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]]>Se você for traduzir ao pé da letra, sanduíche é “sandwich” em inglês, certo? Afinal é uma palavra inglesa que foi aportuguesada.
Mas não é bem assim! Vem comigo que neste artigo eu te explico direitinho esta história e te apresento 8 tipos de sanduíche inglês para você experimentar.

Sanduíche no Brasil (pelo menos no meu país Minas Gerais) é qualquer alimento que consista de um recheio entre dois pedaços de pão.
Vale para misto quente, hambúrguer, cachorro quente, sanduíche “natural”, ou qualquer recheio no pão de forma, baguete, ciabata, etc. É tudo sanduíche.
Na Inglaterra não.
A palavra “sandwich” na Inglaterra só se aplica a um tipo de sanduíche: o de pão de forma com recheio frio, parecido com o que chamamos “sanduíche natural”.
E os outros tipos de sanduíche na Inglaterra?, você me pergunta. Temos vários e neste artigo você vai encontrar informações sobre eles.
Sarnie – é um nome informal para sanduíche na Inglaterra.
São chamados Toasties os sanduíches quentes que são prensados em um grill, ou sanduicheira.
A prensa sela as bordas para que o recheio (normalmente contendo queijo) não vaze.
Em geral, os toasties são feitos com pão de forma tradicional e para servir são partidos na diagonal.
O recheio mais comum é o queijo (cheese) mas você encontra toasties de outros sabores, como ham and cheese (presunto e queijo), algo com tomate, bacon, ou outros mais gourmet.

Outra característica de um toastie é que ele tem uma camada de manteiga no exterior do pão e assim ganha cor e crocância quando prensado.
Equivale a nosso queijo quente ou misto quente.
Este também é um sanduíche quente, feito em uma sanduicheira ou prensa. O recheio é o que faz um “tuna melt“: atum e queijo.
O atum é de lata mesmo, que pode ser usado como sai da lata, ou misturado com um pouco de maionese, cebola picadinha e outros temperos a gosto.

O pão – de forma, ou qualquer outro – é coberto com manteiga, vai uma camada de queijo, o atum preparado, outra camada de queijo e a segunda fatia de pão, também com manteiga.
O Tuna Melt vai na prensa por alguns minutos até que o queijo derreta e o pão fique torradinho.
Outro sanduíche quente e prensado é o chamado Panini. Nos conta a Wikipedia que Panini é uma palavra italiana, plural de Panino, que é o diminutivo de Pane. Ou seja, Panini quer dizer pãezinhos.
Na Inglaterra, se refere a um sanduíche feito com pão tipo italiano (ciabatta, focaccia, etc.) ou outro (como baguete) que é cortado horizontalmente, recheado e prensado ou grelhado.

Entre os sabores de Panini, alguns encontrados são: Brie e Bacon, Tomate Assado e Muçarela, Frango com Pesto, Muçarela e Prosciutto.
Tradicional do País de Gales, o Rarebit na verdade é uma torrada coberta com queijo, e não um sanduíche fechado.
É a versão galesa do croque monsieur, prato servido nos bistrôs franceses.

O queijo, preferencialmente Cheddar ou outro queijo britânico é derretido e misturado com manteiga e creme – ou cerveja em algumas receitas – e depois é derramado sobre uma torrada com bastante manteiga.
Na Inglaterra, uma variante (menos sofisticada) do Rarebit é o Cheese on Toast: fatias de queijo derretido sobre pão de forma. Alguns acrescentam cebola para um sabor extra além de molho inglês e mostarda para temperar.
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Butty é uma forma local de se referir a sanduíche. Originalmente, referia-se a um pão torrado com manteiga (butter), mas atualmente é usado para sanduíches com recheios quentes, especialmente o bacon butty e o chip butty.
O sanduíche de bacon foi votado o mais popular da Inglaterra em uma pesquisa de 2020, superando o tradicionalíssimo cheese sandwich (que consiste somente de pão e queijo).

O Bacon butty é muito simples: duas fatias de pão recheadas com grande quantidade de bacon. Dependendo do gosto pessoal, acrescenta-se algum condimento, como ketchup ou outro molho.
Importante ressaltar que o bacon inglês não é como o bacon em fatia que temos no Brasil. Ele é bem mais “carnudo” e lembra mais uma fatia de lombo defumado do que o bacon que conhecemos.
O chip butty é esta bomba de carboidrato: sanduíche de batata frita! Os puristas comem sem acrescentar nada, mas não é raro o chip butty com ketchup, maionese ou vinagre de malte.

Este tipo de sanduíche não é normalmente encontrado para vender, mas é muito consumido por crianças e famílias.
Leia também: Comidas típicas da Inglaterra: 20 pratos para degustar
Chegamos ao “sandwich”, que é muito popular e adorado pelos ingleses.
Ele chegou para ficar em 1980, quando a rede de supermercados Marks & Spencer lançou uma linha de sanduíches frios pré-embalados nas suas lojas.
O sucesso foi imediato e copiado por outros supermercados, cafeterias, lanchonetes e até farmácias e livrarias.
Em 2017, a indústria do sanduíche movimentava 8 bilhões de libras por ano no Reino Unido. É muito sanduíche!

O sandwich é parte integrante do almoço da maioria dos adultos britânicos onde é acompanhado de uma bebida quente ou fria e um snack: batata chip ou semelhante.
Como mencionado anteriormente, os verdadeiros sanduíches britânicos são feitos com pão de forma, que pode ser o comum, integral, sem glúten, ou qualquer outro tipo. O pão de forma, não por coincidência, é chamado de Sandwich Bread (pão de sanduíche) na Inglaterra.
Eles são partidos na diagonal e nas lojas e supermercados são vendidos em embalagens triangulares.
Os mais populares são os seguintes:
O sandwich mais popular na Inglaterra é o de maionese de ovos. Eu gosto muito deste sabor de sanduíche e sempre faço em casa.
O ovo cozido é misturado com maionese, cebola bem picada e cebolinha ou agrião. O tempero é feito com vinagre de malte e pimenta do reino. Aí é só colocar este recheio no pão. Eu prefiro o pão integral.
Também bastante popular nas casas e nas cafeterias da Inglaterra é o sanduíche recheado com uma maionese de atum.
Sanduíche de queijo e picles é tradicional: fatias de queijo Cheddar maduro e picles de pepino.
Já este sanduíche tem recheio de camarão acompanhado de um molho que pode ser de maionese ou outro molho mais sofisticado.
Bacon crocante saindo da frigideira, tomate maduro em finas fatias, alface americana, maionese e pão torrado. Não tem o que errar neste sanduíche que, apesar de tão simples, é uma delícia!
Esses são os delicados sanduíches que acompanham o tradicional chá da tarde inglês.
São feitos de pão de forma, normalmente sem a casca, com recheios diversos. Como são pequenos (cortados em quatro), você pode experimentar mais de um sabor, além das outras delícias que acompanham o chá.

Entre os principais sabores de afternoon tea sandwich estão:
Os hambúrgueres também são encontrados em todo lugar na Inglaterra, quer sejam como fast food ou em lojas que vendem o produto mais artesanal.
São chamados de “burger” e não de sanduíche.
Se um inglês está comendo um hambúrguer e você pergunta se ele está comendo um sandwich, ele certamente responderá: “no, a burger“.
O mesmo acontece com o “hot dog”.
Para pronunciar sandwich com o legítimo sotaque britânico, repare que a palavra tem apenas duas sílabas e o “d” entre “san” e “wich” não é pronunciado. Ouça a seguir a pronúncia britânica:
Qual é o seu favorito?
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]]>20 pratos da culinária inglesa para você experimentar
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]]>A gastronomia inglesa se reinventou nas últimas décadas, com ingredientes locais e frescos, chefs famosos e restaurantes nas listas dos melhores do mundo.
Duvida? Fizemos uma lista de comidas típicas da Inglaterra para você conhecer e quem sabe despertar a vontade de provar algumas delas. Para os que gostam de cozinhar, apresentamos também receitas de pratos tradicionais da culinária britânica.
Neste artigo, listamos 20 comidas típicas da Inglaterra, que são verdadeiros clássicos da culinária britânica, em nenhuma ordem específica.
Na verdade, podemos dizer que a Inglaterra tem três pratos nacionais: o Roast Beef (filé assado) com acompanhamentos, o Fish and Chips (peixe com batata frita) e o Chicken Tikka Masala (ensopado de frango com temperos indianos).
Este último, considerado o novo e surpreendente terceiro prato de comida típica da Inglaterra, tem fortes raízes na Índia e no Paquistão.
Leia também: As Regiões da Inglaterra
A primeira comida típica da Inglaterra da lista é o escondidinho à inglesa!
A camada de baixo é de carne moída, sendo que na Shepherd’s Pie usa-se carne de cordeiro e na Cottage Pie, usa-se carne de boi.
A carne moída é dourada na cebola, e alguns vegetais como cenoura e ervilhas dão mais consistência ao prato.
Cobre-se a carne com purê de batatas e queijo ralado por cima. O prato vai ao forno para dourar e é servido com pedaços de pão.
É um prato para se degustar no inverno, pois esquenta e satisfaz, e é adorado pelas famílias em toda a Inglaterra.

Veja a nossa receita de Shepherd’s Pie/ Cottage Pie aqui.
Parecem estranhos, mas os tais Ovos Escoceses são muito populares em piqueniques, festinhas, ou como um lanche.
Consiste de um ovo cozido mole, envolvido em carne de linguiça e depois empanado na farinha de pão. Ele é então assado ou frito.
Fica delicioso quando servido com uma grossa fatia de queijo Cheddar e picles de cebola. Apesar de ter “escocês” no nome, é comida típica da Inglaterra também.

Veja uma receita de Scotch Egg aqui.
As tortas são muito populares na gastronomia britânica e esta recheada com carne e rim de boi é uma das mais tradicionais.
Como muitos dos pratos tradicionais, esta empadinha inglesa tem origem humilde e já acompanhou os britânicos em períodos de guerra e racionamento, pois era uma comida barata.
Normalmente a carne, os rins, a cebola e o molho são cozidos lentamente, durantes várias horas para que tudo fique bem macio.
Para dar um toque mais sofisticado, alguns acrescentam cogumelos, vinho ou mesmo uma massa folhada.

Veja uma receita de Steak and Kidney Pie aqui.
O prato da culinária britânica mais famoso de todos é certamente muito popular em qualquer lugar do Reino Unido. Estima-se que são vendidos 382 milhões de fish and chips anualmente no país!
É comida de rua, para ser comida com as mãos e sem frescura! O peixe, normalmente bacalhau (cod), haddock ou linguado (plaice) é empanado em massa especial e frito na gordura bem quente.
As batatas são cortadas em palitos grossos e são fritas duas vezes: a primeira para cozinhar e a segunda para deixar aquela crocância por fora.
Um tico de sal e vinagre de malte para dar um gostinho extra e purê de ervilha para acompanhar.

Veja aqui nossa receita de fish and chips e onde comer o melhor fish and chips de Londres
“Bangers” são como as linguiças de carne de porco são chamadas e “mash” é abreviatura de “mashed potatoes”, o purê de batatas.
Bangers and Mash é uma comida típica da Inglaterra que é servida nos pubs e também muito consumida nas casas das famílias inglesas.
Além de linguiça e purê de batatas, o prato é servido com molho de cebola e suco da carne.

Falamos aqui sobre o Bangers & Mash e onde experimentar em Londres
É o prato típico feito com as sobras da geladeira. É muito comum se comer Bubble and Squeak na segunda-feira, depois do Assado de Domingo.
Consiste de uma espécie de panqueca feita com legumes, verduras ou raízes, como cenoura, brócolis, ervilha, repolho, fritos juntamente com purê de batata.
É servido normalmente com um ovo frito, ou com sobras da carne assada na véspera.

Não poderia faltar em uma lista de comidas típicas da Inglaterra este prato que é muito delicioso e popular.
Domingo é dia de comer um assado em todo canto da Inglaterra. Pode ser carne de boi, frango, cordeiro, porco, ou até mesmo opções vegetarianas.
O assado é acompanhado de batatas deliciosamente coradas, cenoura, brócolis, couve de Bruxelas, ou outro vegetal, molho encorpado feito dos sucos da carne e dependendo do tipo da carne com um acompanhamento especial. Esses acompanhamentos são chamados de “Trimmings”.
O Roast Beef (carne de boi) é degustado tradicionalmente com molho de raiz forte, mostarda inglesa e Yorkshire Pudding (veja abaixo).
Quando o assado é frango (Roast Chicken), o acompanhamento é um recheio que parece uma farofa. Há diversas receitas, mas meu preferido é um feito com cebola e sálvia, além de farinha de pão.

Acompanhamento clássico do Roast Beef, estes “pudins” não são doces. São uma massinha, feita de farinha de trigo, leite e ovos que é assada com a gordura da carne.
O Yorkshire Pudding fica crocante, leve e é realmente adorado pelos ingleses. Falamos dos Yorkies (como são intimamente chamados) e mostramos como é feito neste artigo.

Toad em inglês é uma espécie de sapo, mas no prato se refere às linguiças. O “buraco” (hole) é na verdade uma enorme massa de Yorkshire Pudding em que as linguiças são envoltas.
Para o sucesso do prato, as linguiças (sausages ou bangers como são chamadas) devem ser de qualidade, de preferência as compradas de um açougue de confiança e não as industriais do supermercado.
A massa do Yorkshire Pudding é facílima de fazer, basta misturar farinha, ovos e leite e derramar por cima das linguiças.
O prato vai ao forno até que a massa esteja bem crocante. É servido com molho de cebola (onion gravy) ou o suco da carne.

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As tortas são uma das muitas comidas típicas da Inglaterra e o Beef Wellington nada mais é que um tipo de torta diferente.
Nesse caso, o filé mignon é envolto em patê, purê de cogumelos e/ou presunto de parma e coberto com uma camada de massa folhada.
O filé é assado e servido bem rosado, com molho de vinho tinto.
O chef celebridade Gordon Ramsay é famoso por adorar um bom Beef Wellington. Ele já chegou a afirmar que o prato seria o escolhido para sua última refeição! Veja aqui a receita de Beef Wellington do Gordon Ramsay.
A origem do nome é incerta, mas acredita-se que o prato foi criado para celebrar o primeiro Duque de Wellington, Arthur Wellesley, e a vitória na Batalha de Waterloo.
Leia aqui sobre os restaurantes de Gordon Ramsay em Londres

Curry é o nome genérico que se dá para uma série de pratos da culinária anglo-indiana. Com raízes evidentes no subcontinente da Índia, o Curry inglês tem características próprias.
O mais popular deles é criação dos britânicos: dizem que o Chicken Tikka Masala foi inventado na Escócia!
O frango é marinado com temperos indianos, como garam masala e cúrcuma, e depois cozido com pimentões, cebolas e um molho de iogurte. Servido com arroz Basmati e pão chato Naam.

O chamado “almoço do lavrador” é uma refeição fria, que era a marmita que os trabalhadores do campo levavam para o trabalho.
Atualmente é uma refeição servida nos pubs, com ingredientes que variam ligeiramente.
Em geral, o Ploughman’s lunch inclui uma fatia grossa de pão, queijo inglês, picles de cebolas e algum tipo de chutney (conserva com temperos indianos).
Pode ser acrescido de presunto ou outros frios, patê, salada, fatias de maçã ou outra fruta da época.

O café da manhã tradicional britânico é também um clássico da gastronomia britânica.
É uma refeição pesada e consiste de bacon, linguiça, ovo frito, feijão assado em molho de tomate, tomates fritos ou grelhados, torrada, cogumelos salteados e chouriço.
Atualmente, o chamado Fry-Up é degustado pelos britânicos especialmente nos finais de semana.
Você encontra o café da manhã tradicional inglês em muitos pubs e cafés em Londres. Em alguns lugares, é servido durante todo o dia, podendo mesmo substituir o almoço.
Falamos tudo sobre o café da manhã tradicional britânico neste artigo.

Embora a gente aprenda na escola que sobremesa em inglês é “dessert”, na Inglaterra você vai ouvir muito o nome “pudding” sendo usado para designar o docinho servido depois da refeição.
E não precisa ser pudim para ser chamado “pudding”: muitos outros tipos de doces entram nesta categoria.
Entre os puddings favoritos dos britânicos, separamos alguns que dão muita água na boca. Veja a seguir as sobremesas típicas da culinária britânica.
A English Trifle é uma sobremesa que tem estado na mesa britânica há mais de 300 anos. É deliciosa e fácil de fazer.
As receitas variam, mas basicamente é um pavê: uma camada de bolo, uma camada de creme inglês, uma camada de fruta (especialmente morango, framboesa, mirtilo, ou outros “berries”), uma camada de creme chantili. Algumas receitas incluem gelatina ou geleia de frutas.
Dá para resistir?
Clique aqui para ver nossa receita testada de Trifle de morango com passo a passo.

Eton Mess é outra delícia da culinária inglesa. É também muito fácil de fazer e tem a cara de um verão na Inglaterra, quando os morangos estão deliciosos.
Dizem que a sobremesa nasceu no prestigiado colégio interno Eton, onde estudaram os príncipes William e Harry, entre outras celebridades.
Trata-se de uma mistura bagunçada (daí a palavra “mess”) de morangos bem maduros, com suspiros e creme chantili.
Nem precisa dizer que o resultado é uma delícia!

Uma sobremesa tradicional, está na mesa britânica desde o século XVII (ou até antes segundo alguns).
No início, era uma forma de as pessoas menos abastadas aproveitarem o pão velho de cada dia. O prato é feito em camadas, usando pão velho passado na manteiga e uvas passas.
O pão é então coberto com uma massa feita com ovos e leite e levado ao forno.
A sobremesa pode ser incrementada com temperos como canela, baunilha, ou qualquer outro, pois tem um gosto bem neutro.
O Bread and Butter Pudding é servido quente e acompanhado de creme inglês.

Esta torta não é um clássico da gastronomia britânica, já que data dos anos 1970, mas é uma sobremesa adorada em toda a Inglaterra.
A base é feita com biscoitos tipo Maizena triturados e unidos por manteiga, e o recheio é feito com doce de leite ou caramelo, banana e creme batido. Raspas de chocolate completam a gostosura.
Veja aqui a receita com passo a passo

O Sticky Toffee Pudding é uma sobremesa bem tradicional, mas ninguém sabe ao certo sua origem.
Ela é feita com um bolo tipo pão de ló e leva também tâmaras. É servida com calda de caramelo (toffee) salgado bem grudento (sticky) e uma bolota de sorvete de baunilha, ou creme inglês.
Dizem que é a sobremesa favorita da Kate Middleton, duquesa de Cambridge.

Um bolo muito tradicional da culinária britânica é o Victoria Sponge Cake, também chamado de Victoria Sandwich Cake.
É um bolo bem fofo de dois andares recheado com geleia framboesa (ou morango) e creme de baunilha. O bolo normalmente é cortado e servido em fatias, ou pequenos “sanduíches”.
O Victoria Sponge Cake é uma das delícias servidas em um tradicional Chá da Tarde inglês.
O nome é em homenagem à Rainha Victoria, que dizem ter sido uma apreciadora do chá da tarde com seus acompanhamentos.
Veja aqui nossa receita de um tradicional Victoria Sandwich Cake

A última delícia da culinária inglesa que vamos listar é também um bolinho, que parece um brioche.
Ele sempre é servido no tradicional chá da tarde para ser degustado depois dos sanduíches salgados e antes dos doces.
São servidos quentes e são acompanhados de manteiga, geleia e “clotted cream”, uma espécie de creme de leite batido bem grosso.
A receita básica pode também ser acrescida de queijo, passas ou alguma fruta. Os scones podem também ser salgados. Veja aqui nossa receita.

E esta foi nossa lista de 20 comidas típicas da Inglaterra para você experimentar na sua viagem a Londres.
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Queremos também saber quais são as suas comidas típicas da Inglaterra favoritas. Deixe um comentário!
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]]>5 motivos para amar Londres no outono (setembro, outubro e novembro)
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]]>Setembro marca o finzinho do verão, a volta das crianças às aulas e dos pais ao trabalho duro, e o adeus à maioria das atividades outdoors.
Mas como tudo nesta vida tem suas compensações, é no outono que recomeçam as temporadas de balé e ópera, as grandes exposições temporárias nos museus da cidade, e estreias de filmes e séries de televisão.
E a cidade fica linda!
O outono no hemisfério norte começa no final de setembro e termina na vésperas do Natal, quando chega o temido inverno.
Setembro é o período de transição, pois os dias ainda são longos e a temperatura ainda está bem agradável.
Vai entrando outubro e o ventinho frio começa a aparecer. No final do mês, os relógios voltam uma hora e com isso os dias ficam mais curtos.
Em novembro já se sente o clima das festas no ar, pois a espetacular iluminação de Natal nas ruas de comércio começa a ser acesa e os rinques de patinação e mercados natalinos voltam a funcionar.
Entre as razões para amar Londres nessa época (são várias!), destacamos algumas neste post. Se você está planejando uma visita a Londres nos meses de outubro, novembro ou dezembro, este artigo é para você.
Com o final do verão, Londres fica bem mais tranquila. A grande maioria dos milhões de turistas, que lotavam as atrações – e toda a cidade – em julho e agosto, já se foi.
Assim, as filas para atrações ficam menores, há mais promoções e é bem mais fácil tirar aquela foto junto à cabine de telefone de Westminster, ou com a Tower Bridge ao fundo!

As cores do outono pintam a cidade nos mais diversos tons de laranja, amarelo, vermelho.
Os parques: Hyde Park, St James’s Park, Regent’s Park, Hampstead Heath, Kensington Gardens, ou qualquer outro, que já são lindos em qualquer época do ano, no outono ficam deslumbrantes.
É um cenário único e que sem dúvida vale a viagem!
Leia também: lugares lindos no outono em Londres

Em outubro, come-se e bebe-se muito bem na cidade.
Durante todo mês você pode aproveitar as promoções da London Restaurant Festival, quando diversos restaurantes da cidade – de uma gama imensa de culinárias, estilos e preços – oferecem menus a preços fixos.
É uma ótima oportunidade para provar a culinária daquele restaurante especial! Veja aqui mais informações e faça sua reserva!
Leia também sobre as Delícias do Outono – pratos típicos da época
Você terá oportunidade de ver exposições temporárias memoráveis, que são verdadeiros “blockbusters“.

Em novembro, você terá a oportunidade de celebrar com os locais três datas históricas:
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Além disso, à medida que o outono avança, o clima natalino vem chegando devagarinho, trazendo os mercados e festivais típicos, a iluminação especial maravilhosa e a decoração das vitrines das lojas que nos convida a gastar.
A vantagem é que o frio não é tão intenso e não vemos a multidão que se aglomera nos centros de comércio da cidade nas vésperas do Natal.

Temperatura máxima média: 19,9° C, recorde 30° C
Temperatura mínima média: 11,4° C, recorde 3° C
Precipitação: 49,1 mm (para efeito de comparação, em setembro chove em média 88 mm em São Paulo; 55 mm em Brasília e 54 mm no Rio de Janeiro)
Temperatura máxima média: 15,6° C, recorde 28,8° C
Temperatura mínima média: 8,4° C, recorde -4° C
Precipitação: 68,5 mm (para efeito de comparação, em outubro chove em média 126 mm em São Paulo e 163 mm em Brasília)
Temperatura máxima média: 11,2° C, recorde 19° C
Temperatura mínima média: 4,9° C, recorde -5° C
Precipitação: 59 mm (para efeito de comparação, em novembro chove em média 98 mm no Rio de Janeiro, 137 mm em São Paulo e 231 mm em Brasília)
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]]>Como fazer e onde comer o melhor fish and chips de Londres
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]]>O peixe branco, normalmente cod (bacalhau), plaice (espécie de linguado) ou haddock (hadoque), é empanado em uma massa leve feita com farinha e cerveja (e/ou água gasosa), e frito em gordura quentíssima.
Acompanha batatas fritas (as famosas chips) cortadas bem grossas e fritas duas vezes e mushy peas, um purê de ervilhas.
Para temperar, sal e vinagre. E molho tártaro à parte.

Tradicionalmente o fish and chips é vendido nas “chippies”, lojas especializadas na venda do prato para viagem.
Até os anos 70-80, a porção era embrulhada em papel absorvente com uma camada de jornal por fora, mas esta prática foi proibida – por questões óbvias – e o fish and chips para viagem atualmente é embrulhado em papel limpinho.
Em algumas “chippies”, para lembrar os velhos tempos, o papel é impresso imitando um jornal. Atualmente também é servido em cones de papelão.
Ainda existem algumas “chippies” em Londres e cada londrino, se perguntado, vai indicar uma favorita. O prato é também servido em pubs e restaurantes, mas não tem o mesmo sabor (nem a mesma graça!).
Fiz uma listinha de lugares onde você pode degustar um autêntico e gostoso fish and chips em locais próximos às áreas turísticas da cidade.
Assim você não terá desculpas para sair de Londres sem ter comido o prato mais típico do Reino Unido. Clicando no link, você verá detalhes do local, incluindo a localização no mapa.
Veja aqui outros pratos típicos da Inglaterra
No mundo: 5 comidas para provar em Portugal

73 Marylebone Lane, W1U 2PN – Marylebone
Estação de metrô mais próxima: Bond Street
47 Endell Street – WC2H 9AJ – Covent Garden
Estação de metrô mais próxima: Covent Garden
7-8 Leigh Street – WC1H 9EW – Bloomsbury
Estação de metrô mais próxima: Russel Square
Poppies Fish and Chips – três endereços:
Spitalfields: 6-8 Hanbury Street, E1 6QR (estação mais próxima: Liverpool St Station) – há também uma barraca no mercado de Spitalfields
Soho: 55 Old Compton St, W1D 6HW (estação mais próxima: Piccadilly Circus ou Leicester Square)
Camden: 30 Hawley Crescent, NW1 8NP (Stables Market) (estação mais próxima: Camden Town)

Participamos do Programa de Associados da Amazon, um serviço de intermediação entre a Amazon e os clientes, que remunera a inclusão de links para o site da Amazon e os sites afiliados.
Veja o vídeo do Chef Gordon Ramsay fazendo o fish and chips com seu toque pessoal:

Gordon Ramsay sugere substituir um pouco da farinha de trigo (100 gramas) por farinha de arroz. Eu nunca experimentei, mas acho que a massa fica mais leve.
Ele também usa uma mistura de cerveja e água gasosa (meio a meio) e não somente cerveja.
Para quem não pode tomar cerveja, o líquido pode ser somente água gasosa.
Algumas receitas acrescentam 1 colherinha de açúcar ou mel. A massa fica com uma cor mais bonita.
Você pode também temperar a massa com pimenta caiena, páprica ou outro tempero que gostar.
A massa é feita normalmente com cerveja Ale ou Stout. Para variar, outro tipos de cerveja também podem ser usadas, como a Ginger Beer, que na verdade nem é cerveja mas que vai dar um gostinho de gengibre ao prato.

Cada britânico tem sua própria forma de comer o Fish and Chips, mas em geral não pode faltar:
Quer experimentar o prato mas é vegano? Não tem problema!
Você encontra o prato feito à base de tofu, normalmente chamado de “tofish”.
Sutton and Sons, uma pequena rede de lojas especializadas em Fish ‘n’ Chips com lojas em Islington, Hackney e Stoke Newington, desenvolveu um “peixe” vegano que tem feito muito sucesso.
O “peixe” é feito de flor de banana marinada em alga marinha que depois é empanada e frita.
Veja aqui o menu completo vegano da chippie que pode ser degustado na loja ou pedido para entrega.
Lá você encontra também o tofish, além de bolinho de “peixe”, coquetel de “camarão”, hambúrguer e outras opções veganas.
A Grã-Bretanha é uma ilha e em qualquer lugar que você esteja, estará perto do mar. Assim, o costume de comer peixe remonta à pré-história.
As batatas são uma adição mais recente à culinária britânica, já que foram trazidas das Américas no século XVI.
O peixe frito, ao que tudo indica, é herança dos judeus sefarditas (portugueses), que imigraram para a Inglaterra nos anos 1700. Eles comiam Pescado Frito no dia anterior ao Shabbat.
Há (pelo menos) duas teorias para as origens do peixe com batata frita inglês como conhecemos hoje.
Alguns afirmam que o prato era vendido por um homem chamado John Lees no mercado de Mossely, em Lancashire no norte da Inglaterra desde 1863.
Outros acreditam que o Fish and Chips é uma invenção do russo Joseph Malin que imigrou para Londres e abriu uma Chippy por volta de 1860 no East End londrino.
Ele adaptou a receita dos sefarditas e uniu o peixe frito com as batatas fritas, uma comida popular e barata na época.
De qualquer jeito, a receita foi um sucesso especialmente entre a classe trabalhadora e se espalhou pelo país.
A partir de 1870, muitas lojas de fish and chips funcionavam especialmente em Londres e nas áreas industriais do país. Para os trabalhadores, era uma refeição quente e nutritiva que era fácil de conseguir a um preço acessível.
Durante a I e II Guerras Mundiais, o fish and chips foi das poucas comidas que não sofreram racionamento, justamente pela importância que tinha para a classe trabalhadora.
Atualmente, cerca de 10.500 chippies funcionam no país. Em comparação, há 1200 lojas do McDonalds e 840 lojas do Kentucky Fried Chicken no Reino Unido.
A grande maioria são negócios independentes, muitos já administrados pela segunda ou terceira geração. O setor gera cerca de 1,2 bilhões de libras por ano.
As lojas de fish and chips consomem cerca de 10% da produção de batatas da Inglaterra e 30% de todo o peixe branco vendido no Reino Unido.
Fonte das informações: National Federation of Fish Friers
20 comidas típicas da Inglaterra





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]]>Boa notícia para quem, como nós, gostamos de compartilhar com a família e amigos os queijos e outras comidas britânicas tradicionais que adoramos, mas que até então eram proibidos de entrar conosco no país.
E quais são estes produtos, você me perguntará, já que a Inglaterra não tem fama de produzir alimentos de qualidade?
Na nossa lista não há nada gourmet, somente produtos que um inglês sente falta quando está fora do país, como nós brasileiros sentimos falta de guaraná, chocolate bis ou sonho de valsa, paçoca, farofa, e coisas do gênero.
Alguns já eram permitidos, por serem de origem vegetal, e outros foram liberados com a nova medida.
A nossa cesta básica inclui as comidas britânicas tradicionais que mais gostamos, entre elas:
[Comidas tradicionais britânicas]
Sal marinho (sea salt) em flocos, leve e sem aditivos que dá um sabor muito especial aos alimentos.
Originário das salinas de Essex, no sul da Inglaterra, o sal é produzido com técnicas artesanais há mais de 130 anos. Há uma versão “smoked” (defumado) que é ótimo para carnes e peixes.
Este vinagre (malt vinegar) é produzido a partir de malte de cevada. É tradicionalmente o vinagre que acompanha o “fish and chips” (prato tradicional de peixe empanado com batata frita), mas é bom também para temperar saladas e outros pratos.
Gostamos de comprar a mostarda em pó, que vem em latinhas de metal lindinhas em três tamanhos: 57g, 113g ou 454g.
Essa versão da Colman’s Mustard é super pura, seu único ingrediente é a farinha de mostarda. Já as versões pré-misturadas contêm outros ingredientes, mas são bem práticas para colocar em sanduíches, ou fazer um molho rápido.
Mistura de temperos indianos para fazer os deliciosos ensopados (os chamados “curries”), há uma versão mais apimentada (hot) e uma mais suave (medium). Na dúvida, compre os dois.
Biscoito tradicional de farinha de trigo, coberto com chocolate, que é considerado um ícone da comida britânica, já que um dos biscoitos mais consumidos no Reino Unido.
Dizem que são consumidos 52 digestives por segundo! O nosso preferido é o de Dark Chocolate (chocolate amargo).
Este filminho conta a história do biscoito:
Apesar do nome “marmalade“, a geleia não tem nada a ver com marmelo.
Ela é feita com laranjas Sevilha, uma laranja azedinha perfeita para combinar com o doce da geleia. Gostamos da versão “fine cut”, com os pedaços finos de laranja.
É uma pasta de extrato de carne que pode ser misturada com água quente e ser tomada como um consomè, ou ser usada para preparar caldos e molhos.
Mas a parte inglesa da nossa família usa assim: pinga gotas de Bovril na torrada, já devidamente coberta com margarina, e come no café da manhã. Segundo ele, aprendeu com os avós. Eu nunca me animei a experimentar!
O genuíno e original Molho Inglês produzido há 175 anos. Atualmente a marca é parte da Heinz, mas o molho continua sendo produzido em Worcester com a mesma receita secreta.
Já falamos aqui dos queijos especiais e maravilhosos produzidos na Inglaterra. Infelizmente, continua sendo proibido entrar no Brasil com queijos artesanais, que não estejam devidamente embalados e rotulados.
Mas em bons supermercados de Londres, você encontra diversas opções de queijos Cheddar de qualidade, prontos para entrar na mala.
Procure especialmente pelos mais maduros (mature cheddar), que têm um gosto mais acentuado.
Leia também nosso artigo sobre comida típica da Inglaterra: 20 pratos típicos para degustar

Segundo a instrução normativa, os produtos que estão autorizados a entrar no Brasil se dividem nos seguintes grupos:
– produtos cárneos industrializados destinados ao consumo humano (esterilizados comercialmente, cozidos, extratos ou concentrados de carne, etc);
– produtos lácteos industrializados (doce de leite, leite em pó, manteiga, creme de leite, queijo com maturação longa, requeijão, etc);
– produtos derivados do ovo (ovo em pó, ovo líquido pasteurizado, clara desidratada, etc);
– pescados (salgado inteiro ou eviscerado dessecado, defumado eviscerado, esterilizado comercialmente);
– produtos de confeitaria que contenham ovos, lácteos ou carne na sua composição;
– produtos de origem animal para ornamentação.
Para entrar no território nacional os produtos devem estar acondicionados em sua embalagem original de fabricação, com rotulagem que possibilite a sua identificação.
E para quem está fazendo a viagem inversa, leia aqui quais produtos de origem vegetal e animal podem entrar no Reino Unido:
Posso entrar com alimentos e bebidas no Reino Unido?
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]]>O Rafael Maciel, guia do passeio Pub Crawl, nos dá todas as dicas sobre a cerveja inglesa para você saber como escolher entre tantas opções. Com a palavra, o Rafa:

Eu sempre recomendo estar aberto à experimentação, pra saber qual cerveja vai agradar mais o teu paladar. Eu, por exemplo, gosto muito de stouts e red ales, e não gosto de cerveja de trigo.
Um amigo meu é o oposto e prefere as de trigo. Ou seja, é importante estar disposto a errar até achar o estilo favorito. Separei as explicações sobre alguns dos principais tipos de cervejas consumidos em pubs pra te ajudar na escolha.
Leia também nosso artigo sobre os Pubs de Londres – como agir como um local
O tipo de cerveja mais conhecido pelos brasileiros e mais consumido no mundo. Isso porque a cerveja que temos no Brasil, a pilsen (Skol, Kaiser, Bhrama…) é um tipo de lager.
Ela é uma cerveja de baixa fermentação, tem um sabor mais simplificado e ao contrário do que alguns pensam ela sempre é servida gelada e com gás.
Exemplos: Carlsberg (inglesa), Fosters (australiana) e Kronenbourg 1664 (francesa).

Existem vários sub-tipos dentro da ale, este que é um dos estilos de cerveja mais adorados pelos ingleses. Algumas ales são vendidas em temperatura ambiente (e não quente, veja bem), mas não tem nada de errado com isso. A fermentação dela ocorre de outra forma, pra que ela seja consumida nesta temperatura.
Um dos sub-tipos é a pale ale. Ela possui uma textura um pouco mais áspera, tem aroma e sabor mais frutado devido à presença de mais lúpulo na sua fabricação.
De modo geral o malte é o sabor que mais impera neste estilo. E ainda existem outras variações, dependendo do malte usado, como a red ale, que é uma ale bem avermelhada e com sabor ainda mais maltado.

Reza a lenda que os ingleses estavam levando sua cerveja pra Índia, quando aquele país fazia parte do poderoso império britânico, só que ela chegava lá quase expirada e com muito do sabor do lúpulo perdido durante o transporte.
Alguém teve então a brilhante ideia de adicionar mais lúpulo nesta cerveja, já que ele ia se perdendo na viagem, pra estar no mesmo nível das pale ales vendidas na Inglaterra.
Além disso o lúpulo é um conservante natural, então iria conservar a cerveja em dia por mais tempo. Antes de despachar estes barris alguém teve a iniciativa de experimentar uma pint desta cerveja extremamente lupulada. Uma delícia.
Nascia aí a Indian Pale Ale, a IPA (pronuncia-se “ai-pi-ei” e não ipa como no Brasil”. As IPAs são mais marcantes pela presença do lúpulo, ou melhor, dos tipos de lúpulo que são utilizados pra fabricação dela. O aroma é mais forte e o sabor mais amargo justamente pela presença maior desta planta.
Outros estilos comuns de cervejas ale são bitter e amber .
Exemplos: London Pride (ale), Meantime Pale Ale, Camden Pale Ale, Greene King IPA, Brewdog Punk IPA, Brewdog Five AM (Red Ale), Samuel Smith’s Old Brewery Bitter.

Favorita dos irlandeses e também apreciada por quem gosta de café. O motivo é simples: o grão do malte utilizado pra fabricação da stout é torrado, assim como é o grão do café. Este torrado engana o cérebro e nos faz parecer que tem café na sua composição.
Por este mesmo motivo a espuma tem uma coloração mais escura, além de ser mais cremosa. A stout é mais densa e tem um sabor realmente marcante. Dependendo da marca, o amargor é maior ou menor, dependendo da quantidade e tipo de lúpulo adicionado.
Exemplos: Guinness, Murphy’s e Samuel Smith’s Extra Stout (a Imperial Stout da Samuel Smith’s é uma das minhas favoritas).
Leia aqui como visitar a fábrica da Guinness em Dublin, pelo blog Across the Universe

Não conheço muito e não sei muito sobre o estilo, justamente por não ser tão normal assim ver as pessoas bebendo este tipo de cerveja. Ao menos não tão normal quanto as anteriores. A cerveja de trigo (wheat beer) possui um sabor bem diferente das demais citadas, é mais densa e com sabor não tão amargo quanto as ales, por exemplo. Algumas delas tem algumas notas de frutas cítricas e chegam até a ser servidas com uma fatia de laranja no copo.
Exemplos: Hoegaarden, Blue Moon, Samuel Smith’s Wheat Beer.
Os tipos citados acima são apenas alguns estilos, e apenas os servidos nas pints (os copos de 568ml), mas há diversas cervejas engarrafadas, como porter, brown ale, black IPA, etc.
Leia também sobre 20 pratos típicos da culinária inglesa
A cerveja é feita de quatro ingredientes: cevada, água, lúpulo e levedura (fermento).
A cevada é germinada e torrada e vira malte. É o malte que dá identidade e cor à cerveja. Depois disso adiciona-se água e vira o mosto, a base da cerveja. O lúpulo, adicionado em seguida, é uma planta que confere à bebida o amargor e muitas vezes as notais frutais ou florais.
Em poucos casos uma cerveja realmente leva fruta na composição, todos os aromas frutais são criados pelo lúpulo, dependendo da origem e quantidade.

Depois disso são adicionadas as leveduras que vão transformar os açúcares em álcool, o famoso processo de fermentação. Este processo finalizado, a cerveja pode ser filtrada e envasada; ou então não ser filtrada e ocorrer a chamada segunda fermentação, quando as leveduras terminam o seu trabalho já dentro do barril que o pub usa pra servir a tua pint.

Observando. Se a cerveja for tirada pelo processo manual, quando o bartender bomba a cerveja puxando uma espécie de alavanca, ela virá em temperatura ambiente e sem gás artificial (apenas o natural).
Se ela for tirada ligando uma espécie de torneira e esperando o copo encher, ela virá gelada (se o sistema de resfriamento estiver funcionando, claro) e com gás artificial.
Geralmente as cervejas on tap (servidas em pint) variam de 4% a 5.5% de álcool.

Em geral, a cerveja é servida a partir de barris em copos com uma determinada quantidade de líquido: o chamado PINT [pronúncia “paint”] tem 568 ml e o HALF PINT (meio pint), 284 ml. Mas por que esta quantidade, você pode estar se perguntando.
Acontece que pint é uma medida de volume do sistema imperial de medidas adotado na Inglaterra. Apesar de o sistema métrico ter sido introduzido no país na metade do século passado, o antigo e tradicional sistema é ainda muito usado. Assim, os quilos convivem com as libras (pounds), os metros convivem com as jardas (yards), e os litros com os pints e gallons. Um pint equivale a 1/8 de um galão imperial – assim ficou fácil, né?
Nos pubs do centro de Londres, espere pagar entre £4 e £5 libras por um pint de cerveja (568 ml) e entre £2 e £3 por meio pint (284 ml).
O nosso passeio que harmoniza pubs com muita história, o Pub Crawl histórico, é um sucesso desde 2014. Muita gente já participou e aprovou (prova disso são as mais de 300 avaliações no TripAdvisor), e muita gente ainda vai fazer.
O assunto principal do passeio, caso você não saiba, é história. Desde o Grande Incêndio de Londres até a Segunda Guerra Mundial, muitas descobertas são feitas pelo percurso. A outra metade do tempo é tomada por boas cervejas, afinal para-se em quatro pubs durante a caminhada e as opções de cervejas são tantas que o brasileiro enche os olhos já na primeira parada. Como ficamos cerca de meia hora em cada um dos quatro pubs, tem-se tempo suficiente pra tomar uma pint de cerveja (os copos de 568ml) e degustar a famosa cerveja inglesa. E o Rafa dá todas as dicas para você.
Saiba mais sobre o Pub Crawl clicando aqui.
De jeito nenhum! Além de cerveja na pressão e engarrafada você também encontra sidra, vinhos, destilados e, claro, bebidas não alcoólicas (experimente Appletiser e ginger beer – que apesar do nome não tem álcool).
Para saber mais sobre o passeio pelos pubs históricos de Londres guiado em português pelo Rafael Maciel, clique aqui.
Texto: Rafael Maciel
Fotos do Pub Crawl: Carla Costelini
Leia também:
Miniguia para se dar bem no pub
Dublin Castle: um pub para ouvir
Pub The Churcill Arms – um pub extravagante
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A London Pride e a ESB são ales bem tradicionais enquanto a Frontier é lager. Eles têm muito orgulho da Honey Dew que é uma Golden Ale (pelo menos eles a consideram assim…) e possui realmente mel (honey) e mais: do Brasil! Eles tem várias outras cervejas incluindo stout, bitter e até sidra (cider).
Fiz a reserva direto no site da Fuller’s e cheguei lá 15 minutos antes do início do tour. No horário que eu escolhi tinha eu e mais uma pessoa, apenas.

O guia nos contou a história da cervejaria (que na verdade é chamada de Griffin), que eles estão numa área muito cara da cidade, e depois conhecemos um mini museu que eles possuem. Neste é possível ver embalagens antigas e até acessórios que eram utilizados antes da chegada da tecnologia.
Por falar nisso, a cervejaria emprega quase 200 funcionários, mas a gente viu cerca de 10 deles (no máximo)! E isso que a estrutura deles não é tão gigantesca!

No início do passeio pela própria fábrica tu pode experimentar três diferentes tipos de malte e isso te faz entender melhor sobre como tua cerveja é fabricada.
Também é possível ver o lúpulo que é utilizado por eles – e que a pesagem ainda é feita com balanças antigas! Demais!
Dali tu vê os tanques de fermentação e maturação e por fim o envasamento do precioso líquido. O bacana é que eles tem uma parceria com outras cervejarias (leia-se concorrentes) pra fazer a entrega dos barris de cerveja destas outras aos pubs.
Isso porque como são cervejarias menores, eles preferem pagar uma outra maior, que de qualquer forma tem que passar em muitos e muitos pubs, pra fazer este trabalho por eles. Concorrência da paz!

No fim do passeio a degustação é completamente livre. Só apontar a cerveja que tu quer e o bartender te serve um gole dela.
Depois de experimentar várias (ou todas) pode voltar e pedir meia pint da que tu mais gostou. E mais meia de outra. E mais meia de outra. Bom, já viu onde vai parar né?
Uma coisa que achei muito bacana na visita foi que, diferente da Guinness Storehouse em Dublin, na Fuller’s tu visita a fábrica mesmo. Ali onde tudo acontece, onde a cerveja nasce e de onde ela é despachada pro mundo todo.
Afinal esta é a única fábrica da Fuller’s, então tu pode beber ela no Brasil e ter certeza de que ela saiu deste pedacinho de chão numa área linda de Londres.

Publicado originalmente em outubro de 2015
Tours na Fuller’s: segunda a sexta às 11h, 12h, 13h, 14h e 15h
Preço do tour: £ 12 (ou £ 8 sem degustação) valores de 2015
Pra fazer o passeio deve ser maior de 16 anos e pra beber, maior de 18 anos
The Griffin Brewery
Chiswick Lane South
London W4 2QB
Estação mais próxima: Turnham Green (District e Piccadilly Lines) – 20 minutos a pé
Leia também:
Pub crawl – passeio em pequenos grupos em português por pubs históricos guiado pelo Rafael Maciel
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]]>Dicas para um orçamento real
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]]>Quanto vou gastar por dia em Londres? é uma pergunta que nos fazem com muita frequência.
Entendemos que para um planejamento financeiro de viagem, é sempre bom ter uma média de quanto se gasta por dia na cidade destino. Mas você deve estar se perguntando: por que então é tão difícil encontrar esta informação?
A resposta que normalmente damos é que pessoas diferentes viajam de forma diferente: uns não ligam para restaurantes, outros acham que sanduíche e fast food nem pensar; uns acham que é preciso conhecer todas as atrações da cidade (e pagar o ingresso), outros se contentam em tirar uma foto do lado de fora; uns adoram perambular pelas ruas sem guia, nem destino certo; outros preferem fazer city-tours e passeios organizados. E assim sucessivamente…
Mas mesmo cientes destes fatos, ainda queremos ter uma base: quanto vou gastar por dia em Londres em média?
Neste artigo, fazemos duas simulações de orçamento: um mais econômico e um mais folgado, especificando para cada um deles os gastos médios com alimentação, transporte, atrações e outros gastos.
Para adquirir libras e outras moedas estrangeiras de forma mais vantajosa, conheça o cartão da conta internacional Wise. É gratuito, seguro, oferece as melhore taxas de câmbio e iof de 1,1% somente. Clique aqui para conhecer.

Leia aqui sobre custo de vida em Londres para morar na cidade e informações sobre salários
Uma opção é ir direto à fonte: buscar na web menus de restaurantes para saber quanto será a conta, consultar os preços das atrações pagas, aprender tudo sobre como usar o transporte público de forma mais eficiente, saber exatamente o que quer comprar (e consultar os preços nas lojas online). Assim, é possível estabelecer um orçamento bem realista de acordo com as possibilidades.
Outra forma de estabelecer o orçamento é perguntando a quem já foi quanto gastou. Se você conhece a pessoa e sabe que os hábitos e gostos dela são parecidos com os seus, bingo! Se você não sabe se o estilo de viagem da pessoa é parecido com o seu, fica mais complicado comparar.
Sendo assim, para dar uma força no planejamento financeiro da sua viagem, quisemos ter uma ideia de quanto nossos leitores gastaram em sua viagem a Londres.
Para isso, fizemos uma pesquisa rápida na nossa página do Facebook. A pergunta que fizemos foi: Quanto você gastou em média por dia em Londres? Os resultados você vê no final deste artigo.
Vamos fazer duas simulações, uma mais econômica (mochilão) e uma mais folgada (mala de rodinha).
Supondo que você não terá acesso a uma cozinha e que terá de fazer todas as refeições fora, há diversas formas de economizar sem ter de apelar para a comida fast food de baixa qualidade.
Café da manhã – o ideal é que o café da manhã esteja incluso no preço do seu hotel ou albergue, mas se não estiver, procure pequenos cafés ou padarias perto do hotel onde você encontrará sanduíches, bolos, barras de cereais e outras opções e não gastará mais de £5,00 por um café da manhã razoável.
Se optar pelo café da manhã inglês – o English Breakfast – você comerá uma verdadeira refeição (com bacon, ovos, linguiça e até feijão!) por cerca de £8 – 10.
Almoço e jantar – na hora do almoço você pode optar por fazer uma refeição leve, que inclui sanduíches, wraps, saladas, sopas com algum acompanhamento.
Neste caso, a opção mais barata é ir a um supermercado que vende este tipo de refeição pronta, como os das redes Tesco, Sainsbury’s, ou M&S Foods.

Você encontrará sanduíches por cerca de £2 e descontos em vários tipos de “combo” (MEAL DEAL é como se chamam estes combos) que inclui, além do sanduíche, pacotes de batatas, refrigerante, frutas, etc. Se o tempo estiver bom, vá a um parque e faça um piquenique. Com cerca de £5 dá para comprar a refeição completa.
Para os que não se satisfazem com sanduíches e saladas, a opção mais barata é almoçar em algum mercado, ou nos food trucks que se encontram em determinados locais da cidade.
Em Camden, por exemplo, você pode ir a um dos mercados, que abrigam verdadeiras praças de alimentação com barracas vendendo comida de todas as partes do mundo (inclusive brasileira).
Por pouco mais que as £5 que você pagaria pelo lanche de sanduíche, poderá comer um prato de comida chinesa, noodles, curry, macarrão, ou experimentar a culinária exótica de outros países.
As diversas redes de restaurantes também oferecem promoções e vouchers que podem ser usados no almoço ou jantar.
Veja aqui mais detalhes de valores de alimentação e dicas para comer bem e barato em Londres
Apesar de muito grande, Londres é uma cidade praticamente plana, por isso caminhar entre um local e outro é bem tranquilo.
É claro que há distâncias longas que devem ser percorridas usando o transporte público, mas para fazer um passeio por Westminster e Trafalgar Square, por exemplo, dá para fazer a pé sem problemas.
Consulte o mapa e este artigo para saber as distâncias e calce seus sapatos mais confortáveis. Caminhar não custa nada e ainda é saudável!
Um passe de ônibus (“1-day-bus-and-tram-pass”) que permite viagens ilimitadas em ônibus e bondes (“trams”) durante um dia em todas as zonas de transporte de Londres custa £5,00.
Essa é a forma mais barata de transporte público em Londres. O passe deve ser comprado antes de você entrar no ônibus nas estações de metrô, centros de visitantes e em máquinas em alguns dos pontos.
Para quem gosta de pedalar, aproveitar o esquema de aluguel de bicicletas da cidade também fica bem barato, pois você pagará £2,00 para ter acesso às bikes e a primeira meia hora de uso é gratuita.
Como há estações espalhadas por todo o centro da cidade, é fácil ir trocando de bicicleta à medida que você se desloca. Mas cuidado, o trânsito da cidade pode ser cruel.
Note que aqui não está incluído o transporte do aeroporto ao hotel (e vice-versa), que deverá ser adicionado à soma das despesas diárias.

Londres oferece uma grande quantidade de atrações gratuitas e em tamanha quantidade que, certamente, você não conseguirá visitar todas nos poucos dias em que estiver na cidade.
Você não gastará nenhuma libra para visitar grandes museus (Museu Britânico, Museu de Londres, Museu de História Natural, Museu da Ciência, Museu Victoria & Albert), galerias de arte (Tate Britain, National Gallery, Tate Modern), parques (Hyde Park, Regent’s Park, Kensington Gardens), ou ver a famosa troca da guarda no Palácio de Buckingham.
Os ingressos para uma visita completa à Abadia de Westminster e Catedral de São Paulo são caros, mas você pode conhecer de graça pelo menos uma parte destas igrejas nos horários em que são celebradas missas, ou na Evensong, uma linda celebração cantada que acontece diariamente. Leia mais aqui.
Sua viagem não será menos maravilhosa se você conhecer alguns monumentos pagos (como a Torre de Londres e a Tower Bridge) somente do lado de fora.
Além disso, um dos programas mais espetaculares de Londres é passear pela margem sul do Tâmisa, próximo ao London Eye, admirando a vista do skyline e das pontes da cidade. Totalmente de graça.
De qualquer forma, se quiser incluir uma atração paga no seu orçamento, calcule em torno de £25 por atração. Veja o preço exato aqui. Para caber no orçamento mochilão, pense em uma atração paga a cada dois dias.

Para finalizar, é bom deixar uma folguinha para gastar com aquele extra que te fará feliz: um pint de cerveja (578 ml – entre £4 e £5), um ingresso em alguma casa noturna, um ímã de geladeira para sua coleção, ou um chocolate, refrigerante ou guloseima que não pode faltar no seu dia.
Para quem gosta de fazer três refeições completas
Se o café da manhã não estiver incluso na sua hospedagem, você gastará em torno de 8 a 10 libras em uma cafeteria ou lanchonete para tomar um café acompanhado de algo para comer.
Já para o almoço, você pode comer bem por cerca de 12 a 15 libras, veja nossas dicas para café da manhã e almoço em Londres aqui.
Se optar por um jantar completo em um restaurante médio, você gastará cerca de 25 libras, sem incluir bebida alcoólica.

Para usar o incrível sistema de transporte em Londres, que inclui além dos ônibus, o metrô, o DLR, o Overground, bondes e outros, você gastará em 2021 um teto máximo de £7,20 para circular na zona central da cidade (zonas 1 e 2 de transporte).
Para isso precisará de um cartão para pagamento dos transportes chamado Oyster. Veja aqui sobre o transporte em Londres.
Facilite seu planejamento da sua viagem com o Guia Londres - Roteiros e Dicas. São 5 roteiros com mapas interativos e todas as informações. Tudo o que você precisa para planejar sua viagem a Londres! Brinde exclusivo: Planner de Viagem para Londres - informações, planilhas e checklists para um planejamento perfeito de viagem. Clique aqui para conhecer!
Se além de aproveitar tudo o que a https://prf.hn/click/camref:1101lpg5Mcidade tem de gratuito, você quiser ir a uma atração paga, como a London Eye (roda gigante panorâmica), o museu de cera Madame Tussaud, a Torre de Londres, a Abadia de Westminster e vários outros, você gastará cerca de 20 a 30 libras por atração.
Há no entanto, várias formas de economizar na compra de ingressos, como adquirindo os ingressos online com antecedência, comprando passes para diversas atrações, ou ingressos combo para duas ou mais atrações. Veja neste artigo os valores dos ingressos e nossas super dicas para gastar menos com ingressos.
Água, lanchinhos, uma cerveja, alguma lembrancinha, não deixe de colocar no seu orçamento uma margenzinha para gastos extras que sempre acontecem.
Na pesquisa que fizemos no Facebook, recebemos em torno de 50 respostas. Como era de se esperar, as respostas variaram bastante. Selecionamos algumas, começando pelos leitores mais econômicos que gastaram entre 10 e 40 libras por dia:






Muita gente afirmou que gastou em média 50 libras por dia:






Já outros gastaram em média 80 libras por dia, alguns incluindo hospedagem e outros não:
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Passeios em português – conheça o melhor de Londres em passeios temáticos guiados por brasileiros
Passe para atrações Go City – use o código AFFGOALL para 5% de desconto neste passe flexível e econômico
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Cartão Wise – abra conta no Wise e aproveite as vantagens de uma conta global







Houve também leitores que gastaram cerca de 100 libras ou mais, mas neste valor estão incluídas compras e/ou bons restaurantes:





Se você quer ter uma boa noção dos preços vigentes, leia estes posts:
Alimentação em Londes: quanto custa?
Preços dos transportes em 2022
Preços das atrações em Londres
Formas de economizar:
O que fazer de graça em Londres
E você, quanto gastou por dia em Londres? Participe também da pesquisa, deixando um comentário!
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]]>Duas delícias para você experimentar na época do Natal
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]]>Para os amantes da boa comida, uma ida ao Borough Market é um grande programa, que além de gastronômico é também cultural. Não desanime se o mercado estiver muito cheio.
Vale a pena dar uma voltinha para conhecer o que vai à mesa dos ingleses nesta época em termos de carnes, verduras, queijos e muito mais.
Duas delícias natalinas para você experimentar:
São umas tortinhas que, apesar no nome (tortas de carne moída), são doces e não levam qualquer espécie de carne. Receita clássica da época, as Mince Pies são recheadas com uma mistura de frutas, castanhas, especiarias e brandy.
A receita é muito antiga, e dizem que até a época vitoriana o recheio realmente levava carne moída, juntamente com as frutas e temperos.
Até hoje em dia, as mais tradicionais Mince Pies ainda são feitas com uma espécie de banha, mas ela vem sendo substituída cada vez mais por alternativas mais saudáveis.
Segundo a tradição, é a comida preferida de Papai Noel e por isso, para agradar ao bom velhinho, na noite de Natal é bom deixar algumas próximas à lareira juntamente com uma taça de licor!
Veja aqui uma receita bem tradicional.
No Brasil, temos na época de festa junina o Quentão, uma bebida para aquecer. A ideia do Mulled Wine é a mesma, só que a receita britânica leva vinho.
Cada um tem sua receita, mas em geral o vinho tinto é fervido junto com alguns temperos: cravo, canela, noz-moscada, louro, aniz estrelado, e também suco de uma fruta cítrica e açúcar.
Mas é bom ter cuidado: o vinho é docinho, desce bem e quando você vê já está com calor e meio tonto!

Quer fazer seu mulled wine? Veja a receita a seguir

Já viu nossa página especial sobre o Natal em Londres? Temos muitas dicas para você!
Leia também:
Tradições de Natal na Inglaterra
Londres em dezembro – clima, principais eventos, o que usar e muitas dicas para quem estará em Londres neste mês
Outras receitas inglesas para você se deliciar:




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]]>O que vai na mesa dos ingleses nesta época (experimente!)
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]]>Durante minha infância e adolescência, a alimentação na minha casa era mais ou menos a mesma durante todo o ano.
Para não dizer que nada mudava, me lembro que adorava o mês de junho por causa do pinhão e do milho verde que de repente apareciam na mesa, mas para mim eram comidas de festa junina, não necessariamente relacionadas ao outono.
Gostava também das mangas ubá que até hoje têm para mim gosto de férias de verão passadas no interior de Minas.
Atualmente, por influência dos ingleses, até aprendi a achar graça, mas na época ninguém estranhava o fato de o forno ficar ligado durante horas no dia de Natal, mesmo com os termômetros marcando 40 graus no Rio de Janeiro, onde passávamos o final de ano.
Impensável era um almoço de Natal sem a leitoa à pururuca, especialidade da casa da avó, ou o tradicional peru!
Sendo assim, para mim foi muito interessante conhecer os hábitos alimentares de um país que têm as estações bem mais definidas que as do sudeste brasileiro e aprender sobre a culinária sazonal.
O princípio é básico e faz todo sentido: consomem-se frutas e verduras da época e usam-se métodos de cozimento mais condizentes com a temperatura exterior.
No verão, saladas, pratos frios, churrascos, nada de forno, ou que leve horas para cozinhar. Quando o tempo esfria, assados e ensopados e o fogão funcionando a todo vapor.
Leia também: 5 razões para amar Londres no outono
Na Inglaterra, o final do verão e início do outono (agosto a outubro) é a época de celebrar a colheita. Nos centros comunitários, há festas (chamadas Harvest Suppers) em que os locais se encontram para comer, beber e se divertir, e nas igrejas e escolas há Festivais da Colheita.
As igrejas recebem diversos tipos de alimentos: maçãs, peras, abobrinhas, vagens, pão, etc. que são dispostos em lindos arranjos.
Após a celebração, a comida é distribuída, com a ajuda das crianças, para os idosos e doentes.
Há uma abundância de maçãs e peras de todos os tipos. Em Worcertershire, onde meus sogros moram, acontecem festivais de maçãs, em que é possível experimentar diversas espécies desta fruta ao natural e em forma de conserva, geleia, chutney, etc.
Aliás, as cozinhas nesta época se transformam em pequenas fábricas de geleias, picles e chutneys para dar conta de tanto produto maduro!
O chutney, para quem não conhece, é uma espécie de conserva bem britânica, feito a base de uma fruta ou legume, entre eles maçã, tomate que não amadureceu, vagem (runner-bean), ameixa, mirtilo, etc., e temperos e especiarias indianas. Ele acompanha carnes, ou pão com queijo e é uma delícia.
As ameixas também estão no auge nesta época. Entre elas, uma espécie de ameixa roxa selvagem, menorzinha que a que vemos no Brasil, está por toda parte nesta época: as damsons.
Elas são usadas para produzir geleia e também uma bebida que é feita agora para ser tomada na época do Natal: damson gin, um gim misturado com açúcar e com as ameixinhas que ficará macerando por cerca de 3 meses.
Quanto aos legumes, é tempo de comer runner beans, um tipo de vagem, abóboras, e uma abobrinha gordinha conhecida como marrows.
Essas abobrinhas em geral são recheadas com carne moída e miolo de pão, cobertas com queijo e assadas no forno. Um prato bem caseiro, mas nem por isso menos apetitoso.
Os vegetarianos que me perdoem, mas para quem gosta de experimentar comidas mais exóticas, durante todo o outono e inverno há muitas opções de carne de caça: de coelhos (rabbits e hares) e pombos (pigeon) a veados (venison), patos selvagens (wild duck), faisões (pheasant) e perdizes (partridge).
A caça é permitida na Inglaterra de forma regulamentada por lei durante alguns meses do ano e, segundo dizem, é uma forma de controle da superpopulação de algumas espécies.
Não há lugar mais tradicional para experimentar carne de caça (chamada game) do que no restaurante mais antigo de Londres, o Rules.
Pelo mundo: leia aqui sobre a rota das castanhas em Portugal, uma delícia que também é típica do outono, no blog Berço do Mundo, da portuguesa Ruthia.
Em Londres você pode ver e experimentar algumas destas delícias do outono, visitando uma das diversas feiras de produtores que acontecem em locais e dias variados.
Selecionei quatro localizadas na região mais central da cidade:
Notting Hill Farmers’ Market – sábados, de 9 às 13 h. Local: estacionamento da Waterstones, Kensington Church Street, Kensington, London W11 3LQ
Marylebone Farmers’ Market – domingos, de 10 às 14 h. Local: Aybrook Street, Marylebone, London W1U 4EW
South Kensington Farmers’ Market – sábados de 9 às 14 h. Local: Bute Street, South Kensington. SW7 3EX
Bloomsbury Farmers’ Market – quintas-feiras de 9 às 14 h. Local: Torrington Square / Byng Place, WC1E 7HY.
Conheça também o Borough Market, o mercado mais famoso de Londres
Leia também sobre o Festival de Restaurantes que acontece em Londres no outono
Não dá para terminar o post sem falar de doces. Então, deixo aqui uma receita de sobremesa simples e tipicamente inglesa que nesta época é feita com maçãs e amoras: um crumble de frutas.

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Este post faz parte da Blogagem do Outono Europeu, uma série de posts sobre o outono europeu que o Londres para principiantes, juntamente com outros blogs brasileiros de cidades europeias, publicou em 2014. Atualizado para 2023.
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Alemanha por que não?
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