74 anos em 2022.
Como herdeiro do trono, o principal papel do Príncipe Charles é apoiar a Rainha nas suas funções de chefe de estado e representante máxima da união e estabilidade nacionais.
Charles e sua esposa, Camilla, recebem chefes de Estado e outros convidados em visitas oficiais ao Reino Unido e também viajam para o exterior para representar a Rainha em ocasiões especiais, como posses e funerais de personalidades e de chefes de estado.
Ele também faz visitas oficiais aos países membros da Commonwealth e a outros países.
Charles esteve no Brasil pela primeira vez em 1978, depois voltou ao país – dessa vez ao lado da Princesa Diana – em 1991. Em 2002 o Príncipe esteve no Brasil pela terceira vez e na última visita, em 2009, veio acompanhado da atual esposa, Camilla.
No Reino Unido, o Príncipe participa de diversos eventos representando a Rainha e a Família Real. Segundo o último relatório anual das atividades do Príncipe, ele teve 640 compromissos públicos e visitou 14 países em 2018.
Charles é Presidente ou Patrono de mais de 400 instituições sem fins lucrativos. Essas instituições representam as mais variadas demandas da sociedade, de apoio à pesquisa sobre o câncer, a sociedades culturais, apoio a juventude e muito mais.
Leia também: o que faz a Rainha da Inglaterra
Como herdeiro do trono britânico, Charles tem diversos títulos de nobreza.
Segundo o website oficial, ele atende por:
His Royal Highness Prince Charles Philip Arthur George, Prince of Wales, Duke of Cornwall, Duke of Rothesay, Duke of Edinburgh, Earl of Chester, Earl of Carrick, Earl of Merioneth, Baron of Renfrew, Baron Greenwich, Lord of the Isles and Great Steward of Scotland, KG, KT, GCB, OM, AK, QSO, CC, PC, ADC.
O mais importante deles, é o título de Príncipe de Gales (Prince of Wales), um título criado para o herdeiro do trono Britânico. Ele foi investido como Príncipe de Gales pela Rainha em 1969, em uma cerimônia em Caernarforn, no País de Gales.
Alguns títulos são usados de acordo com o local onde o Príncipe esteja. Assim, na Escócia ele é chamado de Duque de Rothesay (Duke of Rothesay) e obviamente de Duque da Cornualha (Duque of Cornwall) quando está nesta região do sudoeste da Inglaterra.
Ealr of Carrick (Conde de Carrick) e Baron of Renfrew (Barão de Renfrew) são títulos escoceses para o herdeiro do trono.
Com a morte de seu pai, Príncipe Philip, em 2021, Charles herdou o título de Duke of Edinburgh (Duque de Edimburgo). O título foi concedido a Philip por ocasião de seu casamento com a Rainha em 1947.
O título de His Royal Highness (Sua Alteza Real) e de Príncipe ou Princesa foi garantido pelo Rei George VI (pai da Rainha Elizabeth II) aos filhos e filhas da Rainha e do Príncipe Philip.
Leia aqui sobre os títulos de Sir e Dame e outras honrarias concedidas no Reino Unido.
Como Duque da Cornualha (Duke of Cornwall), o Príncipe usufrui dos rendimentos do Ducado da Cornualha (Duchy of Cornwall), um fundo privado estabelecido em 1337 para dar sustento ao herdeiro do trono.
O príncipe recebeu o título de Duque da Cornualha quando a Rainha subiu ao trono em 1952 e, desde que completou 21 anos, em 1969, ele assumiu o gerenciamento do Ducado e tem direito integralmente aos ganhos.
Segundo os dados oficiais, o Ducado fornece ao Duque uma renda anual de cerca de £21 milhões de libras, que são usadas pelo Príncipe para pagar por suas despesas pessoais, de seus filhos (Príncipes William e Harry e devidas famílias) e também os custos de seu trabalho, tanto público quanto filantrópico.
Este ducado inclui cerca de 53 mil hectares de terras e prédios comerciais e residenciais em vários lugares do sudoeste da Inglaterra (incluindo Londres), além de uma carteira ampla de investimentos financeiros.
O Príncipe Charles paga voluntariamente o imposto de renda sobre toda a receita deste fundo.
Os custos de segurança, viagens e outros eventos oficiais, além da manutenção das residências reais, são pagos com dinheiro público.
A residência oficial do casal em Londres é a Clarence House, que fica bem perto do Palácio de Buckingham.
A Clarence House foi onde a avó de Charles, a Rainha Mãe, morou durante 50 anos, até sua morte em 2002.
É na Clarence House que funciona o escritório do Príncipe e é lá que ele recebe os convidados oficiais.
Já a casa de campo, onde o casal também passa grande parte do tempo, é a Highgrove House, que fica perto de Tetbury no condado de Gloucestershire.
É lá que Charles se dedica a um de seus hobbies preferidos, a jardinagem. Quem assistiu a última temporada de The Crown vai se lembrar desta casa.
Mas como duas casas é pouco para a realeza, Charles e Camilla também têm seu canto na Escócia: a casa chamada Birkhall, que fica dentro de Balmoral, propriedade da Rainha onde está a residência de verão da família real.
E como é Príncipe de Gales, não poderia deixar de ter uma residência no País de Gales. Esta casa é chamada de Llwynywermod (nem tente pronunciar este nome!) no condado de Carmarthenshire. O casal visita Wales oficialmente uma vez por ano.
Além dessas residências, a Duquesa Camilla também tem seu cantinho. A casa da duquesa é chamada de Ray Mill House e é lá que ela se encontra com os 2 filhos e 5 netos de seu primeiro casamento. A casa fica em Lacock, no condado de Wiltshire, e é bem perto de Highgrove.

Charles tem dois filhos com a primeira mulher, Princesa Diana, e 5 netos.
Filhos:
Príncipe William – nascido em 21 de junho de 1982, casado com Kate Middleton em 29 de abril de 2011
Príncipe Harry – nascido em 15 de setembro de 1984, casado com Meghan Markle em 19 de maio de 2018
Netos do Príncipe Charles:
George, Charlotte e Louis – filhos de William e Kate
Archie e Lilibet Diana – filhos de Harry e Meghan.
1. Ele estudou História no Trinity College da Universidade de Cambridge e se formou em 1970. Cinco anos mais tarde, concluiu o mestrado na mesma faculdade.
2. Foi nomeado Príncipe de Gales com apenas 9 anos, mas somente em 1969 ocorreu a cerimônia de investidura no Castelo de Caernarfon.
3. Charles é piloto de helicóptero e teve uma breve carreira na Marinha Britânica.
4. Ele tem um Aston Martin movido a bioetanol feito de dejetos da fabricação de vinho e queijo.
5. Entre seus hobbies preferidos, o Príncipe gosta de jardinagem e também de pintar aquarelas. Ele também aprendeu a tocar piano e violoncelo.
6. Ele é um excelente cavaleiro, já participou de corridas de cavalo e foi jogador de polo por mais de 40 anos.
7. Charles é Patrono ou Presidente de cerca de 420 organizações e fundou quase vinte instituições beneficentes. Elas atuam em áreas que incluem, sustentabilidade ambiental, educação, oportunidades para jovens e artes.
8. Ele se preocupa com questões ambientais há 50 anos. Seu primeiro discurso demonstrando preocupação com os impactos da poluição e do plástico foi em 1970.
10. A cada ano, ele (através de suas instituições) arrecada mais de 140 milhões de libras para boas causas.
Esses e outros fatos sobre o Príncipe Charles estão disponíveis no website oficial do príncipe.
O Príncipe de Gales é defensor do meio ambiente e de formas orgânicas de agricultura desde quando nada disso era moda!
Em 1990 ele fundou a empresa Duchy Organics, especialmente para venda de produtos alimentares orgânicos de pequenos e médios produtores britânicos. Desde então se tornou uma marca de destaque na área de produtos orgânicos.
Desde 2010, a empresa funciona em uma parceira com a rede de supermercados Waitrose. São mais de 300 produtos vendidos pela marca Waitrose Duchy Organic. A marca continua a apoiar produtores britânicos e vende de legumes a pescados, carnes, chás, biscoitos e muito mais.
O produto mais tradicional da marca é o biscoito de aveia.

Uma parte do lucro da venda dos produtos vai para o fundo The Prince of Wales’s Charitable Fund que repassa para uma série de instituições sem fins lucrativos que o Príncipe apoia.
Mais informações sobre o Príncipe Charles no website oficial.
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]]>Sobrenomes mais comuns, sobrenomes da família real
The post Sobrenomes ingleses: como são e os sobrenomes mais comuns appeared first on Londres.
]]>Atualmente há no Reino Unido mais de 45 mil sobrenomes diferentes e cada um guarda uma história e um significado. Eles podem ser encontrados no Oxford Dictionary of Family Names in Britain and Ireland, dicionário publicado em 2016 que reúne o que há de mais recente em pesquisa antroponímica britânica.
Os sobrenomes ingleses em sua grande maioria tem origem anglo-saxã e derivam de fontes diversas, entre elas: nomes próprios ou filiação, atributos físicos ou apelidos, profissão, local de origem.
Interessante notar que, até o século XI, as pessoas na Inglaterra não tinham sobrenomes e eram conhecidas apenas por um nome de batismo ou apelido.
Em uma comunidade pequena isso era o bastante para a identificação, mas com o crescimento da população, tornou-se necessária uma melhor forma para se saber quem é quem.
Assim, o John passou a ser conhecido como o John Açougueiro, o Harry passou a ser o Harry Baixinho e o Richard passou a ser o Richard, filho do William. Com o passar do tempo, essas alcunhas foram se tornando sobrenomes e foram passando para novas gerações.
Em 1066, os Normandos invadiram a Inglaterra e credita-se a eles a introdução dos sobrenomes na Inglaterra.
Segundo o genealogista Paul Blake em um artigo para a BBC, por volta do século XIII a maioria das famílias inglesas e escocesas tinham adotado um sobrenome de família, que passou a ser hereditário.
Com a chegada de imigrantes e estrangeiros, novos sobrenomes também foram introduzidos na Inglaterra.
De acordo com o Dicionário de Sobrenomes de Oxford (citado acima), são os seguintes os 25 sobrenomes ingleses mais comuns.
Entre parênteses está a quantidade de pessoas com o sobrenome na Grã-Bretanha segundo o censo de 2011, também apontado no dicionário:
Lista com os 25 sobrenomes britânicos mais comuns:
As fontes dos sobrenomes ingleses são semelhantes às de outras nacionalidades e basicamente englobam:
Cerca de 50% dos sobrenomes ingleses mais comuns são toponímicos, ou seja, descrevem a origem geográfica da pessoa (país, cidade, vila, condado), ou se relacionam a alguma característica da paisagem de onde a pessoa morava, como uma montanha, lago, floresta, rio, etc.
O que acontecia é que a pessoa se mudava de cidade ou região e era então conhecida no novo local por referência a seu antigo endereço. É o que acontece hoje em dia, quando por exemplo um mineiro se muda para São Paulo e ganha o apelido de “Mineiro”.
Alguns desses sobrenomes são Leicester, Sutton, Berkley (locais) ou Hill (monte), Wood ou Woods (mata),
Entre os 25 sobrenomes ingleses mais comuns temos os seguintes toponímicos:
Muitos nomes de batismo se tornaram sobrenomes, com ou sem alguma alteração.
Os sobrenomes ingleses terminados em –s ou em –son (“filho” em inglês) indicam que o filho adquiriu, há muitos séculos, seu sobrenome a partir do nome do pai. São chamados de patronímicos.
Entre os 25 sobrenomes ingleses mais comuns, 16 tem sua origem em nomes de batismo:

Segundo o Dicionário, 19% dos sobrenomes britânicos tem origem em algum apelido, ou característica física do ancestral. Entre os exemplos estão Fox, White e Good.
Entre os 25 sobrenomes ingleses mais comuns, temos os dois seguintes derivados de apelidos:
Uma profissão consta como origem de 8% dos sobrenomes mais comuns da Inglaterra. Normalmente, um nome terminado em –man (Chapman, por ex.) ou –er (Baker) indicada uma profissão.
Entre os 25 sobrenomes ingleses mais comuns temos:
Em geral, os ingleses têm três nomes: o prenome (first name), o nome do meio (middle name) e um sobrenome (surname), que corresponde ao sobrenome paterno na grande maioria das vezes.
O prenome é o nome comum, aquele pelo qual a pessoa é conhecida. Veja aqui uma lista com os nomes mais comuns na Inglaterra.
Já o nome do meio (“middle name”) se tornou popular na Inglaterra a partir do século XIX, como uma possibilidade de homenagear alguém da família, como um avô, ou padrinho, ou para que a criança carregasse um sobrenome que de outra forma não se perpetuaria na família.
Dizem também que muitos filhos ilegítimos, que legalmente só teriam o sobrenome da mãe, ganhavam o sobrenome do pai como nome do meio.
O nome do meio não é muito divulgado e normalmente a pessoa é conhecida pelo prenome + sobrenome. Embora não divulgado, acho correto afirmar que poucas pessoas na Inglaterra não têm um nome do meio (mas meu marido, por exemplo, não tem).
Exemplos de nomes britânicos, com prenome, nome do meio e sobrenome:
Tradicionalmente nos casamentos heterossexuais as mulheres adotam o sobrenome do marido, que substitui o seu sobrenome familiar.
Os movimentos feministas dos anos 1970 e 1980 questionaram esta prática considerada como indicativa do poder do patriarcado e que traz pouco ou nenhum benefício para as mulheres.
Causou debate, por exemplo, quando em 2014 a advogada britânica com raízes libanesas, Amal Alamuddin, adotou o sobrenome do seu famoso marido George Clooney e passou a ser conhecida como Amal Clooney.
Em pesquisa realizada em 2016, a agência de pesquisas britânica YouGov confirmou que a prática de adoção de sobrenome do marido pelas mulheres continua popular no Reino Unido.
A maioria das mulheres entrevistadas (59%) afirmou que pretendia adotar o sobrenome do marido e 61% dos homens ainda gostariam que a esposa adotasse seu nome após o casamento.
Uma opção que é cada vez mais popular entre jovens casais é a adoção de sobrenomes compostos, como explicado abaixo.
No passado, entre a nobreza os sobrenomes eram muito ligados a questões de herança. Se em uma família não houvesse um descendente homem e a herdeira se casasse e perdesse seu sobrenome, poderia perder também a fortuna. Quem se lembra da Lady Mary de Downton Abbey?
Assim surgiram os “double-barreled names” na Inglaterra: para que sobrenomes não morressem por falta de homens na linha hereditária de uma família. E é por essa razão que até hoje os sobrenomes compostos carregam um ar de aristocracia e nobreza. São sobrenomes “chiques”.
Atualmente, no entanto, não só a nobreza utiliza desses sobrenomes duplos. Muitos casais optam por adotar dois sobrenomes porque a mulher não deseja abrir mão do seu sobrenome, ou por que o casal decide que os filhos devem carregar os sobrenomes tanto do pai quanto da mãe.
Dessa forma, qualquer dos cônjuges pode adotar sobrenomes duplos depois do casamento (hetero ou homossexual) e os filhos podem ser registrados com dois sobrenomes.
Não há uma regra fixa na ordem dos sobrenomes, mas tradicionalmente o sobrenome do homem era colocado no final. Atualmente, os casais decidem qual ordem soa melhor, sem um critério “técnico” para escolha.
Nas famílias aristocráticas, a tradição é separar os dois sobrenomes com um hífen. Mas para os plebeus que optam por esta forma de sobrenome, o uso ou não do hífen é uma escolha pessoal do casal.
Exemplos de sobrenomes duplos ingleses com hífen:
Quando o sobrenome duplo não tem hífen, fica sempre a dúvida se são mesmos dois sobrenomes ou se um deles é o nome do meio da pessoa.
Exemplo de sobrenomes duplos famosos sem hífen:
Historicamente, os membros da família real britânica não têm sobrenomes. Segundo o website oficial da família real, eles eram conhecidos, até 1917, pelo nome da “casa real” ou “dinastia” a que pertenciam: Lancaster, York, Tudor, Stuart, Hanover, Saxe-Coburg-Gotha, entre os mais recentes.
Em 1917, o Rei George V, que era da casa Saxe-Coburg-Gotha (sobrenome de seu pai, Príncipe Albert) quebrou com a tradição e adotou Windsor não só como sobrenome da sua família, mas também como nome da sua dinastia.
Devido aos conflitos da I Guerra Mundial, o Rei quis se distanciar das raízes alemãs de sua família, os Saxe-Coburg-Gotha, e adotar um nome inglês.

Os descendentes do Rei George V passaram a pertencer a Casa de Windsor e adotaram o sobrenome Windsor. Este é (tecnicamente) o sobrenome da Rainha Elizabeth, embora ela não precise e não use sobrenome.
Em 1960, a Rainha Elizabeth decidiu que seus descendentes diretos teriam nome distinto do resto da família real e adotariam também o sobrenome do seu marido, Príncipe Philip Mountbatten. O novo sobrenome passou a ser Mountbatten-Windsor.
Ocorre que, além do monarca, também os Príncipes e Princesas não precisam de sobrenomes na Inglaterra.
Assim, os príncipes Charles, William e Harry, por exemplo, podem escolher o sobrenome que querem, quando precisam. Eles podem optar por Mountbatten-Windsor ou pelo território de onde vêm seus títulos reais.
Na escola e no exército, tanto o Príncipe William quanto o Príncipe Harry adotaram como sobrenome Wales, em referência ao título do pai, Charles, Prince of Wales (Príncipe de Gales).
O filho do Príncipe William, George, é conhecido na escola como George Cambridge, devido ao título do pai (Duque de Cambridge). Em sua certidão de nascimento, o nome foi registrado como: His Royal Highness Prince George Alexander Louis of Cambridge.
Já o mais novo membro da família real britânica, filho do Príncipe Harry e Meghan Markle recebeu o nome de Archie Harrison Mountbatten-Windsor. Ele não tem um título real até o momento.
Como na Inglaterra, o povo escocês não usava sobrenome até sua introdução pelos normandos em 1066.
O departamento de registros do governo escocês publica no seu website a lista de sobrenomes escoceses mais comuns.
A seguir os 25 sobrenomes escoceses mais comuns:
| 1 | SMITH | |
| 2 | BROWN | |
| 3 | WILSON | |
| 4 | THOMSON | |
| 5 | ROBERTSON | |
| 6 | CAMPBELL | |
| 7 | STEWART | |
| 8 | ANDERSON | |
| 9 | MACDONALD | |
| 10 | SCOTT | |
| 11 | REID | |
| 12 | MURRAY | |
| 13 | TAYLOR | |
| 14 | CLARK | |
| 15 | MITCHELL | |
| 16 | ROSS | |
| 17 | WALKER | |
| 18 | PATERSON | |
| 19 | YOUNG | |
| 20 | WATSON | |
| 21 | MORRISON | |
| 22 | MILLER | |
| 23 | FRASER | |
| 24 | DAVIDSON | |
| 25= | GRAY | |
| 25= | MCDONALD |
Diversos sobrenomes escoceses derivam de nomes próprios gaélicos. Gaélico se refere a um idioma falado na Escócia, além da Irlanda e Isle of Man.
Os falantes deste idioma adicionavam Mc ou Mac, que significa “filho de” a um prenome para criar o sobrenome, ou seja é um “patronímico”.
Este tipo de sobrenome era comum especialmente nas Terras Altas da Escócia (Highlands).

Com o grande fluxo de emigração do povo escocês no decorrer dos séculos, estes sobrenomes se espalharam pelo mundo e alguns se tornaram especialmente famosos como por exemplo McDonald (filho de Donald), que originou a famosa rede de restaurantes, e McCartney, sobrenome do famoso Beatles, Sir Paul.
A seguir, alguns sobrenomes escoceses com Mc ou Mac. Note que a grafia pode variar, por exemplo: MacDonald, McDonald ou Macdonald

Interessante também notar que, recentemente, alguns desses sobrenomes se tornaram nomes próprios, como o do ator Macaulay Culkin e Mackenzie, que é um nome feminino.
Leia também:
Sotaque britânico – guia completo
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]]>Seleção de séries passadas na Inglaterra
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]]>Convidamos algumas colegas blogueiras de viagem (e apaixonadas pela Inglaterra) para nos contar qual série de TV passada na Inglaterra elas recomendam para este período em que não podemos viajar.
Acrescentei algumas das minhas séries favoritas e, neste artigo, apresento essa ótima seleção de séries inglesas com temática bem variada e que abrangem mais de quatro séculos da vida britânica. Para salvar e maratonar!
Bridgerton é uma série recente da Netflix que tem dado o que falar, e um dos motivos é que foi produzida por Shonda Rhimes, criadora da ótima e consagradíssima Grey´s Anatomy.
Inspirada no romance O Duque e Eu, publicado pela primeira vez em 2000, essa série se passa na Inglaterra de 1813 e conta um pouco sobre os costumes da elite inglesa através dos membros da família Bridgerton: a viúva de Lorde Bridgerton e seus oito filhos.
Na série de livros da autora Julia Quinn cada volume é dedicado a um dos irmãos, e a série da Netflix segue a mesma lógica – a primeira temporada (assim como o primeiro volume) é focado em Daphne, a 4a filha da família, e seu relacionamento com o Duque de Hastings.

Mas não se engane achando que é uma história de época como outra qualquer. Ela inova por trazer uma diversidade racial imensa que não se vê em outras produções do tipo (muitos personagens negros, como o duque de Hastings e a rainha Charlotte), muitas cenas de sexo (fãs de Grey´s Anatomy vão entender) e uma profundidade das personagens femininas que vai muito além de seus papéis sociais.
A Netflix já anunciou uma segunda temporada, cujo personagem principal será Anthony, o irmão mais velho de Daphne, e que está sendo aguardada com ansiedade.
Contribuição da Cintia Grininger do blog Entre Mochilas e Malinhas
Onde foi filmado: boa parte das cenas externas da série foi filmada na linda cidade de Bath, que fica a 190 km de Londres. O interior das casas e mansões foi recriado em diversos palacetes da Inglaterra como a Hatfield House em Hertfordshire, a Wilton House em Wiltshire e a Lancaster House de Londres. Já o exterior da “casa de campo” do Duque de Hastings, na trama chamado de Clyvedon Castle, foi filmado em Castle Howard, um palácio histórico situado no norte do país. A fachada da casa dos Bridgertons é a Ranger’s House, que fica em Greenwich.
Mr. Selfridge é uma série que conta a história de vida e acensão de Harry Gordon, quando, em 1909, resolveu empreender e abrir a popular loja de departamentos Selfridges, em Londres.
Harry mostra durante o filme o seu incrível “tino comercial”, pois introduziu o consumismo americano à rígida cultura inglesa em uma época de incertezas e pré duas guerras mundiais.

Mesclando consumo com um ambiente de reflexão e conhecimento, ele fazia as pessoas irem à imponente loja de departamentos, de forma natural, para participar de algum evento, exposição ou peça de teatro. Assim, a loja “caiu no gosto do público” e se tornou uma rede com vários estabelecimentos no Reino Unido, inclusive .
A meu ver, a série não aborda apenas o aspecto cultural inglês e o período histórico, mas também permite uma imersão ao papel da mulher na sociedade, consumo e até uma reflexão profunda sobre empreendedorismo e negócios (como case de sucesso).
No Reino Unido, a série passou no canal de televisão ITV, em 2013, mas depois de 4 temporadas, seu fim foi decretado em 2016.
Hoje, Mr Selfridge está disponível na Netflix aos brasileiros.
Ah! Na sua próxima visita a Londres, não deixe de conhecer a loja. O dna de Harry ainda se faz presente pela impecabilidade na exposição dos produtos, variedade do portfólio e atendimento excepcional dos funcionários. Sem contar, que a loja por si só é demais mesmo! A gente sente vontade de comprar muitas coisas.
Indicação da Leda De Luca, do blog Ares Do Mundo.
Onde foi filmado: a loja Selfridges está localizada na Oxford Street em Londres mas ela não foi usada como locação da série. O interior da loja foi reproduzido em um estúdio no norte de Londres. Já as cenas exteriores da Oxford St foram filmadas nas docas históricas de Chatham, Kent. Nesse local, há diversos prédios e ruas preservadas, usados na locação de muitos filmes de época.
Conheça alguns phrasal verbs muito usados na Inglaterra e que não estão em manuais de inglês!
Os Peaky Blinders estão chegando! Assim começa a série, como se este fosse um aviso aos telespectadores.
A série de 5 temporadas com 6 episódios de 50 minutos conta a história de uma gangue britânica da década de 20, e tem como principal criminoso Thomas Shelby, estrelado por Cillian Murphy.
Ele assume o negócio da família para fazer apostas ilegais em Birmingham, Inglaterra, com seu irmão psicótico Arthur e sua tia Polly.

Tommy, o líder dos Peaky Blinders, tenta expandir seu império criminoso enquanto precisa manter a família unida. Ele consegue mexer com você de alguma forma e mesmo quando está fazendo coisas muito ruins, você ficará interessado em como ele vai sair daquela situação em que se meteu e você se vê, em várias ocasiões, torcendo por ele.
Peaky Blinders tem uma leve semelhança com outros trabalhos sobre gangsters, como Boardwalk Empire, Gangues de Nova York e uma intensidade silenciosa de Tommy Shelby que lembra Michael Corleone em O Poderoso Chefão.
A série tem altos e baixos durante suas cinco temporadas. A maior falha está no ritmo: alguns episódios se movem rápido demais outros se arrastam para o que pode parecer uma eternidade.
Porém a série vale a pena por suas grandes qualidades: os diálogos são profundos e ficam entre a normalidade com toques de poesia. A atuação, cinematografia, figurinos, cenografia e música são simplesmente fantásticos, o que acaba balanceando episódios violentos, sombrios e cheios de sangue.
Disponível na Netflix.
Indicação da Ana Paula Castelli do blog World by 2
Onde foi filmado: embora a história se passe em Birmingham, diversas cenas foram filmadas em Liverpool, Manchester, Leeds e partes de Yorkshire. Um desses locais é a região chamada Dingle em Liverpool, que tem ruas preservadas com séries de casas de trabalhadores da época vitoriana. Além de representar a Small Heath (domínio de Shelby) de Peaky Blinders, foi neste bairro que nasceu o Beatle Ringo Starr, mais precisamente no número 9 da Maydrin Street.
Nenhuma lista de séries inglesas é completa sem esta que foi um sucesso estrondoso e rendeu até um filme.
As seis temporadas da série acompanham a vida dos Crawleys e seus agregados entre 1912 e 1925. Robert Crawley, Conde de Grantham, é o senhor de Downton Abbey, uma propriedade rural localizada em Yorkshire, no norte da Inglaterra.

No andar de cima da casa (onde vivem os aristocratas), acompanhamos a vida das três filhas de Lorde Grantham, da sua esposa americana e da sua mãe, Violet, uma mulher com língua afiada e humor ácido, brilhantemente interpretada por Dame Maggie Smith.
Já no andar de baixo (onde moram os criados), conhecemos o mordomo fiel, a governanta, a simpática cozinheira e uma série de pajens e empregados que também têm suas histórias, intrigas e amores.
Como pano de fundo, vemos o desenrolar de transformações sociais e econômicas que aconteceram na Inglaterra na época da I Guerra Mundial e que de alguma forma abalaram o sistema aristocrático vigente.
A série foi ao ar entre 2010 e 2015 e tem seis temporadas de 9 episódios cada, com exceção da primeira temporada que tem somente 7 episódios. Está atualmente disponível no Amazon Prime. O filme, lançado em 2019, também está disponível na televisão.
Indicação da Eneida deste site mesmo.
Onde foi filmado: a série foi gravada em Oxfordshire, especialmente na cidadezinha de Bampton. Temos um artigo completo sobre as diversas locações da série Downton Abbey e também sobre o Highclere Castle, o palacete de Downton.
A série Sherlock, disponível na Netflix, adapta as histórias de Sherlock Holmes para os dias de hoje. Acho o máximo essa série.
Em primeiro lugar, pela criatividade do roteiro ao adaptar histórias clássicas para os dias atuais em episódios de 1h30. Cada episódio é um filme! Calma, não se assuste, as quatro temporadas têm apenas 3 episódios cada.
Em segundo, por conta das atuações incríveis dos protagonistas Sherlock (Benedict Cumberbatch, o Dr. Estranho da Marvel) e Watson (Martin Freeman) e da sua dinâmica divertida com os outros personagens clássicos, como o Inspetor Lestrade e a Sra. Watson.

Em terceiro, porque a série mostra Londres (uma cidade pela qual sou completamente apaixonada) de um jeito muito especial. Vemos ícones como Trafalgar Square, as jóias da Coroa ou os guardas da rainha (um dele é até vítima de assassinato em um episódio!) ao mesmo tempo que é mostrado um lado menos glamouroso da cidade.
A série permite viajar para Londres sem sair de casa com muito charme e diálogos inteligentes. Um programa imperdível!
Indicação da Lulu Freitas do blog Let’s Fly Away
Onde foi filmado: as cenas exteriores da famosa casa de número 212B da Baker Street foram filmadas não muito longe dali, na 187 North Gower St, bem perto da estação Euston. A grande maioria das cenas da série, no entanto, foram gravadas em Cardiff e não em Londres.
Leia aqui sobre o museu Sherlock Holmes em Londres
Fleabag é um seriado com poucos episódios e bem curtos, se tornando perfeito para assistir durante o isolamento.
Esta série, que foi adaptada a partir de uma peça de teatro, mostra a vida de uma mulher solteira inglesa que tem diversos problemas com a família e de relacionamento.
Você irá se sentir incomodada pelas atitudes de Fleabag que tem um humor e atitudes bastante inglesas. O sarcasmo, típico dos ingleses, é muito usado para satirizar atitudes e comportamentos durante a estória.

Os monólogos e conversas com o espectador foram um dos pontos altos da série, já que Fleabag se comunica com você durante conversas e até durante o sexo.
Este é com certeza um diferencial, já que o diretor usa e abusa da técnica chamada de 4ª dimensão, aquela em que o personagem parece estar se referindo diretamente com o telespectador, criando até certa intimidade e cumplicidade.
Ganhadora de seis prêmios Emmy durante a 71ª edição em 2019, a série merece sua atenção.
As duas séries de 6 episódios estão disponíveis no Amazon Prime.
Sugestão da Victoria Farina do blog Na proa da vida
Onde foi filmado: Fleabag é passado em Londres e foi inteiramente filmado na cidade. As locações principais foram no distrito de Camden, mais especificamente em Dartmouth Park. É lá que fica o Café da personagem principal na rua York Rise e também a casa da irmã, na Laurier Road.
Leia aqui nosso artigo completo sobre o sotaque britânico
A série Bodyguard, que no Brasil ganhou o nome de Segurança em Jogo, foi exibida no Reino Unido em 2018 e teve uma das maiores audiências da história da BBC.
Com seis episódios de uma hora de duração, Bodyguard narra a história do veterano da guerra do Afeganistão, o sargento David Budd (Richard Madden), que atua como um especialista de segurança para a Polícia Metropolitana de Londres.
Ele é designado para ser o guarda-costas de Julia Montague (Keeley Hawes), a ambiciosa Ministra do Interior que está lançando um projeto contra o terrorismo bastante controverso.
A série mistura drama e suspense e conta com alguns plot twists que fazem com que a gente queira mesmo ver um episódio atrás do outro. Diversos pontos turísticos de Londres podem ser vistos no pano fundo da história.
Disponível na Netflix.
Onde foi filmado: muitas cenas foram filmadas nas ruas de Londres. A famosa fachada 10 Downing Street, residência do Primeiro Ministro Britânico, foi filmada na Adam St, local que tem uma porta bem semelhante à original, como contamos neste artigo.
O seriado dividido em 4 temporadas mostra a vida do Rei Henrique VIII e todo o cenário de decisões políticas do soberano, sua vida particular e principalmente amorosa. Henrique é o segundo da casa de Tudor a assumir o trono e governa de 1509 a 1547, um espaço de tempo em que ocorreram grandes mudanças na Inglaterra que perduram até hoje.
A série inicia mostrando os conflitos com a França, e ao desenrolar vai revelando personagens chave no entorno de Henrique. Vemos os conflitos com a corte e familiares que tramam para usurpar sua coroa. Seus conselheiros mais próximos com Thomas e Wolsey figuram como coadjuvantes e auxiliam em muitas das decisões do rei.

Henrique é casado com Catarina de Aragão e vive a angústia de não ter um filho homem. Por ser muito dado aos prazeres e encantos femininos, tem 6 esposas no decorrer de sua vida. Essas questões amorosas norteiam a vida e decisões do jovem rei inglês, que para poder casar-se novamente cria uma nova religião no país.
A série mostra com brilhantismo a trajetória e os bastidores da vida desse monarca histórico na Inglaterra em 38 instigantes e intensos episódios. Está disponível na GloboPlay e figura entre minhas séries preferidas que falam da história inglesa.
Indicação da Isabella Lima do blog Dá para viajar
Onde foi filmado: embora grande parte da ação aconteça no palácio de Hampton Court no sudoeste de Londres, poucas cenas foram efetivamente filmadas nesse local. Na verdade, foram usados palácios e prédios da era Tudor e outras paisagens da Irlanda, especialmente os estúdios Ardmore em Wicklow e também em Dublin.
A série Vitória: A Vida de Uma Rainha é um drama de época estrelando Jenna Coleman como uma jovem de apenas 18 anos que ascende ao trono do império britânico.
Como Vitória veio a reinar por 63 anos e morreu com 82 anos, é comum vermos fotos da Rainha já idosa, sempre vestida de luto. Nesta série, ela é mostrada como uma jovem que teve pouco contato com o mundo exterior durante a infância, mas que tem uma personalidade forte e decidida.

A série retrata justamente o início do reinado, o casamento com o Príncipe Albert, o nascimento dos filhos (o casal teve um total de nove filhos) e todo o caminho que percorreu para superar as dificuldades de ser uma rainha tão jovem de um império tão poderoso.
Embora baseada em fatos históricos, os episódios trazem também muita intriga, inveja e outros dramas que nos prendem a atenção.
As três temporadas com 8 episódios cada estão disponíveis no Globoplay.
Onde foi filmado: a Rainha Victoria nasceu no Palácio de Kensington em Londres e viveu durante seu reinado no Palácio de Buckingham, ambos em Londres. Como não é permitido filmar dentro desses palácios, para reproduzir os interiores luxuosos foram usados outros castelos e mansões espalhados pelo Reino Unido, como Harewood House e Wentworth Woodhouse, ambas em Yorkshire, no norte da Inglaterra e a Wilton House em Wiltshire.
Quem ama a família real não pode deixar de assistir ao seriado The Crown, disponível do Netflix. A série – que teve a produção mais cara do Netflix- conta a história da Realeza Britânica desde começo do reinado da Rainha Elizabeth II, depois da morte de seu pai – Rei George VI em 1952 até os dias atuais.
A série é uma história biográfica com uma pitada de ficção e conta também sobre a vida da família real, os acontecimentos históricos à época e também sobre os problemas e impasses vividos pela Princesa Margareth, irmã mais nova da Rainha.
Leia aqui nosso artigo completo sobre a Rainha Elizabeth II

São 4 temporadas – por enquanto – e a série já conquistou um Globo de Ouro como “Melhor série de Drama” e “Melhor atriz em série de Drama” em 2017 para Claire Foy, atriz que interpreta a Rainha Elizabeth nas duas primeiras temporadas.
Já em 2020, Olivia Coleman, que interpreta a Rainha nas duas temporadas mais recentes, levou também o Golden Globe de melhor atriz.
Se você ama Londres e ama a Família Real (como eu!), certamente vai se apaixonar pela série The Crown!
Indicação da Ana Luiza do blog Nosso Blog de Viagem
Onde foi filmado: da mesma forma que em Victoria, o Palácio de Buckingham teve de ser recriado em outros locais. Para as cenas externas, o Old Royal Naval College em Greenwich foi usado e para várias cenas internas foi usada a maravilhosa Wilton House.
***
Leia também sobre filmes e viagens: 10 filmes para amantes de viagem no blog La Vida es Mara.
10 desenhos animados para viajar por Paris, no blog 6 Viajantes
Obviamente essas são apenas algumas das séries inglesas disponíveis no Brasil. A BBC, empresa pública de rádio e TV britânica, tem uma excelente reputação em termos de produção de conteúdo, não somente séries, mas documentários e reportagens.
Deixe nos comentários sua sugestão de séries inglesas favoritas!
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]]>Todas as informações sobre a Rainha e a família real
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]]>Todos nós conhecemos alguns dos rituais da família real e em especial da rainha Elizabeth. Condecorar personalidades de diferentes meios da sociedade, homenagear soldados, e fazer alguma visita oficial uma vez ou outra.
Sim. Foi-se o tempo (há tempo) em que ser rei significava grandes banquetes servidos a cada período do tempo e que com o balançar de um dedo a pessoa era mandada pra execução.
Hoje em dia a rainha também tem como função governamental abrir e dissolver o Parlamento Britânico, que por sua vez forma um governo em seu nome.
Em 2019, quando o Primeiro Ministro Boris Johnson assumiu o posto, ele seguiu a tradição que manda que ele vá ao Palácio de Buckingham (a convite da rainha) e lá ela pergunta se ele aceita formar um governo em nome dela.
Ele diz que sim (bem, pode dizer que não mas né…) e forma o então chamado Her Majesty’s Government (Governo de Sua Majestade).

Seria como se a rainha fosse dona da empresa e o Primeiro Ministro o gerente da mesma.
Isso até no que se refere a outras atividades. Por exemplo, condecorações a personalidades e a indicação do Arcebispo de Canterbury são feitas por indicação do Primeiro Ministro. Note que a rainha é a chefe da Igreja Anglicana (desde a época de Henrique VIII – mais em um outro post).
Ao declarar uma guerra, é o papel da rainha formalmente declarar guerra ou encerrá-la. Porém novamente, com o devido aconselhamento do seu Governo, aquele formado em seu nome.
Além de ser uma pessoa bem informada do que está acontecendo no mundo, mesmo com seus 96 anos (em 2022), ela tem uma lucidez impressionante e soma esta inteligência ao comprometimento com suas tarefas.
No momento de alguma crise, certamente os 70 anos no trono tiveram algumas experiência anterior que foram uma lição de como tatear alguma situação atual.
Em reuniões semanais (chamadas de audiências privadas) com o Primeiro Ministro é o momento de o aconselhamento acontecer, juntamente com uma atualização do que está acontecendo em seu Governo.

Leia aqui sobre algumas características do sotaque da Rainha
Todos os dias a rainha recebe sua red box. Uma caixa vermelha (como o nome sugere) contendo documentos governamentais.
Fãs do seriado The Crown vão lembrar quando na série o pai dela, o rei George VI, ensina a começar os documentos da red box de baixo pra cima, porque aqueles mais escondidos são os que eles não querem que ele saiba.
Estes documentos são desde autorizações até projetos de lei já aprovados pelas duas câmaras do Parlamento e que agora, com a assinatura da rainha (chamado de Royal Assent), vão de fato virar lei.
Outro poder que a Rainha tem é o de conceder indulto a um condenado. É o chamado “Royal Pardon” que desde a abolição da pena de morte no Reino Unido, não é muito usual.
Uma das últimas vezes em que a Rainha Elizabeth concedeu o perdão real foi postumamente a Alan Turing, em 2013. O famoso decifrador da II Guerra Mundial foi condenado em 1952 por atividade homossexual, na época proibida, e perdoado pela rainha 60 anos depois do seu suicídio.
Leia também nossa lista com sugestões das melhores séries sobre a realeza britânica
A rainha e outros membros da família real se envolvem também com atividades sociais como visitas a obras ou empresas, e trabalhos de caridade. Neste último, ela foi a monarca que mais arrecadou fundos para obras sociais, um total de £1,4 bilhões de acordo com o jornal The Guardian.
Ela é patronesse de mais de 500 instituições beneficentes, como a Cruz Vermelha Britânica e o Cancer Research.
Costumo fazer uma comparação exagerada mas que dá uma boa noção: sabe quando o Prefeito ou o Presidente visita alguma obra, alguma fábrica, etc? Pois bem, por aqui quem faz isso é geralmente a Rainha ou algum outro membro da família real.

O Governo britânico paga anualmente à Rainha Elizabeth um “salário” que é chamado Fundo Soberano (Sovereign Grant).
O valor deste fundo corresponde a 25% do lucro anual do Crown Estate apurado há dois anos.
O Crown Estate é um fundo imobiliário privado, composto de terras, fazendas e prédios comerciais e privativos em Londres e diversas partes do Reino Unido, com valor aproximado de £7,3 bilhões de libras segundo o website da Família Real.
Este fundo pertence ao monarca em exercício, ou seja, enquanto ele ou ela esteja reinando (‘in right of The Crown‘). O Crown Estate não pode ser vendido pela Rainha, e ela não é “dona” das receitas.
O Crown Estate é gerenciado por uma organização independente (The Crown Estate Commissioners) e o lucro é repassado ao Tesouro Britânico. Cabe ao Tesouro pagar o Fundo Soberano à Rainha.
Em 2020-2021, o Fundo Soberano teve o valor de £85,9 milhões de libras, que corresponde a 25% da receita apurada em 2018-2019.
Este dinheiro é usado tanto para cobrir as despesas da Rainha em suas funções oficiais, quanto para a manutenção dos seguintes palácios: Palácio de Buckingham, Palácio de St James’s, Palácio de Kensington (área residencial e de escritórios), partes do Palácio de Hampton Court, e o Castelo de Windsor. O Parque de Windsor (Windsor Great Park) também faz parte do Crown Estate.
A Família Real tem também uma fortuna privada, que inclui investimentos, joias, obras de artes, propriedades, entre outros.
O chamado Ducado de Lancaster contribui também com grande parte dos rendimentos da família. É com os rendimentos desta fortuna que as despesas de outros membros da família são custeadas.
Clique aqui para ler sobre a morte e o funeral da Rainha Elizabeth
O papel dos outros membros da família real é de apoiar a Rainha Elizabeth nas suas atividades, tanto em nível nacional quanto internacional.
Seria impossível para a Rainha, ainda mais agora com 96 anos!, comparecer a todos os eventos para os quais é convidada e estar presente nos quatro cantos do país. Assim, os membros da Família a representam em muitos desses compromissos.
Eles também desenvolvem um importante trabalho na área filantrópica e ajudam, segundo o website site real oficial, a fortalecer a união e a estabilidade nacionais.
Entre os membros da família que desenvolvem esses trabalhos estão os filhos da Rainha (Príncipe Charles, Princesa Anne e Príncipe Edward), seus netos (entre eles o Príncipe William) e primos (os filhos dos irmãos do Rei George VI, pai da Rainha), juntamente com os cônjuges.
Desde abril de 2020, o Príncipe Harry e sua mulher, Meghan Markle, não atuam mais como representantes da família real. A saída do casal causou e ainda causa muita polêmica.
O Príncipe Andrew, terceiro filho da Rainha, também não mais atua como representante da família real desde o final de 2019. Ele se envolveu em um escândalo sexual devido a amizade que tinha com o americano Jeffrey Epstein, bilionário acusado de exploração sexual de menores.
Anualmente, os membros da Família Real participam de mais de 2.000 compromissos oficiais, tanto no Reino Unido como em outros países do mundo
E a agenda de compromissos oficiais da família é pública, disponível pra todo mundo ver e quem sabe até fazer guarda em algum lugar pra ver algum deles? Clique aqui pra ver a agenda.

Além disso tudo, só em existir eles já tem um lugar guardado no coração de britânicos e turistas, né? Eventos como a troca da guarda ou exposições como as joias da coroa na Torre de Londres estão sempre lotadas e mostram como o povo leva a sério a sua história e tradições.
Não são apenas objetos. Não são apenas cerimônias. São histórias contadas todos os dias através destes objetos e cerimônias.
Visitar um palácio que seja é uma experiência única e te deixa próximo da família. A curiosidade de tentar imaginar a rainha de um lado pro outro e o que estaria fazendo em cada momento é o que nos deixa ainda mais próximos, por mais irônico que soe.

Clique aqui para informações sobre a visita ao Palácio de Buckingham
Ou ainda, a imaginação de ser rei ou rainha, morar em algum dos palácios e com ele vir toda a carga de trabalho pra algo que, ao menos muitos de nós, não gostaríamos de estar fazendo, uma rotina bastante regida e vigiada.
Talvez seja melhor deixar esta imaginação pra trás e voltar pro mundo real onde a gente apenas aprecia e respeita tanta tradição e história. Ah e se aprecia!
Texto escrito em conjunto com o Rafael Maciel, que guia os passeios Royal London, Pub Crawl, Beatles e Rock Britânico e Harry Potter. Leia aqui informações sobre os passeios.
Elizabeth Alexandra Mary
A rainha Elizabeth nasceu no dia 21 de abril de 1926. Mas seu aniversário é comemorado oficialmente no primeiro ou segundo sábado de junho, em uma cerimônia militar chamada Trooping the Colour.
Em 2022, ela completou 96 anos.
A Rainha Elizabeth não nasceu no Palácio de Buckingham como muitos podem pensar.
Ela nasceu na casa de seus avós maternos em 17 Bruton Street no bairro de Mayfair, em Londres. No local há uma placa azul em comemoração.
Em Londres, a Rainha Elizabeth mora no Palácio de Buckingham. Mas a família tem diversos outros palácios, em que costumam passar parte do tempo.
Nos finais de semana, a Rainha costuma ir para o famoso Castelo de Windsor, onde aliás passou grande parte de 2020 e 2021, devido à pandemia.
No verão inglês, eles se mudam para o Castelo Balmoral na Escócia. Também na Escócia, a Rainha costuma passar uma semana no Palácio de Holyroodhouse.
Já para o Natal, a família se reúne em Sandringham, no leste da Inglaterra. Quando vai à Irlanda do Norte, a Rainha tem seu castelo também, chamado Hillsborough.
Os pais da Rainha se chamavam Albert e Elizabeth e, na época do nascimento da filha primogênita, tinham o título de Duque e Duquesa de York.
O duque de York veio a se tornar o Rei George VI. Sua mulher, a duquesa, então se tornou Rainha Elizabeth e posteriormente, durante o reinado da filha Elizabeth II, ficou conhecida como Rainha Mãe (Queen Mother). A Rainha Mãe viveu 101 anos e morreu em 2002.
Quando nasceu, Elizabeth era a terceira na linha de sucessão ao trono britânico. O primeiro era seu tio, Edward e o segundo seu pai, Albert.
Edward se tornou o Rei Edward VIII que renunciou ao trono com menos de um ano de reinado.
O pai da Rainha então assumiu o trono e reinou de 1936 a 1952, quando faleceu.
A Rainha Elizabeth ascendeu ao trono britânico quando da morte de seu pai, o Rei George VI, no dia 6 de fevereiro de 1952. Ela tinha 25 anos.
Em 2022, completará 70 anos de reinado. Leia aqui sobre as comemorações do Jubileu de Platina da Rainha da Inglaterra.
A Rainha atual é a segunda Elizabeth a ocupar o trono da Inglaterra. A primeira Rainha Elizabeth, Queen Elizabeth I, reinou de 1558 até a sua morte, em 1603. Ela era filha de Henrique VIII com sua mulher Ana Bolena (Anne Boleyn).
Elizabeth II foi coroada na Abadia de Westminster no dia 2 de junho de 1953. 
Além do Reino Unido, a Rainha Elizabeth II é chefe de Estado dos quatorze seguintes países: Antigua e Barbuda, Austrália, Bahamas, Belize, Canadá, Grenada, Jamaica, Nova Zelândia, Papua New Guinea, Saint Kitts e Nevis, Saint Lucia, Saint Vincent e Grenadines, Ilhas Solomon e Tuvalu.
Em 2020, Barbados anunciou que se tornaria uma República e a Rainha Elizabeth não ocupa mais o papel de Chefe de Estado desde novembro de 2021.
O marido da Rainha era o Príncipe Philip, Duque de Edimburgo. Em 2021, o príncipe completaria 100 anos (nasceu em 10 de junho de 1921), mas veio a falecer no dia 9 de abril de 2021. Ele não participava da vida pública desde 2017.
O casamento de Philip e Elizabeth se deu na Abadia de Westminster no dia 20 de novembro de 1947. Eles completaram em 2017 as bodas de diamante.
Leia aqui sobre o guarda-roupa da Rainha Elizabeth
Charles – Príncipe de Gales (Prince of Wales) – nascido em 14 de novembro 1948, é o filho mais velho da Rainha e o primeiro da linha de sucessão ao trono. É casado atualmente com Camilla Parker-Bowles, duquesa da Cornualha (Duchess of Cornwall). Charles é o pai dos Príncipes William e Harry, filhos do seu primeiro casamento com a Princesa Diana. Leia aqui tudo sobre o Príncipe Charles.
Anne – Princesa Real (Princess Royal) – nascida em 15 de agosto de 1950, é a única filha da Rainha. Anne tem dois filhos do primeiro casamento com o Capitão Mark Phillips: Peter Phillips e Zara Tindall. Desde 1992, a Princesa Anne é casada com Sir Timothy Laurence.
Andrew – Duque de York (Duke of York) – nascido em 19 de fevereiro de 1960, o terceiro filho da Rainha Elizabeth foi casado com Sarah Ferguson, com quem teve duas filhas: a Princesa Beatrice e a Princesa Eugenie. Ele renunciou às funções reais em 2019, devido a um escândalo sexual envolvendo seu nome. Em janeiro de 2022, perdeu seus títulos militares honorários e de patronagem e não será mais chamado de “Alteza Real”.
Edward – Conde de Wessex (Earl of Wessex) – nascido em 10 de março de 1964, o filho caçula da Rainha é casado com Sophie, Condessa de Wessex e tem dois filhos: Lady Louise Windsor e James, Viscount Severn.
Leia também: Como escrever para a Rainha da Inglaterra e para a família real
A Rainha Elizabeth tem, atualmente, oito netos e onze bisnetos.
Netos da Rainha Elizabeth:
Peter Phillips (1977) e Zara Tindall (1981) – filhos da Princesa Anne
William (1982) e Harry (1984) – filhos do Príncipe Charles
Beatrice (1988) e Eugenie (1990) – filhas do Príncipe Andrew
Louise (2003) e James (2007) – filhos do Príncipe Edward
Bisnetos da Rainha Elizabeth:
Savannah (2010) e Isla (2012) Phillips – filhos de Peter Phillips e Autumn Phillips
George (2013), Charlotte (2015) e Louis (2018) – filhos do Príncipe William e Kate Middleton
Mia (2014), Lena (2018) e Lucas (2021) Tindall – filhos de Zara Tindall e Mike Tindall
Archie (2019) e Lilibet Diana (2021) Mountbatten-Windsor – filhos do Príncipe Harry e Meghan Markle
August Philip Hawke Brooksbank (2021) – filho da Princesa Eugenie e Jack Broosbank
Sienna Elizabeth Mapelli Mozzi (2021)- filha da Princesa Beatrice e Edoardo Mapelli Mozzi
Leia aqui sobre os sobrenomes dos membros da família real
A linha de sucessão ao trono da Inglaterra atualmente é a seguinte:
Príncipe Charles – filho primogênito da Rainha Elizabeth II, nascido em 1948
Príncipe William – filho primogênito de Charles, nascido em 1982
Príncipe George – filho primogênito de William, nascido em 2013
Princesa Charlotte – filha de William, nascida em 2015
Príncipe Louis – filho de William, nascido em 2018
Príncipe Harry – segundo filho de Charles, nascido em 1984
Archie Mountbatten-Windsor – filho de Harry, nascido em 2019
Lilibet Diana Mountbatten-Windsor – filha de Harry, nascida em 2021
Príncipe Andrew – filho da Rainha Elizabeth, nascido em 1960
Princesa Beatrice – filha de Andrew, nascida em 1988
Sienna Elizabeth Mapelli Mozzi – filha da Princesa Beatrice, nascida em 2021
Princesa Eugenie – filha de Andrew, nascida em 1990
August Philip Hawke Brooksbank – filho da Princesa Eugenie, nascido em 2021
Príncipe Edward – filho da Rainha Elizabeth, nascido em 1964
Quatro primos de primeiro grau da Rainha Elizabeth, descendentes da Rainha Vitória, também são considerados membros da Família Real. São eles:
Duque e Duquesa de Gloucester – o atual duque de Gloucester é o Príncipe Richard, filho do Príncipe Henry, irmão do pai da Rainha.
Os três filhos do Príncipe George, também irmão do pai da Rainha, são os outros membros da família real:
Duque e Duquesa de Kent – o atual duque de Kent é o Príncipe Edward
Princesa Alexandra, Lady Ogilvy
Príncipe e Princesa de Kent – o atual príncipe de Kent é chamado Príncipe Michael e sua mulher Baronesa Marie Christine von Reibnitz
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Leia também sobre a Rainha Elizabeth e a família real:
Quando a rainha está em casa no Palácio de Buckingham
O que os britânicos pensam sobre a família real
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]]>Claro que a primeira resposta que vem na cabeça de todo mundo quando se fala de Londres e o básico: tudo funcionar, a sensação de segurança, o respeito das pessoas, etc. Mas não teria algo mais, lá no fundo? Será que a gente se contenta mesmo só com isso? Espero que não.
Tem gente que fica feliz apenas em colocar os pés em Londres e sentir o cheiro da cidade; ouvir a voz do metrô, ou um pedido de desculpas em inglês; ou ver as casinhas de tijolo, os ônibus de dois andares, ou o Big Ben.
O clima muda, as pessoas mudam, é como se tivesse pego um avião e pousado em outro mundo, onde 2018 já deixou de existir faz tempo, onde todo mundo já se acostumou com o progresso.
Tem também a turma que interpreta a foto bem feita como um turismo bem feito. Pra estes, o que importa é o carimbo no passaporte, ir em algum lugar, fazer uma pose bem ensaiada de costas pro assunto da foto, e depois os olhos correrem pro celular, pra ver o resultado.
O futuro da foto é mais importante que o passado do lugar. Pra quem gosta deste tipo de viagem, ter muita foto feita e as pernas estarem doendo, é sinônimo de um dia bem aproveitado. Histórias pra contar se resumem às suas próprias.

Para outras pessoas é justamente a mesma coisa que os dois acima, mas num ritmo mais lento: sentar num café qualquer do Soho e observar as pessoas conversando de um lado pro outro enquanto outras passam apressadas com a cabeça claramente cheia de coisas pela expressão concentrada.
Observar o ciclista que quase esbarra em uma velhinha de cabelo roxo atravessando a rua, que calmamente sorri pro casal que deixa ela passar. Pra estas pessoas, o estar no local, o viajar significa viver o destino.
Observar as folhas das árvores caindo e aquilo ser motivo de admiração. Olhar pras plaquinhas azuis, aquelas que marcam as casas de grandes personalidades da história, e imaginar quanta coisa aconteceu ali naquele lugar.
Experiências completamente diferentes e ao mesmo tempo bem similares. O irônico é que o que cada um busca são experiências diferentes, histórias pra contar ou comparações fáceis pra fazer. O interessante também é que as experiências variam de pessoa pra pessoa e de viagem pra viagem.
Nenhuma viagem vai ser como a outra, cada experiência é única pra cada indivíduo. Afinal de contas, como a gente bem sabe, não somos cópias e cada um já tem um sentimento e forma de pensar diferente, somando a uma bagagem cultural diferente.
Por isso o mesmo ponto turístico, prato de comida ou peça de arte vai despertar sensações diferente pra cada pessoa, e na minha opinião isso é que faz o lugar ser tão interessante a ponto de nos apaixonarmos.
Cada um tem a sua Londres e não tem como discutir qual é melhor. Eu mesmo gosto muito da cidade no inverno, mas admiro a cara dela no verão. Gosto muito do dia, mas a roupa que ela coloca pra noite também é linda.
É um dos casos que não tem melhor e pior, só o que tem é uma experiência diferente da outra em um sentido ou outro, que sempre vai somar e mudar alguma coisa no visitante, que volta pra casa renovado e inspirado.
Da próxima vez que voltar pra Londres a cidade vai ter novas experiências e velhas sensações, mas vai ser o novo indivíduo que vai fazer o lugar ser mais diferente e a viagem mais bem aproveitada.
Este texto foi escrito pelo Rafa Maciel, o Guri in London, que guia passeios temáticos em português em Londres. Viva uma experiência diferente em Londres, conheça os detalhes dos passeios clicando aqui.
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]]>Para implementar o passeio, o Rafa teve que ler e aprender muito sobre reis, rainhas, rebeliões, conluios e muita, muita fofoca real! Hoje, ele nos conta um pouco da história de amor mais recente da realeza, que envolve o querido Prince Harry, que até há poucas semanas era o solteiro mais cobiçado do mundo!
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2018 nem começou e já tem tudo pra ser um ano massa! Semana passada o Príncipe Harry e a atriz americana Meghan Markle anunciaram oficialmente o noivado.
Os dois se conheceram na metade de 2016. Eles foram apresentados por uma amiga em comum que funcionou como um baita cupido. Os dois se deram muito bem logo de início e Harry já convidou ela pra passar cinco dias com ele em Botswana. Pronto. Os dias juntos sem abordagem e sem paparazzi foi suficiente pra aumentar a proximidade deles e eles já perceberam onde isso iria parar (ou continuar, enfim).
Na entrevista concedida pra BBC logo depois do anúncio, eles disseram que não ficavam mais de duas semanas sem se ver. Mesmo ele viajando o mundo em compromissos oficiais e ela estando comprometida com as gravações de Suits.
Quando os dois se conheceram ele disse que não sabia nada sobre ela, e ela não sabia nada sobre ele. Claro que Meghan sabia que Harry era o Príncipe, mas não sabia muito sobre a Família Real. Ele não sabia de Suits, nem de CSI, nem Fringe ou nenhum outro trabalho dela; e também teve que descobrir que ela nasceu em Los Angeles em 1981, três anos antes do nascimento dele, em Londres
Não é o primeiro relacionamento de Meghan, já que ela foi casada com o ator e produtor Trevor Engelson em 2011, e se divorciaram dois anos mais tarde. Agora o relacionamento é com o quinto na linha de sucessão ao trono britânico, Capitão do regimento dos Blues & Royals e que inclusive esteve em forças de batalha durante a Guerra do Afeganistão. Entre as coisas que eles têm em comum está o fato de ambos terem os pais divorciados. Na época do divórcio Meghan tinha seis anos de idade. No caso de Harry, ele tinha 11 anos quando os seus pais se divorciaram, e 12 quando a sua mãe, a Princesa Diana, faleceu.
O pedido de casamento foi num dia normal, assando um frango, quando Harry se ajoelhou e pediu ela em casamento. Pode parecer simples, tirando o fato de ter sido no Nottingham Cottage (residência oficial do Harry), dentro do Kensington Palace. E também que o anel tem uma pedra de diamante de Botswana, mais duas que pertenciam à Princesa Diana. Pra Meghan o significado é enorme! Botswana é o local onde o negócio fluiu; e é uma forma de manter ela próxima deles, não tendo tido a oportunidade de ter conhecido ela. O Príncipe tem certeza que ela estaria super feliz por ele, pulado de um lado pro outro.
Como Meghan é de religião Protestante, já sabe-se que ela vai abrir mão da religião, ser batizada e confirmada na Igreja Anglicana, além de se tornar uma cidadã Britânica. Por falar nisso, tem-se falado muito no significado gigante de ter uma pessoa de raças mistas na família real. A New England Historic Genealogical Society (NEHGS) confirmou que ela é descendente direta do Rei Richard III.
Meghan vai largar a carreira de atriz depois do casamento pra se engajar com as causas da família real, e morar com o Harry no Nottingham Cottage.
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Quer conhecer mais histórias reais, passeando pelas ruas de Londres? Conheça o passeio Royal London, totalmente guiado em português.
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]]>Em inglês, existe até um nome para a prática de se apresentar em lugares públicos para ganhar uns trocados: busking, e para a pessoa, busker.
É muito comum encontrar buskers se apresentando nos corredores do metrô de Londres. Na verdade, a cada ano são mais de 100.000 horas de shows de música ao vivo, que acontecem em 39 locais distribuídos em 25 estações de metrô do centro da cidade.
O repertório é variado e a qualidade dos artistas realmente impressiona. Também, não é para menos já que há um processo de seleção rigoroso e muito competitivo para ganhar a licença para tocar no metrô. Há cerca de 15 anos, o órgão responsável pelo transporte, Transport for London (TfL), patrocina o esquema que escolhe e licencia esses artistas.

Recentemente, a TfL abriu um novo processo de seleção para licenciar buskers, que são sempre artistas solo ou em duo. Segundo o site oficial, foram recebidas 625 inscrições e cerca 400 passaram para a fase de audições. No final, somente 100 artistas receberam a licença, e vão se juntar aos cerca de 250 já licenciados.
Cada um deles tem o direito de tocar por períodos de 2 horas nos locais designados pela TfL. A demanda é muito alta e eles conseguem ganhar até £200 libras neste período nas estações mais movimentadas, como Tottenham Court Road, King’s Cross, ou Piccadilly Circus.
Agora, uma performance contagiar a multidão como a deste vídeo abaixo eu nunca tive o prazer de presenciar!
Leia também:
Guia dos transportes para 2017
Miniguia para se dar bem no metrô de Londres
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